Urca do Minhoto é uma cidadezinha aconchegante localizada a 29 quilômetros da Costa de Galinhos, no Rio Grande do Norte.
O pico é conhecido pela poderosa onda, pela cor da água, uma das mais claras do mundo, e por ser referência entre os mergulhadores, que procuram pela Risca do Zumbi, local onde a profundidade pode atingir 2,5 mil metros, ao lado de poderosas bancadas.
A logística para uma expedição deste nível é de fundamental importância e um erro pode acarretar uma simples frustração ou até mesmo em uma grande tragédia.
A preocupação com enjôo, defeitos mecânicos, gasolina reserva, acidente e bem estar físico de toda tripulação é constante e preponderante para uma expedição bem sucedida.
Longe da costa, a preocupação com o companheiro é constante, devido à presença de tubarões e de corais. Uma pequena desatenção pode perder um companheiro de vista e em segundos a correnteza pode levá-lo para longe.
Essa histjória começou quando um amigo, Mozart Araujo, comentou sobre essa onda em meados do ano 2004.
De lá para cá, começou o sonho de desbravar este pico com uma boa infra-estrutura.
Contatamos um amigo, piloto de helicóptero da Petrobras chamado André Farias – e que hoje trabalha em Guamaré (RN). Ele disse sempre sobrevoar as plataformas e que já havia avistado ondas grandes.
Como surfista e velejador, ele resolveu conferir o pico de perto. Marcou as coordenadas em seu GPS e as enviou para o empresário Lucas Padilha, da Strong Wind, que ficou empolgado e fez o convite para registrarmos a expedição.
Topamos na hora e convidei o Abílio Marques, nativo de Paracuru (CE) e fabricante de caixa-estanque, para completar a equipe. Ele é um excelente piloto de jet ski.
Lucas agilizou toda a logística para sair tudo perfeito, barcos, jets, GPS, primeiros-socorros, contato com piloto de helicóptero no caso de haver algum imprevisto e convidou um amigo chamado Henrique Marinho do Ipom (Instituto Povo do Mar), além de um paraibano, Chicó Moura.
Marcamos a expedição para o big swell nos dias 12 e 13 de março. Com tudo pronto, partimos dia 11 para dar tempo de acertarmos os detalhes.
Como tínhamos que levar muita bagagem, por ser tratar de uma onda no meio do oceano, não dava para voltar atrás.
Embarcamos às 3 da manhã do dia 12 março de 2013, pois a viagem leva três horas de barco.
Chegando ao pico, às 6 da manhã, todos ficaram surpresos com o tamanho das ondas. Elas chegavam a 3 metros nas maiores da série.
Encontramos outro barco com dois jets. Era o Paulo Moura, atleta da Rip Curl, Eduardo (Rato) Fernandes, Paulo Moura (de Serrambi), Alexandre Ferraz, Rogério Soares e os fotógrafos Clemente Coutinho e Pedro Tojal.
Foi um dia de sonho, não dava para descer as maiores na remada e o auxilio do jet foi indispensável, bem como para a segurança e resgate dos surfistas.
Mesmo com a dificuldade de armar todo o material em alto mar, deu tudo certo e as imagens comprovam tudo.









