Victor Ribas foi o destaque brasileiro no primeiro dia do WCT Brasil 2006. O cabo-friense ganhou a revanche da final do ano passado contra o norte-americano Damien Hobgood na bateria que acabou virando um confronto homem-a-homem, isso porque o pernambucano Bernardo Pigmeu não apareceu para competir.

 

?Foi muita coincidência ter caído com o Damien. A gente fez a final do ano passado aqui e eu optei por pegar bastante onda, coisa que eu fiz no ano passado também. Comecei na frente e lembrei da final do ano passado?, conta o melhor brasileiro da história do WCT, terceiro em 1999.

 

?Aí, resolvi mudar a tática, vigiar ele de perto. Até achei meio feio ficar marcando ele no final, mas não podia deixá-lo sozinho. É um  superstar e qualquer onda que ele pega os juizes podem soltar a nota?, disse Victor Ribas, que deve confirmar a permanência na elite mundial do WCT 2007 se repetir a ótima atuação do ano passado

 

?Estou precisando de um bom resultado e fiz tudo certo. Agi com a cabeça. O WCT é muito difícil, os melhores surfistas do mundo todo, um querendo comer o outro, é supercomplicado se dar bem nesses campeonatos, mas eu me sinto muito bem. Essa onda me lembra muito a praia do Forte, em Cabo Frio, onde aprendi a surfar?, explica Vitinho.

 

?Também estou com as pranchas boas, me sentindo bem, mas o negócio é se concentrar para dar o melhor. Cancelei minha inscrição no WQS de Haleiwa (Hawaii) pensando em garantir a vaga pelo WCT mesmo e essa bateria foi muito importante por ter passado direto para a terceira fase. Agora, já estou trocando um 33o por um 17o no mínimo. Então, já estou aumentando minha pontuação e acho que já passo um ou dois caras no ranking. Mas o lance é ficar pensando na frente e não pensar pequeno. No ano passado, fui bem aqui, me sinto bem nessas ondas e tenho que pensar na vitória?, explica um dos mais brasileiros mais experientes no WCT.

Michelle des Bouillons desceu uma onda de quase 25 metros em Nazaré e pode entrar para a história como a mulher que surfou a maior de todos os tempos. Em entrevista exclusiva ao Waves, ela conta como chegou até aqui.

De Bells Beach a Raglan, Brasil vive quatro etapas de domínio histórico: vitórias, finais, nota 10 e os quatro primeiros do ranking mundial com a mesma bandeira.

Mais de cinquenta anos de câmera na mão: do Píer de Ipanema a Pipeline com Gerry Lopez, de Bob Marley no Havaí aos Rolling Stones no Maracanã. Fernando “Fedoca” Lima viveu e fotografou tudo isso. Agora reúne tudo em um livro.

Maior onda já surfada por uma mulher no Brasil é registrada por Michaela Fregonese durante swell histórico em Jaguaruna (SC)