Hawaii marcante

Yan celebra temporada

Felipe Cesarano e Yan Guimarães brigam pela vitória no Billabong XXL. Foto: Bidu / Bidudigital.com.br.

O saquaremense Yan Guimarães está na briga pelo Billabong XXL, concurso que premia as maiores ondas surfadas no mundo.


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Ele e o amigo Felipe Cesarano dividiram uma bomba em Waimea Bay, no último dia 11 de janeiro. A participação da dupla e do fotógrafo carioca Bidu foi confirmada pelo californiano Frank Quirarte, membro da comissão técnica do Billabong XXL.

 

Para Yan, esta foi sua melhor temporada havaiana. “Geralmente dá um swell de 25 pés (8,25 metros) a cada três anos, mas desta vez foram quatro swells gigantes em dois meses”, diz o saquaremense.

 

O atleta conta que chegou ao North Shore no dia 16 de novembro junto com Cesarano e Bidu. “Combinamos de alugar um quarto em uma casa em Velzyland, mas o problema era que a dona não sabia que iríamos ficar na casa”, conta Yan.

 

“Durante três dias, não conseguimos ver o dono sóbrio. Quando sua esposa chegou, abriu a porta do nosso quarto por volta de 1 hora da madrugada e começou a gritar, perguntando quem era a gente e o que estávamos fazendo ali. Pensei que a temporada fosse começar com o pé esquerdo, mas depois tudo melhorou”, continua o atleta.

 

Depois de poucas ondas no começo da temporada, Netuno não deu trégua e foi um swell atrás do outro. “A galera pedia até um pouco de mar ruim para poder descansar”, brinca Yan.

 

Segundo o atleta, Pipeline foi o único lugar que não quebrou constante nesta temporada. “Demorou um tempo para começar a dar onda, mas o bom Hawaii não decepciona e tivemos vários dias bons, principalmente em Banzai, que, quando quebra, é uma das minhas ondas prediletas. Você vem lá de fora e só ajeita para pegar um tubão em Pipe. Geralmente a onda vem grande, então é tubão”, diz o surfista.

 

Yan conta que surfou várias ondas iradas em picos como Pipeline, Backdoor, Rocky Point, Haleiwa, Sunset, Seven Rolls (secret na costa Leste), Off-The-Wall e muitos outros. “Porém, sem dúvida, o que chamou atenção nesta temporada foi Waimea. Foi um show atrás do outro, não parou de dar onda. Quando pensávamos que o swell havia ido embora e estávamos vivos, já vinha outro swell logo em seguida”, comenta.

 

As ondulações que quebraram pouco antes do Eddie Aikau caíram como uma luva para que a molecada ganhasse experiência. “No início de dezembro estava enorme e eu ainda estava muito apavorado com o tamanho das ondas. Depois quebrou no Natal e foi irado, peguei umas bombas da série e fui adquirindo experiência”, revela.

 

O dia 11 de janeiro foi o dia de surf mais feliz da vida do atleta. “Eu e Gordo (Felipe Cesarano) acordamos cedo, pois sabíamos que o mar ia ficar enorme de novo. O frio na barriga nesses dias grandes é um absurdo. Entrei na água querendo me divertir, pois já havia surfado altas ondas em outros dias. Entrei no mar querendo apenas não vacar. Sempre que vinha uma série gigante, eu falava a Gordo: ‘Se a gente pega uma onda dessas, a gente vira herói (risos)'”, lembra o saquaremense.

 

Yan repetiu a frase quando vinha outra série gigantesca e a dupla começou a remar. “Eu estava um pouco mais embaixo e vi Gordo passar como uma flecha por mim. Fiquei de pé muito atrasado e me perguntando o que estava fazendo ali. Dei um ‘air drop’ e acabei tomando uma vaca sinistra, machuquei o pescoço e tudo”, continua.

 

Quando a dupla saiu da água, várias pessoas elogiaram a atitude insana. “Vi a filmagem e não acreditei no tamanho da onda que havia acabado de dropar. Enviamos para o Billabong XXL e vamos ver no que vai dar”, diz Yan.

 

“Com certeza esta foi a melhor temporada da minha vida e espero que a cada ano seja ainda melhor. Espero que todos tenham gostado tanto quanto eu. Aloha a todos e ano que vem estamos aí novamente”, conclui Yan Guimarães.

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