Kite e reggae

Voo rasante na Jamaica

O projeto Integrando Fronteiras teve sua primeira edição em 2009, quando desembarcou na Ilha do Sal, Cabo Verde, África, para exibir o potencial do lugar para os esportes de vento.

Neste ano, o projeto aportou em mares nunca antes desbravados. O objetivo era adicionar mais um destino internacional para os amantes do vento e das ondas.

Uma expedição formada pelos atletas da Smolder, Gustavo Foerster e Célio Beleza, partiu no dia 22 de março para a Jamaica a fim de participar da primeira etapa do Mundial de Kitewave e produzir um documentário sobre a viagem.

Os atletas ficaram hospedados em Long Bay, onde pegaram boas ondas em um reef no outside. A praia impressiona. Com águas cristalinas e um visual incrível, é possível velejar e ver o fundo de coral.

Além do kite, a dupla explorou o pico de Boston Bay, que costuma dar excelentes esquerdas. Infelizmente as ondas estavam pequenas no dia, mas mesmo assim deu para surfar e sentir a energia do local.

Uma passada na casa de Bob Marley em Kingston, onde funciona o museu do rei do reggae não poderia ficar de fora. O lugar conta um pouco da história do cantor e fica claro o quanto ele é importante para a Jamaica com suas mensagens de amor e paz. Este é um passeio imperdível.

Seguindo nossa exploração, fomos em busca de mais vento e ondas. Para isso precisávamos de algumas informações dos locais. Fomos direto ao Surf Camp de Billy, presidente da Jamaican Surf Association, que nos indicou um pico chamado Lighthouse.

O lugar era um reef break perigoso, mas ondas perfeitas abriam para os dois lados. Fizemos uma boa sessão de surf e logo o vento começou a soprar. A vibe Jamaicana ajudou e fomos direto para praia armar os kites. Com um vento maral bem difícil, fizemos uma sessão insana com manobras bem próximas ao reef.

A profundidade não passava de meio metro, Depois do velejo todo mundo havia colecionado cortes nos pés, nas pernas e muitos ouriços nos dedos.

O campeonato foi cancelado por problemas locais. Não conseguimos entender bem a razão, mas foi algo relacionado ao organizador local, que não ofereceu as condições mínimas para a realização do evento.

Uma pena, tinha tudo para ser alucinante. O cancelamento deixou todo mundo despreparado. Porém, o espírito de aventura falou mais forte e resolvemos depositar todos os nossos esforços em produzir muitas fotos e vídeos sobre a Jamaica.

Ao final da expedição, o balanço que se pode fazer é que apesar do imprevisto, existe muito mais na vida de um atleta profissional do que apenas as tensões e a ansiedade das competições.

Divulgar as belezas e a riqueza cultural dos lugares por onde se passa é uma excelente oportunidade de retribuir da maneira mais nobre, a oportunidade de trabalhar com projetos ligados à natureza, ao mar e as ondas.

O Projeto Integrando Fronteiras toma proporções além do esporte, assumindo ares de pesquisa antropológica e representando uma importante ferramenta de divulgação para que lugares pouco explorados sejam mais conhecidos e visitados.

No caso da Jamaica, a mesma energia que colocou sua música nos lugares mais distantes do mundo, agora espera apenas uma oportunidade para exibir seu potencial quase inexplorado para os esportes radicais.

Dicas

Picos desbravados Long Bay, Lighthouse e Faulmonth.

 

Tamanho dos kites 9 e 12 metros.

 

Como chegar Copa Air Lines via Panamá ou Air Jamaica por Miami

Temperatura Quente como o Nordeste do Brasil

Melhor época De março a julho (vento) e de dezembro a Março (ondas)

Não deixe de visitar o museu do Bob Marley e os Golfinhos (Dolphins’s Cove)

 

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