
O nome original do Shore Break – Expresso Escorpião – dá a exata dimensão do perigo enfrentado por quem se arrisca na bancada repleta de mariscos do pico.
É nesse trecho de água esverdeada do Rio de Janeiro que, durante todos 365 dias do ano, pelo menos uma ondinha quebra.
Localizado na ponta do forte de Copacabana, em uma das praias mais conhecidas do mundo, o Shore Break se mantém discreto e quase sem crowd durante a semana.
A tranqüilidade é atribuída ao real risco de

ferimentos e pelo acesso complicado, que requer uma remada de mais de 20 minutos ou a caminhada pelas pedras cheias de limo do forte, proibida pelos militares e passível de punição.
Shore é sem dúvida o pico mais constante do Rio, a bancada de pedra “segura” bem as ondas e as variações climáticas, como ventos, marés e ondulações, que acabam por não afetar tanto o local.
Mesmo sendo muito constante, não é sempre que o Expresso quebra clássico. O ideal é uma ondulação de sul entre um e dois metros, com a maré enchendo e o vento parado.
Nessa condição, direitas perfeitas quebram mais de lado e possibilitam aos bodyboarders uma saída limpa.
Alguns surfistas de quilha se aventuram por essa onda, mas com uma formação oca e a necessidade de um drop muito rápido, pouquíssimos conseguem entubar.
O pico
O Shore Break é uma bancada com profundidade de mais ou menos dez centímetros (na hora da onda), no meio do mar profundo. Diferente da costa, as ondas que entram no Expresso Escorpião não perdem velocidade, pois não passam por águas rasas antes de quebrar.
Chegam na bancada com sua velocidade quase que integral, formando um tubo oco, rápido, curto e extremamente perigoso.
O lugar é chamado de Shore Break por sua formação lembrar o inside de Waimea, no Hawaii. Os locais afirmam que o Expresso lembra mesmo Teahupoo, no Tahiti, em menores proporções e quebrando para a direita.
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