World rankings

Vida dura no Qualifying

Mudanças no sistema de classificação à elite mundial facilitam a vida de surfistas como Jean da Silva. Mas, para um dos editores da Surfer, não é bem assim. Foto: © ASP / Cestari.

Uma reportagem publicada pelo site da revista Surfer comenta as dificuldades para quem disputa os QS, apesar da tentativa da ASP de modificar esse quado com as regras implantadas no ano passado.

 

O texto assinado por Jeff Mull, editor do Hawaii, aborda estas mudanças no sistema de classificação no world rankings, que em tese deveriam diminuir as regalias para os tops do WCT e facilitar a entrada de novos atletas.

Segundo o livro de regras, cada atleta passa a somar seis resultados, em vez de oito. Os tops do WCT podem computar os dois melhores resultados do WCT (13o e 25o lugares não serão computados) e os quatro melhores da divisão de acesso (Primes e Stars).

Os 22 melhores do ano continuam garantindo a classificação automaticamente, mas as novas regras complicam a situação dos outros 12 competidores do WCT.

Antes, os tops 34 somavam oito resultados no ano: os três melhores do WCT e cinco dos Primes e Stars.

 

O sistema era muito criticado por especialistas. Eles alegavam que, mesmo com resultados medíocres no WCT, os tops contavam com pontos importantes no ranking. Bastavam poucos resultados decentes em etapas Prime para que a permanência na elite fosse garantida.

 

Mas, segundo a reportagem, o panorama não foi alterado significativamente

 

 

Nate Yeomans, norte-americano de San Clemente que disputa o QS, alega que fazer uma bateria do World Tour “equivale a disputar três baterias em um evento Prime”, pois nestas provas o atleta encara surfistas do World Tour nas primeiras rodadas de qualquer maneira.

 

“Há também o fato de que os surfistas do World Tour podem disputar um total de 18 eventos de primeira linha para se requalificar, enquanto os caras do QS só contam com oito Primes”, alega Yeomans à Surfer.

 

Para o veterano Fred Patacchia, surfista do Hawaii, quem finalmente atinge, literalmente “quebrado”, o WCT, tem que fazer novamente o QS para garantir um lugar. “

 

“Os seis melhores são caras que sempre vão estar lá. Mas, os burros de carga que compõem o resto do Tour têm que colocar um pé em cada lugar do mundo. Você precisa passar o ano todo carregando malas no QS”, compara.

 

Fonte Surfer Mag

 

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