WCT estréia com chave-de-ouro

A abertura do WCT rolou em um típico dia clássico de Snapper Rocks. Tubos de sonho, sol e muito surf agitaram a praia, que chegou a lotar na manhã desta quinta-feira na Gold Coast que, definitivamente, é o verdadeiro ouro do Superbanks, a super bancada de areia.

 

“O fundo está incrível, quebrando bem atrás das pedras, mais que o normal. Acho que não tem como ficar melhor do que isso. Se entrar um swell mesmo, vai ser show de surf, com certeza”, comentou o local Joel Parkinson.

 

Parko foi destaque no primeiro dia de competição ao vencer seu grande amigo Dean Morrison e o wildcard Shaun Gossman, que ficou precisando de uma combinação de duas

ondas para conseguir a classificação.

 

O paranaense Peterson Rosa inaugurou o circuito mundial de 2005 ao surfar a primeira onda do Tour. Foi uma das melhores ondas de todo o dia de competição, com um tubo insano, já despencando do drop por dentro do canudo.

 

“Eu estava bem posicionado, já remei com bastante força porque sabia que o drop ia ser difícil. Caí encaixado na parede da onda e só esperei a placa verde cair. No final do tubo, quando já estava saindo, acabei caindo e deixei escapar a minha chance de classificação”, esclareceu Peterson, que acabou fazendo um 8.33 em sua segunda onda, insuficiente para seguir na prova. Peterson enfrenta na segunda fase o jovem talento local Luke Munro.

 

Com um surf polido e solto nos tubos de Snapper, Raoni Monteiro quase conseguiu a classificação, perdendo por muito pouco a chance de avançar direto para a terceira fase.

 

“As condições estão boas, mas basicamente você tem que ter duas ondas acima de 8 nesse mar. Eu acabei achando só uma, mas agora contra o Occy na repescagem vou me concentrar mais e fazer as duas ondas que eu preciso”, comentou Renan Rocha, que está de volta ao seleto grupo dos top 45.

 

Veja mais imagens do Quiksilver Pro 2005.

 

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Quem estava dando muito apoio aos atletas brasileiros foi a torcida colorida e animada formada pelos brasieliros que residem na Gold Coast. A galera deu um toque todo especial à praia, torcendo e vibrando com cada onda surfada pelos atletas do Brasil.

 

Quem apareceu na praia carregando um equipamento diferente foi o catarinense Teco Padaratz, que participou deste grupo do WCT por mais de 17 anos e hoje está com o seu próprio programa de televisão e com projetos na área de cinema, filme e TV.

 

Teco estava entrevistando feras do surf como o pentacampeão mundial Kelly Slater, o tricampeão Tom Carrol e o seu próprio irmão Neco, bicampeão do WQS.

 

A torcida fez a sua parte, mas realmente hoje não foi o dia dos atletas brasileiros, que não conseguiram passar em suas baterias, com excessão de Neco Padaratz, o grande destaque do esquadrão brazuca.

 

Outros atletas que não conseguiram a classificação foram o carioca Victor Ribas, o pernambucano Paulo Moura e o potiguar Marcelo Nunes, que ainda disputam uma vaga para a terceira fase do Quiksilver Pro 2005.

 

O tricampeão mundial Andy Irons assustou a todos ao voltar sangrando em virtude de um corte no pé durante um free-surf, minutos antes da sua bateria. Irons mostrou não ter afetado muito o seu desempenho e passou com facilidade para o terceiro round.

 

Assim como no tênis e na formula-1, a Austrália também promove a abertura do circuito mundial de surf. O evento acontece num período de 14 dias e movimenta a pacata e folclórica Coolangatta, capital australiana do surf.

 

A estrutura está ainda maior este ano, com mais de US$ 1 milhão investidos e presença dos 45 melhores surfistas do mundo na onda mais longa da Austrália, e uma das mais tubulares do mundo. Senhoras e senhores, a largada foi dada. A partir de agora, confiram aqui no Waves Australia o show de surf direto do Superbanks.

 

Veja mais imagens do Quiksilver Pro 2005.

 

 

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