
Traçar um painel sobre a gestão das águas no Rio de Janeiro é o objetivo da mesa-redonda que será promovida pela vereadora Aspásia Camargo (PV) no próximo dia 21 de março, das 14h às 18h, no Salão Nobre da Câmara dos Vereadores.
O evento faz parte dos trabalhos da Comissão Permanente do Meio Ambiente, presidida pela vereadora Aspásia Camargo, e pretende colher subsídios tanto para a Comissão do Meio Ambiente quanto para a Comissão do Plano Diretor da Cidade da qual a vereadora é uma das relatoras.
Após a abertura a ser feita pela vereadora, o professor Paulo Canedo, chefe do Laboratório de Hidrologia da Coordenação dos Programas de Pós-graduação de Engenharia (COPPE) da Universidade Federal do Rio de Janeiro, fará um panorama geral sobre a gestão das águas na cidade do Rio de Janeiro.
Em seguida, Elmo Amador, professor da UFRJ e Coordenador do Movimento Bacia Viva/APEDEMA-RJ (Assembléia Permanente das Entidades de Defesa do Meio Ambiente), apresenta o estado atual do Plano de Despoluição da Bacia da Guanabara (PDBG).
A última palestra será sobre as condições ambientais da Bacia de Jacarepaguá a ser proferida pelo professor David Zee, do Departamento de Oceanografia da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ) e Coordenador do Departamento de Ciência Ambientais da UNIGRANRIO.
Os debates serão conduzidos por Alexandre Pinto da Silva, presidente da Fundação Rio Águas, e Ícaro Moreno, presidente da Superintendência Estadual de Rios e Lagoas (SERLA). O encerramento ficará a cargo dos vereadores Pastora Márcia Teixeira e Fernando Gusmão, integrantes da Comissão de Meio Ambiente.
A mesa-redonda também faz parte das comemorações pelo Dia Nacional da Água, celebrado no dia 22 de março. A Assembléia Geral das Nações Unidas proclamou a década 2005-20015 como “década da água” sob o tema “água, fonte da vida”.
Ainda hoje, água limpa é um direito que está fora do alcance de muitos. Em todo o planeta, mais de um bilhão de pessoas não têm acesso a fontes de água melhoradas, enquanto quase 2,5 bilhões vivem sem saneamento básico. Estas pessoas figuram entre as mais pobres do mundo, bem como entre as menos saudáveis. Na verdade, a falta de abastecimento de água potável contribui, segundo estimativas da ONU, para 80% das doenças e das mortes no chamado mundo em desenvolvimento.
No Brasil, muitos padecem devido às doenças de veiculação hídrica, como febre tifóide, hepatite A, verminoses e cólera. As verminoses são um grave problema de saúde pública do país, afetando principalmente crianças de baixa renda e que habitam regiões carentes, com condições precárias de infra-estrutura sanitária.
Estimativas do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) apontam que mais 70% dos esgotos gerados nas cidades não dispõem de um sistema de coleta e tratamento. E o mesmo acontece em relação ao lixo domiciliar, que em 40% dos municípios é deposto a céu aberto, levando à contaminação do solo e de corpos d´água, e à proliferação de doenças.