
O surfe passa por um momento de transição. E já faz tempo que estamos sendo vistos como um país de respeito no cenário mundial.
É comum entrarmos no site Waves.Terra para lermos notícias sobre os atletas brazucas e nos depararmos com o relato dos gringos, impressionados com a performance da nova geração arrepiando ao redor do planeta.
Fantástico os resultados e a postura que os atletas vem conquistando, seja na Europa, na América, ou em qualquer outra parte do mundo.
Outro dia mesmo, conversando com o surfista profissional Junior Faria pelo Orkut, ele me enviou um Scrap (mensagem) comentando sua participação no WQS de Newcastle Beach, Austrália.
Como de costume, abro diariamente o site para ver as condições do mar no Wavescheck e, nesse dia, li na notícia principal: ?Fanning vence em Newcastle e Renato Galvão é quarto colocado?.
Percebi, naquele momento, que cada vez mais nos aproximamos do patamar de igualdade. Antes, a antiga geração – que ainda hoje arrebenta como Fábio Gouveia, Renan Rocha, Piu Pereira e Teco Padaratz etc – passaram por situações muito chatas em terras estrangeiras, com o preconceito e falta de respeito.
Certa vez, o Renan Rocha comentou comigo que no Hawaii existe uma espécie de ?panela? onde apenas os havaianos e seus ‘apadrinhados’ surfam com tranqüilidade. Porém, os brasileiros vêm sendo referência quando o assunto é Hawaii, principalmente quando a modalidade em questão é o tow-in, com vários atletas de destaque.
Atualmente, organizadores de competições fazem questão de convidar os brasileiros para seus eventos. Tem se tornado constante a participação de brasileiros em eventos estrangeiros, principalmente em festivais.
Se falarmos em WCT e WQS constatamos que nossos surfistas estão em grande número no cenário competitivo. Nesse caso as vagas conquistadas foram puro mérito dos brasileiros.
Recentemente, as revistas Surfing Magazine e Transworld Surf estamparam em suas páginas matérias sobre as chances de cada surfista no circuito mundial, dando grande destaque à nova geração de brasileiros. Por aí, percebemos que a expansão do surfe brasileiro causa rumores pelo mundo.
Fui convidado pela organização de surfe de Portugal para participar de um evento, o Festival de Surf Aloha Girls, que tem como objetivo alavancar a categoria no país.
A idéia deles é usar minha imagem como tema do evento, pois acreditam na perseverança e garra por intermédio do esporte. E, eu sou até o momento, o único surfista bi-amputado no mundo. Meu sonho é que apareçam mais adeptos no futuro e, se possível, brasileiros.
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Fiquei muito feliz com esse convite e mais uma vez destaco: o Brasil está na frente no cenário mundial em muitos quesitos. Temos vários exemplos disso, como o Alcino Pirata, Fabinho Little Man, Taiu, Careca, entre outros surfistas adaptados.
O evento rola nos dias 26 a 29 de maio na praia da Física, em Portugal. Quem está me acompanhando nessa barca é o produtor de imagens Thiago Kafejian, que também é colunista do Waves.Terra.
Aloha Brasil!
Programação do festival
26 de maio
9h ? recepção e alojamento da Aloha Girls
11h30 ? cerimônia de abertura – palestras de Inês Tralha e demonstração de surfe com Pauê
12h15 ? aula teórica e prática
13h30 ? almoço na praia
15h00 ? aula teórica
16h00 ? aula prática
20h00 ? jantar convívio de recepção
27 de maio
8h30 ? café-da-manhã
9h10 ? Pilates
9h40 ? aula teórica
10h40 ? aula prática
13h30 ? almoço na praia
14h00 ? aulas e demonstração de beach tênis
15h00 ? aula teórica e prática
20h00 ? jantar
28 de maio
8h30 ? café-da-manhã
9h10 ? Pilates
9h40 ? aula teórica II e prática I
10h40 ? prática II e teórica I
13h30 ? almoço na praia
15h00 ? aulas práticas
20h00 ? desfile de surfwear
21h00 ? Luau havaiano
29 de maio
8h30 ? café-da-manhã
9h10 ? Pilates
9h40 ? Palestra sobre regras competitivas
10h40 ? Início dos quadros competitivos
13h30 ? Almoço na praia
14h30 – Evento especial (triatlon radical), com a participação de Pauê, atletas e figuras públicas
15h30 ? Semifinais e finais
18h ? Cerimônia de entrega de prêmios e encerramento do evento