Depois de uma parada, por conta da maré muito baixa, as baterias retornam ao mar em Peniche. O Rip Curl Pro Portugal termina ainda nesta sexta-feira.
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Em instantes, o potiguar Italo Ferreira e o paulista Filipe Toledo travam uma batalha histórica na decisão.
É a terceira final de Filipinho no ano. O paulista venceu as duas decisões que disputou, em Snapper Rocks, Austrália, e no Rio de Janeiro.
Já Italo, melhor estreante do Tour, disputa a sua primeira final na carreira.
É a segunda vez que dois brasileiros se enfrentam numa final do Tour. A primeira foi em 1999, em Huntington Beach, Califórnia (EUA). Na ocasião, o catarinense Neco Padaratz superou o paraibano Fabio Gouveia.
No caminho ao pódio nesta sexta-feira, Italo começou o dia enfrentando o compatriota Gabriel Medina em um dos duelos pendentes das quartas-de-final e deu um verdadeiro show.
Em ondas de 1,5 metro e formação prejudicada pelo vento, Medina até começou melhor, com 6.83, mas Italo reagiu forte com um tubo e uma batida numa esquerda que rendeu 9.67.
Depois de melhorar seu somatório arrepiando uma direita avaliada em 8.50 e deixar o adversário precisando de uma combinação de notas, Italo acertou um aéreo rodando de backside e ainda conseguiu ampliar um pouco a sua vantagem com 8.60.
No fim da bateria, Medina ainda cometeu interferência em Italo e saiu da água com a prancha partida ao meio.
Na semi, Italo encarou o convidado português Vasco Ribeiro e demorou a entrar em sintonia com as ondas, mas conseguiu dar o troco no adversário, que o derrotou na final do Mundial Pro Junior em 2014, em Portugal.
Precisando de uma nota 5.34 para virar, o brasileiro não deu mole e mandou um floater numa esquerda muito turbulenta, finalizando no inside para descolar 5.87. De backside, Italo estragou de vez a festa da torcida portuguesa com 7.50.
Já Filipe Toledo passou pelo australiano Joel Parkinson nas quartas. No início da bateria, o ubatubense achou um tubo avaliado em 7.50 logo na primeira onda para ficar em situação mais confortável.
Joel respondeu com 5.00 pontos e tentou impedir a classificação do brasileiro, mas se deu mal, apesar de Filipinho terminar o duelo com apenas 2.87 na segunda melhor nota.
“Estava muito confiante, me sentindo bem, e quando Renato (Hickel) – tour manager da WSL – veio me perguntar se queria competir eu falei vamos lá. Está muito mexido lá fora, ventando, a maré enchendo agora. Está louco, mas há alguns tubos, há algumas ondas boas, mas está difícil encontrá-las”, disse Filipe.
Questionado por Peter Mel se queria que a prova continuasse, o brasileiro não hesitou. “Sim! “Quero que continue, vamos finalizar (risos)”, falou o brasileiro.
Na semifinal, o brasileiro despachou o californiano Brett Simpson por 14.60 a 12.94. Depois de mandar 7.67 na melhor onda, Filipinho trabalhou para ampliar o somatório e até viu Simpson liderar a batalha, mas aplicou um golpe fatal no adversário com 6.93, deixando o norte-americano a 7.34 da vitória.