Um dos ícones do surf brasileiro e um dos mais experientes em atividade, o cabofriense Victor Ribas, da equipe Onbongo, está de volta ao SuperSurf em 2009 e não quer só fazer figuração. Ele conquistou a vaga pelo Circuito Carioca, noqual venceu a etapa inicial.
A meta é buscar novas conquistas e não apenas no circuito brasileiro, mas tambpem no WQS, visando o retorno à elite mundial do WCT. Aos 37 anos de idade, Vitinho tem uma carreira vitoriosa e momentos históricos.
O principal, sem dúvida, o terceiro lugar no ranking WCT em 1999, o melhor resultado masculino do Brasil até hoje. Também foi campeão brasileiro profissional e do WQS, em 97.
Na elite mundial, competiu de 94 a 2007 e chegou, inclusive, a liderar o Circuito em 97 e venceu a etapa de Lacanau (França) dois anos antes. Já em 96, foi vice no ISA World Surfing Games, na Califórnia (EUA). Nesta temporada, além da conquista da vaga ao SuperSurf, teve como grande emoção a vitória no Circuito Vivo, quando recebeu a premiação de seu filho, Lucas. ?Foi sensacional. Fiquei bem feliz?, diz ele.
Bem animado e longe de pensar que a idade possa atrapalhar algum plano, ele mostra confiança em boas atuações e já sabe o caminho para alcançar seus objetivos nas ondas. ?Quando você tem uma idade, tem de fazer mudanças, chegar com novidades e provar aos caras que mereceu a vaga. Variar um pouco mais, ter criatividade nas finalizações. Ainda tenho muita velocidade e explosão e isso ajuda muito. O que percebi e tenho treinado é chutar mais a rabeta?, revela o surfista.
A nova fase em 2009 é encarada de forma positiva. ?Minha missão é voltar ao WCT, dar trabalho aos gringos, e quero quebrar no Brasileiro. Vai ser legal disputar o SuperSurf, um circuito que cada vez mais evolui. No WQS, quero disputar as etapas mais decisivas para mim. Não vou sair que nem um louco. Quero escolher bem?, relata ele, selecionando disputas como as do Brasil, Califórnia, a perna na França, Portugal e Japão.
Calmo, mas sempre com muita energia, Victor Ribas é o chamado ?boa praça? e está na equipe Onbongo desde 2002. ?É uma marca onde pretendo me aposentar e seguir a minha carreira, talvez ajudando no marketing ou em vendas. Quero atuar em algo lá dentro, porque é uma empresa que apóia o esporte e respira surf o tempo todo, é 100% surf?, destaca Vitinho.
?Logo que entrei na Onbongo, em 2002 venci o Hang Loose Noronha e senti a boa vibração. Liguei para o Mauro (Ribeiro, proprietário da marca) para comemorar junto com ele. A Onbongo acredita no meu potencial, me incentiva muito e tem uma equipe legal. Quero seguir lá pelo resto da carreira?, elogia o surfista, que também tem os co-patrocínios da Tent Beach e Fuel, além de usar pranchas Ricardo Martins.
Em sua vasta experiência pelo mundo, sua onda preferida é G-Land, na Indonésia. ?É a mais completa, mas tem muitos picos que ainda não fui?, adianta o atleta. Entre os lugares a conhecer está Desert Point, no mesmo país. ?É o meu sonho, aquele tubo que não acaba. Só vi na filmagem, mas quero aproveitar muito?, completa.
Além de Vitinho, a equipe Onbongo também conta com o big rider Haroldo Ambrósio, os profissionais Alexandre Moliterno, o mais antigo no team (há mais de uma década), Diego Rosa, e Ricardo Wendhausen, o Riquinho; Chantalla Furlaneto e Geórgia Paschoal; Jonathan Paiva e Mateus Lee; e as promessas Herbert Moreno, Mario Solera e Kevin Júnior, o KJ. Também vestem a marca Alessandro Matero, o Amendoin, atleta de canoa havaiana e provas de aventura, e Léo Gussi, skatista.
Outra ação de grande destaque da marca, que em agosto completou 20 anos de história, é o Onbongo Pro Surfing. A etapa nível máximo seis estrelas do Circuito Mundial WQS teve a sétima edição consecutiva, entre os últimos dias 21 e 26 de outubro, na praia de Itamambuca, Ubatuba (SP), com vitória de Wiggolly Dantas.
Para obter mais informações acesse o site Onbongo.
