A produção rendeu elogios de amigos e também de desconhecidos. Também foi exibida em sites internacionais e a quantidade de visualizações chegou perto de 50 mil.
Entretanto, por ter sido produzida inteiramente com imagens aquáticas – perspectiva pouco favorável para se avaliar a altura das ondas – algumas pessoas perguntaram a Manga que tamanho tinha o mar. “Alguns, antes mesmo que eu respondesse, já afirmavam que eram ondas de 4 ou 5 pés”, lembra o gaúcho.
Ironicamente, na mesma semana em que colocou seu clip na internet, o havaiano Koa Smith também divulgou um vídeo predominantemente feito com imagens aquáticas, e também usou Pink Floyd como trilha. “Sou amigo do Koa, mas nunca nos escrevemos e nem nos falamos, a não ser que estejamos surfando juntos em algum pico. Foi uma coincidência muito grande nós dois termos feito, naquela mesma semana, clipes com imagens aquáticas e com trilha da mesma banda – ou apenas mais um exemplo da conexão telepática que todos temos uns com os outros”, acredita Manga.
De qualquer forma, essa série de coincidências evidentemente deu origem a comparações entre as duas produções, principalmente nos sites gringos. Como muitos já sabem, o clipe de Koa acabou ganhando o prêmio de melhor imagem do ano, e isso não se questiona. “O clip dele ficou realmente surreal. São dois minutos de tubo em uma única onda. Mas confesso que foi um pouco doloroso – e ao mesmo tempo uma honra – ver minhas ondas, que eram o dobro do tamanho da dele (eu vi as fotos da sua session na Namíbia nas revistas) sendo comparadas com a onda dele. Me parecia uma comparação sem propósito, de duas coisas totalmente distintas. O fato é que as ondas do meu clip tinham em torno de 10 pés. Algumas foram tubos épicos, outras nem tanto, mas eram todas ondas com bom tamanho”, continua o free surfer.
Como não tinha, até então, nenhuma evidência disso (a não ser os registros aquáticos), a palavra de Pedro Manga não passava de uma história de pescador, talvez um pouco delirante. “Foi de certa forma um pouco frustrante ter feito algo com um grau de risco e dificuldade relativamente grandes, e não ter isso reconhecido. Tanto do ponto de vista profissional, quanto do ego (risos)”.