Faraó brasileiro

Villar focado no mundial

Luis Villar testa a bóia da Z-point em Pipe. Foto: Luis Claudio Duda.

Luis Villar, diretamente do Hawaii, conta tudo sobre a luta para seguir o tour mundial e a alegria de conquistar o inédito título latino americano. Catarinense Villar, no auge de seus 26 anos, é um atleta muito respeitado pelos adversários.

 

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A marca registrada de Faraó Villar é uma linha de onda altamente competitiva e muita raça, qualidade comum ao bodyboarder brasileiro.

 

Em 2007, faturou o título latino americano e chega, cheio de disposição, nas etapas de Pipeline no Hawaii e Santa Catarina, no jardim de casa. Confira entrevista exclusiva com o guerreiro catarina.

 

E posa de modelo nas areias do Hawaii. Foto: Luis Claudio Duda.

Como foi o ano de 2007. Sensação de dever cumprido?

 

Sempre é bom ganhar campeonato, um circuito inteiro então, é melhor ainda. Foi um trabalho demorado, fui vice-campeão em outro ano e sabia que era difícil melhorar. Consegui manter a liderança do início, até a última etapa. Enfim, fiquei muito feliz por este título que serve de motivação extra para o ano de 2008.

 

Como foram as etapas do latino? Como estavam estrutura, nível dos atletas e premiação?

 

O início foi em Rio das Ostras, venci o evento e somei importantes pontos para o ranking. Etapa de ótima estrutura e boa premiação, em 2007 tivemos, inclusive, boas ondas. Depois veio a prova chilena que é animal de onda e também valeu pelo circuito mundial.

 

Os melhores do mundo estavam presentes, com a melhor premiação e uma estrutura que pode melhorar. A terceira etapa, na Venezuela, também valeu pelo mundial, mas foi uma etapa ruim, com ondas fracas, estrutura fraca e premiação mínima para o tour.

 

A última etapa, em Jacaraípe (ES), teve estrutura e premiação pequenas para um circuito deste porte e rolaram ondas razoáveis. Na média foi um bom circuito e podemos melhorar em termos de premiação, estrutura e organização.

 

Tem patrocínio para fazer trips à todos os lugares que deseja? E para o tour mundial?

 

Z-point me dá algum suporte para viajar e me manter com a cabeça pensando em pegar ondas, foco no tour mundial. Outro apoio de peso cairia bem e ajudaria a manter o foco cem por cento no caminho para o título mundial.

 

Quem são os melhores bodyboarders do tour ? Quem da nova geração pode surpreender?

 

Guilherme Tâmega, Paulo Barcellos, Magno Oliveira, Ben Player, Amaury Lavernhe, Mark McCarthy, Dave e Jeff Hubbard e outros tantos que são sinistros. Da nova geração, quem mais chama a atenção é Pierre Costez, da França.

 

Como é sua preparação para as competições?

 

Corro quase todos os dias, faço alongamento, um treino leve na academia e passo o máximo de tempo na água. Descanso bastante e cuido da minha alimentação.

 

Quem é seu maior apoiador?

 

Acho que sou eu mesmo! Minha motivação maior vem de dentro. Meus pais e amigos sempre me apoiaram em tudo também. Devo muito à eles, que me ajudam muito a ter esta vontade toda.

 

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Manobras radicais são marca registrada de Luis Faraó Villar. Foto: Luis Claudio Duda.

Como o bodyboard apareceu em sua vida? E quando você descobriu sua vocação para o esporte?

 

Um amigo surfista me convidou a ir pegar onda com ele. Só tinha um bodyboard para mim e foi paixão na primeira onda. Logo vieram os campeonatos na cidade, depois o catarinense, o brasileiro amador. Virei profissional e, hoje, mantenho o foco nisso.

 

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Quais ganhos o bodyboard trouxe para sua vida?

 

Tudo que tenho hoje, as melhores coisas! Amigos, educação, disciplina e cultura vieram por causa do bodyboard. Serei eternamente agradecido ao esporte por me ajudar a melhorar a pessoa que sou em tudo. Em todos os aspectos.

Churrasquinho à havaiana: Magno, Záccaro, Erisberto, Barcellos, Uri e Villar. Foto: Luis Claudio Duda.

 

Quem são seus ídolos? E seus principais adversários no país?

 

Meus ídolos são: primeiro meu pai, pela pessoa que é, e também Guilherme Tâmega, pelo mesmo motivo, só que dentro e fora da água. Os adversários no Brasil?

 

Tem uma lista imensa. Todos são bons! Vou colocar alguns nomes de peso: Uri Valadão, Paulo Barcelos, Hermano Castro, Marcus Lima e Eder Luciano.

 

Qual foi a situação mais difícil dentro d?água?

 

Acho que dentro d?água só tive momentos de alegria. Talvez um ou outro machucado, uma ou outra série na cabeça, mas tudo isso é aprendizado. Nada que tenha sido realmente crítico.

 

Como fica a questão dos dirigentes do esporte no Brasil? O deve ser mudado para que o esporte realmente profissionalize-se?

 

Sempre existiram e sempre vão existir bons e maus dirigentes em todo tipo de esporte. Acho que o bodyboard brasileiro está se reestruturando nos tempos atuais e dando início a uma base sólida. Acredito que, em breve, o esporte terá seu merecido espaço.

 

O mais importante de tudo é atrair mídia para que a modalidade ganhe destaque. Isso abrirá os olhos de todos e trará grande prosperidade.

 

Defina Luis Villar fora da água?

 

Um cara feliz!

 

Planos para 2008?

 

Circuito mundial.

 

Deixe um recado pra galera do WavesBB.

 

Acreditem em seus sonhos e façam de tudo para vivê-los. Vale a pena! Só assim terão certeza que a oportunidade certa não passou. Bons tubos para todos!

 

E para os empresários?

 

Abram os olhos e vejam a mina de ouro na frente de vocês. Não esqueçam de abrir os bolsos também, pois somente o fluxo de caixa mantêm essa mina de ouro ativa.

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