O atleta Yan Guimarães é um dos destaques da nova geração brasileira. Aos 16 anos, o surfista revelado em Saquarema já coleciona ótimos resultados e algumas viagens internacionais.
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Há duas semanas, “Yanzinho” conquistou uma excelente colocação na segunda etapa do circuito Pena Rio Surf Pro 2007, prova válida pelo ranking carioca de surf profissional.
Surfando em casa, com o apoio da torcida, o jovem talento chegou até a semifinal e finalizou a disputa na quinta posição.
Prestes a disputar as etapas do Maresia Brasileiro de Surf em Jacaraípe (ES) e do Billabong Pro Junior no Peru, Yan Guimarães comenta a boa fase.
Como tem sido o ano de 2007 para você?
Tem sido um ano muito bom para mim, pois consegui bons resultados em todos os circuitos que participei.
Quais são seus atuais apoios e patrocinadores?
Tenho patrocínio da Wagon, Reef e Ricardo Martins e apoio da 2surf.
Quais foram seus melhores resultados este ano?
Quarto lugar no brasileiro, campeão e terceiro lugar nas seletivas brasileiras do King of the Groms, campeão das categorias Júnior e Mirim na FESERJ, quinto colocado no mundial King of the Groms e também no profissional carioca, que foi muito bom para mim.
Como você se sentiu sendo mais uma vez finalista do King of the Groms no Brasil, conquistando assim uma das duas vagas para participar da final mundial do King of the Groms na França?
No sábado eu não havia ido muito bem e fui no domingo sem esperança, pois achava que eu não teria chance. Quando percebi que havia vencido a etapa, fiquei bem contente.
Antes de ir para a França, você foi passar uma temporada na Indonésia. Conte como foi essa nova experiência, em termos de surf e também de cultura.
O lugar é muito bonito, era mais desenvolvido do que eu achava, mas é bem pobre. Porém, as ondas compensaram tudo, nunca achei que eu fosse ver uma onda tão perfeita como Desert, que foi uma experiência incrível. Surfar a onda mais perfeita do mundo foi muito legal.
Como foi o campeonato na França?
Eu estava surfando bem e estava bastante confiante com meu surfe. Cheguei até a semifinal, mas perdi por muito pouco e só faltou a segunda onda boa, mas em geral foi bom, pois pelo o que eu vi dos outros surfistas em ação acho que eu terei bastante chance no tour mundial.
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Quantas viagens internacionais você já fez e quais os lugares que conheceu?
Nove viagens: três para o Hawaii, duas para a França, uma para a Indonésia, três para o Peru. Na próxima semana, farei minha quarta trip ao Peru.
Qual seu pico internacional favorito?
Pipeline e Desert Point.
Que locais que você ainda gostaria de ir?
Mentawaii, Austrália, México e muitos outros lugares, mas esses são os favoritos.
Fale um pouco sobre a relação entre o surf competição e a escola. Como você faz para conciliá-los?
É bastante difícil, pois perco muita aula, mas o meu colégio me ajuda bastante quanto a isso. A pior coisa é que eu perco o melhor horário do mar, que é de manhã.
Como você lida com o estresse das competições? Tenho notado que você tem se mantido calmo em qualquer condição, seja na vitória ou na derrota.
Tento não perder a cabeça, pois isso ainda acontecerá muitas vezes ainda. Na hora em que perco, tento ficar um pouco sozinho, mas depois tudo passa, mas quando eu estou ganhando tento ficar calmo e não dar mole para que eu não perca.
Como você consegue manter esta frieza competitiva sendo tão jovem?
Competir com os caras mais velhos é bastante difícil, pois eles são muito bons, então eu não posso fazer estratégia errada. Por isso sou tão frio competindo, para que não aconteçam erros. De resto, tento soltar meu surfe.
Fale sobre a sua família.
Minha família é a mais legal, pois eles me apóiam em tudo o que faço e isso é o mais importante, porque eles me dão bastante estrutura.
Você acha que seu irmão Derek e irmã Wendy vão seguir seus passos no surf?
Espero que eles consigam muitas coisas boas em suas carreiras, porque se depender de mim eles vão longe.
Como se sentiu passando baterias difíceis nesse último campeonato, inclusive derrotando nomes consagrados do surf profissional, como Bruno Santos e Marcelo Trekinho?
Fiquei amarradão porque são dois atletas que eu admiro muito, sei que eles não gostaram muito. O Trekinho é um cara que eu gosto do surfe dele por ser moderno e o Bruninho por ser um grande tube rider, principalmente em Pipe, pois eu quero ser muito bom lá.
Quais são seus planos para este segundo semestre de 2007?
Me dar bem nos profissionais que vão ter e, principalmente, ganhar a vaga no Pro Júnior, que é a minha meta principal para 2007.
E seus planos futuros a médio e longo prazo?
Ter um bom patrocínio, conseguir a vaga no WCT – se possível até os 21 anos -, ser top 15 durante bastante tempo e, caso tudo dê certo, ser campeão mundial.



