
A terceira rodada do Costão Pro – Floripa 2006 foi finalizada na tarde desta sexta-feira, na praia do Santinho, Florianópolis (SC).
Válida como a quinta etapa do WQS, a prova tem nível 6 estrelas e distribui US$ 125 mil em prêmios.
Para agilizar o cronograma, os organizadores colocaram um palanque alternativo à direita do principal.
As disputas rolaram em ondas minúsculas de até meio metro e formação prejudicada pelo vento Sul que entrou no decorrer do dia.

O palanque principal recebeu as baterias ímpares, enquanto o alternativo ficou com as pares.
Uma das melhores atuações do dia ficou por conta do carioca Victor Ribas, autor de notas 9.40 e 7.67 na primeira bateria da rodada.
O surfista de Cabo Frio avançou junto com o norte-americano Darryll Goodrum, segundo colocado no duelo que contou ainda com o australiano Leigh Sedley e o wildcard catarinense Rodrigo Lins, convidado do resort Costão do Santinho.
“Parece que os juízes estão gostando e isso é muito bom para mim. Estou tendo a oportunidade de surfar ondas pequenas de novo, eu fico bem à vontade nestas condições, mas tem que ficar esperto porque são quatro atletas dentro d´água e qualquer um que achar uma ondinha maior abrindo pode mudar tudo?, analisa Vitinho.
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Entre os estrangeiros, destaque para o francês Jeremy Flores e o havaiano Ola Eleogram. Com notas 9.17 e 8.67, Jeremy totalizou a maior somatória do dia (17.84) para derrotar o carioca Pedro Henrique, o paranaense Peterson Rosa e o havaiano Joel Centeio.
Também no segundo palanque, onde as condições do mar estavam piores ainda, o havaiano Ola Eleogram fez bonito e obteve notas 9.00 e 7.83.
A segunda posição ficou com o paulista Junior Faria. Depois de ficar apagado durante boa parte do tempo, Junior quebrou uma valinha e entrou na zona de classificação com uma nota 8.43.

Pior para o inglês Russel Winter, que caiu para a terceira posição e ainda foi duramente marcado pelo paulista de 18 anos. A quarta colocação ficou com o norte-americano Brett Simpson.
Quem também tirou leite de pedra nas valinhas do Santinho foi o carioca Leonardo Neves.
O saquaremense achou uma pequena esquerda e desferiu quatro porradas de backside para arrancar 9.17 pontos dos juízes.
A segunda posição no confronto ficou com o australiano Glenn Hall, seguido pelo compatriota Yerin Brown e o carioca Leandro Bastos.
Um confronto decidido nos últimos segundos levou o público ao delírio. O catarinense Neco Padaratz insistiu nas valinhas que rolavam à esquerda do palanque, mas só começou a ser recompensado nos últimos minutos.
O cearense Heitor Alves sobrava na liderança, deixando a briga pela segunda posição entre o francês Frederic Robin, das Ilhas Reunião, Neco Padaratz e o sul-africano Daniel Redman.
Robin mandou ver numa esquerda com bonitas de backside e descolou 8.83 pontos, tomando distância dos adversários e ameçando o líder Heitor Alves.
Faltando menos de dois minutos, Neco diminuiu a diferença com uma nota 5.70, passando a precisar de 6.97.
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Nos segundos finais, o catarinense atacou uma esquerda com boas batidas de backside e foi premiado com nota 7.70, assumindo a segunda posição e seguindo junto com Heitor Alves.
?Foi um sufoco. Apesar do belo dia de sol, as ondas infelizmente não estão completando o cenário ideal para um dia perfeito de campeonato”, diz Neco.
“É uma pena não poder apresentar tudo o que a gente vem treinando, o mar está meia-canela de onda e fica ainda mais complicado com quatro competidores querendo a mesma coisa?, continua o catarinense.

?Tive de manter muita calma até o final. Sabia que eu tinha ainda uma última chance, só não sabia onde a onda ia vir. Segui a vibração da praia para correr atrás da onda mais ali do lado direito e deu certo. Achei aquela esquerdinha abrindo e dei o máximo para tirar os pontos que precisava”, revela.
“Foi difícil, mas valeu e agora é esperar que as ondas dêem uma reagida para o campeonato ficar mais bonito, pois nesse momento o fator sorte pesa muito, é quase uma loteria acertar a escolha da melhor onda nessa condição de mar?, finaliza Neco Padaratz.
Atual líder do circuito mundial, o norte-americano Gabe Kling fez bonito nas marolas e venceu o duelo contra o catarinense Diego Rosa, o cearense Felipe Martins e o paulista Renan Rocha.
?As ondas estão bem pequenas, mas se você tiver a sorte de achar a onda certa, que abra uma parede mais longa, elas apresentam uma boa formação para várias manobras”, fala Gabe Kling.
“Consegui pegar duas regulares ali que me garantiram a classificação, então estou muito feliz por ter avançado para a próxima fase e agora é torcer para que as ondas melhorem durante o dia, já que existe uma previsão para isso?, conta o norte-americano, que vem de um vice-campeonato no arquipélago de Fernando de Noronha.
A previsão é de que a campeã do primeiro WQS Feminino da história do surf brasileiro seja conhecida entre 16h30 e 17 horas. Já o título do primeiro 6 estrelas da temporada 2006 será definido por volta das 12 horas no domingo.
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