O big rider Everaldo “Pato” Teixeira passou os últimos três anos em busca das melhores ondas de laje do mundo. Na companhia de sua esposa, a cinegrafista Fabiana Nigol e sua filha Belinha, o atleta obteve sucesso na empreitada.
“São duas coisas que movem minha vida: adrenalina de onda grande e tubo. Nas lajes, encontramos exatamente essas características. Outro objetivo era surfar uma laje nunca antes surfada por um brasileiro”, comenta Pato.
Com esse espírito, o atleta desbravou alguns spots californianos. Um deles rendeu capa na edição de fevereiro deste ano da revista Fluir. “Foi nosso primeiro gol”, comemora o big rider.
Em 2009, o atleta pegou duas lajes diferentes, onde surfou ondas excelentes e pesadas. Uma na Austrália e a temida Santo Del Mar, no Chile.
No inverno do ano passado esteve no Oregon (EUA) para a disputa de um evento de ondas grandes. Em certo momento, um local do pico apareceu com fotos de um line up perfeito.
“Era uma esquerda com um tubo animal e o cara foi categórico ao afirmar que o campeonato devia ter rolado naquela laje. Este ano, fiquei em contato com a galera local e a informação era de que a onda funcionaria em pleno Natal. Peguei o carro, a Fabi, a Belinha e dirigi de Santa Cruz até o Oregon. São aproximadamente 15 horas de estrada”, relembra.
Pato apavorou nas bombas do secret. Surfou com maestria os tubos perfeitos, rápidos e consistentes. Na época, o site californiano Surfline deu destaque ao vídeo da session.
A temporada deste ano no hemisfério Norte foi excpecional. Em Jaws, no Hawaii, a mais perigosa e desafiadora onda do planeta, o atleta afirma ter feito a performance da vida. “Consegui surfar de verdade, na parte crítica e manobrar. Me ajudou muito ter dez anos de experiência no pico”, comenta o catarinense.
Na primeira vez que esteve na Tasmânia, o big rider não conseguiu surfar Shipstern Bluff. Infelizmente, o mar não subiu e a maior adrenalina da trip foi saltar de um enorme penhasco no mar gelado.
A onda da laje de Shipstern é sinistra e cheia de bumps. Segundo a galera local, quebra grande com boas condições três ou quatro vezes por ano. Portanto, para um brasileiro estar lá no dia certo e na hora exata é uma verdadeira missão.
Obcecado pela idéia de entubar num monstro daqueles, Pato ficou na Austrália durante mais de um mês. Destemido e de backside, pegou morras mutantes e assustadores. “Quero agradecer minha mulher e minha filha. Sem elas, nenhuma dessas aventuras seria possível”, finaliza.
Com as melhores imagens das cinegrafistas Fabiana Nigol e Belinha, Rafael Mellin preparou este clip exclusivo para os internautas do Waves, confira acima.
Foto da reportagem Stuart Gibson