O surf na Escandinávia está em constante ascensão. Mesmo com o frio acentuado, o número de pessoas aderindo ao esporte e a quantidade de novas ondas sendo descobertas não param de crescer por aqui.
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Tirando proveito da folga que tive na faculdade, no mês de novembro tive a oportunidade de conhecer dois países escandinavos onde, assim como na Dinamarca, o surf está virando febre.
A primeira viagem que fiz foi para a Noruega. Sendo convidado pelo surf club local da cidade de Klitmoller (NASA), embarquei com os melhores surfistas dinamarqueses para conhecer as perfeitas ondas norueguesas.
Tirando a questão do frio, Noruega tem de tudo para ser um dos melhores lugares para se surfar na Europa.
Além de ter um litoral todo ?recortado?, possibilitando a formação de diversos point breaks e reef breaks, o país recebe constantes ondulações vindas do Ártico.
Mesmo não coincidindo com nenhuma ondulação significante, nessa viagem surfamos diversos tipos de ondas que chegaram a 1 metro no litoral próximo à cidade de Stavanger.
A praia mais conhecida nessa região é Sele, que sempre apresenta uma boa merreca quando o mar está pequeno. Porém, quando o mar sobe um pouco, há inúmeras opções de surf na região, sendo a maioria secrets bem protegidos pelos surfistas locais.
O destaque dessa viagem foi um secret que ?achamos? no último dia. Depois de ouvirmos rumores desse point, madrugamos para procurar a onda e fomos recompensados com longas direitas quebrando com perfeição sobre uma rasa bancada de pedras.
Nesse dia, ficamos na água por cinco horas até termos que voltar, pois não sentíamos mais os pés.
Logo em seguida embarquei para conhecer a costa Sul da Suécia. As ondas na Suécia também são bem protegidas pelos locais, e acredito que a quantidade de picos a ser descoberta é enorme.
Mesmo com a alta rivalidade entre dinamarqueses e suecos, conseguimos surfar boas ondas na região ao Norte de Helsingbor, numa península que oferece vários tipos de ondas sob certas condições de vento.
Nos fins de semana seguintes ainda surfei boas ondas na Dinamarca. Embarquei de Copenhage, onde moro atualmente, para Klitmoller, ou ?Cold Hawaii?, como é conhecido por aqui. Mesmo não tendo uma quantidade de ondas tão grande quanto seus países irmãos, em certas ocasiões têm altas ondas na Dinamarca. Basta ter paciência.

