Por trás das notas

Volvo Race: surfando em alto mar

#No último fim de semana tive o prazer de acompanhar a largada da regata Volvo Race em volta ao mundo, que partiu do Rio de Janeiro com destino Miami. A regata é disputada por várias equipes formadas por profissionais da vela e verdadeiros ?Lobos do Mar?, que viajam em superbarcos projetados para enfrentar ondas gigantes e rasgarem o oceano em aventuras dignas dos maiores conquistadores. Só que, em vez de estrelas, os navegadores usam a mais moderna tecnologia.

Foi emocionante participar da largada, algumas centenas de barcos juntos acompanhando o começo da regata correndo junto em direção a entrada da Baía de Guanabara, acompanhando lado a lado os barcos mais velozes do mundo.

A primeira cambada do líder foi sensacional, obrigando seu mais próximo seguidor a manobrar atrasado e perder alguns metros que às vezes são irrecuperáveis.

Tem que ser casca grossa para fazer parte de uma tripulação, velejar sem parar dia e noite, revezando em turnos curtos e preparados para, a qualquer momento, ter que enfrentar situação de emergência.

Quem gosta do mar e o respeita, sabe que encarar um desafio desses deixa qualquer big rider de cabelo em pé.

A regata começou em South Hamptom, Reino Unido, e terminará em Kiel, Dinamarca, passando por Nova Zelândia, Austrália, África do Sul, Brasil, EUA e França.

Equipados com os mais modernos instrumentos de navegação e previsão de tempo, incluindo escatômetro para medir velocidade e direção do vento na superfície do mar, em um raio de milhares de quilômetros.

Bem, tive que tirar o chapéu para esses navegadores e agora vou querer acompanhar até o final.

Michelle des Bouillons desceu uma onda de quase 25 metros em Nazaré e pode entrar para a história como a mulher que surfou a maior de todos os tempos. Em entrevista exclusiva ao Waves, ela conta como chegou até aqui.

De Bells Beach a Raglan, Brasil vive quatro etapas de domínio histórico: vitórias, finais, nota 10 e os quatro primeiros do ranking mundial com a mesma bandeira.

Mais de cinquenta anos de câmera na mão: do Píer de Ipanema a Pipeline com Gerry Lopez, de Bob Marley no Havaí aos Rolling Stones no Maracanã. Fernando “Fedoca” Lima viveu e fotografou tudo isso. Agora reúne tudo em um livro.

Maior onda já surfada por uma mulher no Brasil é registrada por Michaela Fregonese durante swell histórico em Jaguaruna (SC)