Waikiki vira parque de diversões

“Rabbit is my uncle”. Com esse slogan estampado na frente da camiseta de competição, cerca de 200 grommets entraram na água para participar, pelo segundo ano consecutivo, do evento especial em homenagem ao lendário Rabbit Kekai.

 

O local escolhido para a competição não poderia ter sido mais apropriado. O palanque foi montado bem em frente a estátua de Duke Kahanamoku, em Waikiki, e as crianças surfaram direitas e esquerdas perfeitas de meio metro na tradicional bancada de Queens.

 

“Foi aqui onde praticamente aprendi a pegar onda e onde surfei durante grande parte da minha vida”, relata o experiente local do pico.

 

“E é por isto que, se o campeonato é em minha homenagem, teria que ser bem aqui mesmo”, conclui Rabbit, que é simplesmente um dos “Waikiki Beach Boy” originais, além de ser um dos poucos que ainda estão vivos.

 

Rabbit diz ter aprendido a surfar com Duke e fica emocionado e feliz ao ver esse evento ser realizado. “É uma maneira que eu consegui para retribuir ao esporte que tanto amo”.

 

Ele, que está sempre presente nos campeonatos do Hawaii como “beach marshall”, desta vez não consegue esconder sua alegria. “Hoje está todo mundo trabalhando, menos eu”, brinca Rabbit, que desfilou pela praia dando autógrafos e tirando fotos com os fãs.

 

Apesar de ser apenas a segunda versão do evento, parece-me que a tendência é de que ele se solidifique e se torne uma das etapas mais importantes no calendário das crianças, pois além das ondas de Waikiki serem perfeitas e muito divertidas para elas, era impressionante a quantidade de brindes que eles ganhavam só por estarem participando do evento.

 

Além de bolsa lotada de coisas, havia almoço para todos os competidores, que nem precisavam ter o trabalho de trazer suas pranchas à praia, pois usavam as pranchas fornecidas pelo patrocinador da competição, que era dividida em 4 categorias, sem distinção de sexo, mas sim pela idade: 4 a 6 anos, 7 a 8 anos, 9 a 10 anos e 11 a 12 anos.

 

Entre os competidores, apenas alguns filhos de brasileiros estavam presentes, como Keale Lemos (filho de Bruno Lemos), Noelani Picollo (filha do shaper Eduardo Picollo) e Natalia Hunter, filha do skatista californiano Greg Hunter com a carioca Nilma Hunter.

 

A realização do evento ficou por conta do californiano Matt, fabricante das pranchas Surfline, que são feitas de isopor e próprias para iniciantes.

 

“Conheci o Rabbit em um trade show. Foi lá onde tivemos esta idéia que acabou sendo uma boa campanha de marketing para as minhas pranchas”, confessa Matt, sem esconder a felicidade com o sucesso do evento.

 

“Mas, a partir disto criamos uma amizade tão grande que hoje somos bons amigos e acabei o ajudando na criação de uma fundação, a Rabbit Kekai Foundation, que tem o intuito de promover o surf e espalhar o ‘aloha spirit’ para todo o mundo”, finaliza Matt.

 

Para visitar o site da Rabbit Kekai Foundation, acesse Rabbitkekai.org.

 

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