Assado na Laje

Bombas de março e churrasco fecham o verão na Laje da Jagua, em Jaguaruna (SC).

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A região de Jaguaruna, em Santa Catarina (SC), é sempre o alvo da galera que curte surfar ondas grandes. O outono está apenas começando e já percebemos mudanças na situação climática da região. Esse ano, três grandes ondulações já foram registradas na bancada.

A equipe Atowinj (Associação de Tow-In de Jaguaruna), como de costume, conseguiu surfar pelo menos duas delas. O último foi na última semana, e, apesar de o swell ter sido bem de sul, a galera conseguiu realizar um bom treino.

Os gráficos marcavam uma ondulação de 1,8 metro com período de 12 segundos. Sabíamos que não seria um grande swell, já que a Laje não quebra muito com ondulação de sul, mas, mesmo assim, resolvemos acreditar e armamos uma barca.

Agilizamos a lancha com Marcus Vinicius, filho do Beto Cavalo, moleque casca-grossa, que arrisca entrar nas grandes ondulações e se amarra na vibe da galera. Na trip, equipe da Atowinj e amigos: Thiago Jacaré, Andre Paulista, Marcos Moraes, Francisco Prieto, João Baiuka, Pepeu, Rodrigo Farias, Vitor Serafin, Marcus Peruchi, Lou Meneghetti, Daniel Sai, Diego Lima, Carlos Ilha, Gabriel Galdino, Luiz Casagrande, Daniel Lan, Fabio Mia, Ricardo Amassado, Guto Moreli, e os cinegrafistas Rafa Shot, Marcelo Lordes e Renan Rosso. Rodrigo “Monster” Resende e Marco Polo, convidados especiais pela Atowinj, também compareceram para surfar.

Monster foi um dos grandes desbravadores do pico, juntamente com Zeca Scheffer, lá em 2003, onde numa única investida em alto-mar desbravaram uma das ondas mais poderosas do Brasil. Acordamos cedo na terça-feira (13) e logo olhamos o mar na costa, que estava bem pequeno. De cara, boa parte da galera achou que a barca tinha furado, pois as ondas na beira não passavam de 1,5 metro.

Como já tínhamos agilizado toda a logística, fomos conferir o pico mesmo assim. Ao chegar à Laje logo entrou uma série enorme com três ondas bizarras riscando a bancada. Ali eu já vi que essa Laje é uma caixinha de surpresas mesmo.

Uma galera ficou remando na esquerda, enquanto outra ficou no tow-in na direita. Eu fui para a direita e fiquei puxando a galera no tow-in. Com o decorrer do dia, as esquerdas sumiram e a direita só melhorava. Surfamos boas ondas e curtimos um bom treino.

Os momentos marcantes da sessão foram os tubos de Gabriel Galdino, Marcos Moraes e o caldo de Marco Polo, que estava na remada quando foi engolido por uma série e arremessado de costas na bancada, sofrendo grandes arranhões.

Na volta, de cabeça feita, fomos recebidos na base da Atowinj com um belo churrasco feito pela Morona, grande amiga e parceira da galera. Aloha!