O exame toxicológico de Luis Paulo Mota Brentano, policial militar acusado de matar Ricardo dos Santos, foi divulgado pelo Instituto Geral de Perícias (IGP) de Florianópolis e detectou que Brentano havia consumido álcool no dia do crime. Porém, o laudo não detectou nenhuma droga ilícita na corrente sanguínea do PM, contrariando informações iniciais de que o motivo da briga havia sido o consumo de drogas perto da casa de Ricardo em Palhoça (SC). O crime aconteceu às 8h30 da segunda-feira, dia 19, e o exame foi realizado no mesmo dia às 14h.
O Instituto Médico Legal (IML) havia divulgado o laudo cadavérico na última quarta-feira. O exame concluiu que Ricardo foi alvejado duas vezes, novamente contrariando relatos iniciais, que atestavam que ele havia sido baleado três vezes. Um dos projéteis atingiu o lado esquerdo do corpo de Ricardo, o outro acertou as costas, derrubando a argumentação da defesa do PM, que afirma que os disparos foram feitos em legítima defesa.
O policial teve a prisão preventiva decretada pela Justiça de Santa Catarina. Luis Paulo Mota Brentano teve a prisão em flagrante convertida em preventiva pelo bem da ordem pública e garantia da instrução criminal. A decisão judicial ocorreu dias após um exame apontar que Bretano estava alcoolizado momentos antes do crime.
No despacho da última quinta-feira, o juiz Maximiliano Losso Bunn observa que “o acusado é policial militar, agente que deveria zelar pela ordem e segurança da sociedade mas que, ao contrário, cometeu o crime estando fora de serviço, severamente embriagado, fazendo uso da arma que lhe é cedida pela PM, deixando de prestar ou solicitar socorro algum à vítima Ricardo e, tampouco, comunicar à polícia”. O PM ficará sob custódia até o dia de seu julgamento.