Miguel e Wagner Pupo

Um papo de prancha

 

Miguel e Wagner Pupo exibem as pranchas na Califórnia. Foto: Marcelo Bolão / hbpix.com.

O fotógrafo Marcelo Bolão, do site HBPix, morador de Huntington Beach, trocou uma ideia legal com Wagner e Miguel Pupo, família de história no surf paulista.

 

 

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É uma conversa realizada durante o US Open na Califórnia em agosto. E, para quem gosta, o assunto é prancha, mais precisamente as que são produzidas com carinho por Wagner na oficina da Ohana Pupo – OHP.

 

Qual o envolvimento do Miguel na fabricação das pranchas dele?

Wagner Trabalhamos bem próximos para desenvolver modelos de pranchas, tipos de curva, grau do ângulo das quilhas para diferentes tipos de ondas e campeonatos. Sentamos, conversamos e desenvolvemos um modelo adequado para o melhor aproveitamento em cada etapa.

 

Ele usa quilhas móveis ou fixas ?

Wagner Só utilizamos quilhas móveis Future Fins. É a quilha que o Miguel acha que tem a melhor resposta.

 

Muitos surfistas profissionais não entendem de design de  pranchas e deixam tudo à critério do shaper. Miguel é assim?

Wagner De jeito nenhum. Miguel participa ativamente no processo de criação das pranchas dele.

Ele entende muito de prancha, sabe exatamente o que funciona para ele. Por outro lado, está sempre aberto para testar novos designs. Às vezes ele fala: “Pai, deixa com um pouco mais de flutuação na parte da frente”.

 

Dá pra saber se uma prancha é boa só de colocá-la embaixo do braço?

Miguel Opa, dá sim. Na maioria das vezes já dá pra saber se a prancha vai funcionar só de colocar embaixo do braço.

 

Noto que quando dá aéreos, você coloca o pé da frente bem próximo do bico da prancha. Vocês tiveram que mudar alguma coisa nas pranchas em função disso?

Miguel Sim, trabalhamos muito na flutuação da área próxima ao bico, justamente para facilitar na volta do aéreo.

Wagner Antes, quando Miguel voltava do aéreo, a prancha espirrava ou prendia no lip. Depois de muitos testes, conseguimos desenvolver uma prancha que permite que ele volte dos aéreos suavemente e com muito controle.


Hoje em dia muitos surfistas estão adicionando quadriquilhas ao quiver. Vocês já testaram quadriquilhas ou nem querem saber disso?

Miguel Voltei para o Brasil da Indonésia com a ideia de fazer uma quadriquilha. Fizemos uma e ficou excelente.

 

Funcionou em que tipo de ondas?

Miguel A quadriquilha funcionou bem em todas as condições. Ela é ótima para manobras e para pegar tubos. Ondas grandes e pequenas também. É uma faz-tudo.

Wagner Miguel vai levar as quadriquilhas para Teahupoo e ver se ela segura nos tubos. Fizemos umas quadriquilhas pequenas, parecidas com as usadas por Kelly Slater.

 

Wagner, você está acostumado com as ondas brasileiras. Como você consegue fazer pranchas para o Miguel usar em Teahupoo, uma onda muito diferente das que está acostumado? 

Wagner Trabalhamos no outline, Miguel testa e me dá um feedback.

Mas, geralmente as pranchas que ele usa em Teahupoo não fogem muito das que os outros surfistas usam lá.

Miguel Durante os campeonatos, eu pego muitas pranchas na mão  pra ver o que os outros surfistas estão usando. O que eu achar que vale a pena, testo nas minhas próximas pranchas.

Wagner  Miguel esteve com o Kelly no Taiti e viu as pranchas dele em detalhes.

 

Ah, entendi tudo. Miguel é tipo um espião durante os campeonatos. Ele pega as pranchas dos outros tops, vê o que estão usando e tenta copiar ou adaptar as novidades para as pranchas dele? (risos)

Wagner E quando estou no computador desenhando a prancha, ele fala, `a prancha do cara tinha menos curva, tinha um double concave, um single to double ou um double to single etc. As pranchas que estamos desenvolvendo agora são para acelerar dentro do tubo.

Só ganha nota excelente quem entubar bem profundo. Estamos fazendo pranchas para ondas tubulares e que não são muito boas para manobras, mas permitem que o surfista entube bem profundo e consiga trocar de borda dentro do tubo para ganhar aceleração e poder sair. Essas pranchas têm mais flutuação na área do bico.

 

Miguel, qual prancha você usou quando ganhou o Prime em Fernando de Noronha?

Miguel Usei o modelo novo que desenvolvemos durante o verão no Brasil. A prancha tinha o outline mais largo no bico e mais estreito na área da rabeta. Treinei bastante em tubos com essa prancha.

 

Onde?

Miguel Maresias e Paúba, litoral de São Paulo. Agora, estamos com uma casa em Maresias.

 

Então você surfa bastante com o Gabriel Medina?

Miguel Sim, no Brasil surfo bastante com ele. A casa em que eu moro agora fica a 30 segundos da casa do Gabriel.

Wagner Paúba é uma excelente onda para treinar tubo. O drop é muito rápido e eles pegam vários tubos em pé. É um ótimo campo de testes para testarmos as pranchas para ondas tubulares.

 

Miguel, quantas pranchas você usa por ano?

Miguel (rindo) Ah, isso só o meu pai sabe.

Wagner Cada vez que vem ao Brasil ele pega 10 pranchas. Num ano ele usa algo em torno de 70 pranchas.

 

Você devolve as pranchas que usa no tour para o Wagner?

Miguel Umas quebram, outras eu guardo. Tem pranchas que não estão ideais para competir, mas são ótimas para treinar no dia-a-dia no Brasil.

Wagner Tem pranchas que ele só usa na competição 

Miguel É verdade, muitas vezes eu treino com uma prancha e uso outra para competir.

 

Aquela prancha azul que usou no US Open de 2010 era uma das chamadas prancha “mágica”?

Miguel Era sim.

Wagner (interrompe rapidamente) Miguel não se apega muito à prancha. Sempre trabalhei na mente dele para não se apegar à nenhuma prancha. Esse negócio de prancha mágica não existe. Existem surfistas que se apegam a determinadas pranchas e ficam rezando para elas não quebrarem. Aí, quando a prancha quebra durante a competição, o surfista perde o chão. Isso não acontece com o Miguel, ele testa prancha nova toda hora.

 

Aparecem muitos surfistas na sua fábrica pedindo uma prancha igual a do Miguel? 

Wagner Sim, com frequência. Eles perguntam qual o modelo Miguel usou em determinado campeonato e pedem o mesmo modelo.

 

Tem muito surfista iniciante que pede prancha com as mesmas medidas do Miguel, mesmo tendo peso e altura bem diferentes?

Wagner Não toda hora, mas acontece. Aí, eu falo, a prancha é sua, faço como quiser. Mas eu digo, se fizer com as medidas do Miguel, a prancha não vai funcionar para você. O melhor a ser feito é uma prancha do mesmo modelo usado pelo Miguel, mas adaptada às medidas para o seu tipo físico. Assim eles entendem e eu faço a prancha que eu penso ser ideal.

 

Miguel, você coloca mais pressão no pé da frente ou no pé de trás?

Miguel No pé da frente.

Wagner Geralmente todos os goofies colocam mais força no pé da frente. Pode reparar que as pranchas de surfistas goofies não  amassam atrás, enquanto as do surfista regular amassam bastante.

Miguel Pode reparar, as pranchas dos regulares quebram no cantinho da rabeta, por causa do dedão do pé. E as pranchas dos goofies amassam no pé da frente.

Wagner As pranchas do Miguel não amassam nada atrás, parece que ele nem põe o pé atrás (risos).

 

Qual fábrica você utiliza dos serviços de laminação?

Wagner Nenhuma. Fazemos tudo na OHP. Ruy é o responsável pela laminação na minha fábrica. Ele trabalhou vários anos comigo na fábrica da Surface e também trabalhou nas melhores fábricas de pranchas do Japão. Acho muito importante poder controlar a qualidade de uma prancha do começo ao fim. A flexibilidade da prancha influencia muito na performance dela. Por isso a laminação é uma parte muito importante no processo de fabricação de uma prancha. Não adianta fazer um excelente trabalho no shape e fazer um serviço mais ou menos na laminação. Em nossa fábrica fazemos dois tipos diferentes de laminação. As pranchas para os surfistas que não competem são mais resistentes. As dos profissionais são mais leves.

 

Para quais surfistas famosos você já fez prancha?

Wagner Esporadicamente muitos surfistas famosos acabam encomendando minhas pranchas. O primeiro campeonato importante (WQS) que o Gabriel Medina ganhou foi com uma prancha minha. Recentemente, Adriano de Souza encomendou três pranchas para fazer um teste. Não sei se gostou das pranchas, porque ele ainda não deu um feedback.

 

Qual a importância em ter um atleta da elite do surf mundial como piloto de provas das suas pranchas?

Wagner É fundamental. Miguel está sempre testando minhas pranchas contra os melhores surfistas do mundo. Isso é muito importante na minha evolução como shaper. 

O fato de o Miguel ser meu filho e de falarmos bastante é muito importante em nosso trabalho. Ele leva as pranchas pra testar no campeonato e telefona para dizer o que funcionou. E, às vezes, o que não funcionou. Ele diz: `determinado modelo funcionou perfeitamente. Aquele outro não funcionou tão bem, a prancha esta desgarrando…´. Aí já penso no que posso modificar para continuar sempre evoluindo. Eu e Miguel não temos medo de errar tentando fazer modelos novos de pranchas. Temos a mente bem aberta.

 

A sua fabrica OHP patrocina outros surfistas?

Wagner Nao, só Miguel e meu outro filho, Samuca.

 

Como o Samuca tem se saido nas competições?

Wagner Tem se saído muito bem, foi bicampeão paulista e agora tem o mesmo patrocínio do Miguel, a Hurley.


Ele entende de pranchas?

Wagner (muitos risos) Não entende nada de pranchas.

 

Miguel, você já testou outras pranchas pra ver se o seu surf poderia se beneficiar com a experiência de outros shapers mais renomados que o seu pai?

Miguel Sim, tive que testar, né? (risos). Já testei pranchas americanas (Matt Biollos), australianas (JS) e havaianas (Tokoro). Fiz o teste com outras pranchas e não deu certo. O trabalho que desenvolvo com meu pai rende muito mais resultados.

Wagner Até o incentivei a usar pranchas de outros shapers. Uma coisa que eu acho muito importante em nosso trabalho é manter a mente aberta. Tem surfista que pede ao shaper para fazer mudanças na  prancha e o shaper fala: “Não vou mudar porque eu sei que não  vai funcionar!”. Isso não acontece comigo. Miguel às vezes pede umas mudanças nas pranchas e eu acho que não vai funcionar, mas eu faço mesmo assim. Ele diz: “Pai, eu quero uma prancha sem curva na frente”. Respondo, “ok, vou fazer”. 

 

E você faz mesmo achando que não vai funcionar?

Wagner Faço. Temos que testar tudo. Vai saber se não funciona?

 

Durante o US Open eu vi o pai do pai do Filipe Toledo dar orientações ao filho durante a bateria. Ele assobiava, gritava, mandava o filho remar pra direita, para o inside, marcar o adversário no fim da bateria etc. E observei que você não troca nenhuma palavra com o Miguel durante as baterias. Por quê?

Wagner Já passei um pouco da minha experiência ao Miguel nos tempos em que ele era surfista amador. Hoje ele tem a visão dele, é a profissão dele. Antes da bateria, eu falo algo como “as esquerdas estão melhores, comece a onda com uma manobra forte, não deixe o tempo passar” etc. Depois da bateria eu digo o que acho que ele fez de bom e o de ruim. Durante a bateria eu fico quieto.

 

Então você um misto de shaper e de técnico?

Wagner Sim, é bom ele ter alguém por perto em que possa confiar. Quando chegamos aqui em Huntington, por exemplo, estávamos treinando com as pranchas novas. Como o Miguel fez um treinamento físico intensivo no Brasil, ele chegou mais pesado. Ele não estava surfando bem. Filmei as sessões de free surf e notei que ele estava distribuindo o peso de forma diferente na prancha e disse: “Miguel, temos que mudar isso!”. Durante três dias focamos nisso e resolvemos o problema. (Nota do editor: resolveram mesmo, porque Miguel obteve o segundo lugar no US Open, derrotando na semifinal  ninguém menos que Kelly Slater).

 

Mas Miguel, você não conseguiria corrigir isso sozinho?

Miguel Acho que não. Meu corpo ficou diferente, fiz um trabalho físico que eu nunca havia feito antes. Fiz RPG e um treinamento físico para ganhar massa. Eu subia em cima da prancha e sentia a diferença na hora. Falava “opa, tá afundando mais, tô balançando um pouco mais”. É importante ter alguém analisando de fora da água.

Wagner Num caso destes é muito comum o surfista culpar o equipamento. Um detalhe muito importante é o posicionamento dos pés na prancha. Dependendo de onde você distribuiu o peso na prancha, ela anda mais ou anda menos. Às vezes você vê que um surfista não está andando. Noto que ele está distribuindo o peso totalmente errado. A tração da prancha está atrás. Não está na frente. A tração está no meio das quilhas


Miguel, quanto você está pesando? 

Miguel 70 quilos. Pesava 64. Ganhei 6 quilos com o treinamento físico muscular.


Quais modificações fizeram nas pranchas por causa destes 6 quilos a mais?

Wagner Aumentamos a largura e a flutuação. Miguel chegou ao Brasil bem magro depois de ficar quase um mês na Indonésia comendo basicamente só arroz (risos).

Miguel Emagreci pra caramba. Antes de começar o treinamento físico, o treinador disse: “Quando acabarmos nosso treinamento Miguel vai estar pesando 70 quilos”. Aí, já comecei a pensar em como eu iria alterar a prancha por causa desses quilos a mais. Pensei, o próximo  campeonato é na Califórnia, água gelada, tem que usar roupa de boarracha e tal. Sempre fazemos um quiver para água gelada e outro pra água quente, por causa da roupa de borracha.

 

Miguel , eu já vi você e muitos profissionais surfando aqui na Califórnia com roupa de borracha em dias em que muitos locais estavam surfando só de bermuda. Por quê?

Miguel Se passar frio na bateria, eu travo. Não gosto de água gelada e toda vez que obtive bons resultados aqui na Califórnia, eu estava usando roupa de borracha. Teve um campeonato em que ganhei no ano passado, que enquanto os outros surfistas usavam roupa de borracha 2×2, eu usava uma 5×4. A roupa era grossa e pesada, mas eu não passava frio.

 

Que tipo de treinamento físico você faz?

Miguel Estou fazendo fisioterapia com o dr. Eduardo, de Boicucanga. Também faço RPG, é muito bom para alinhar e equilibrar o corpo. Fiz um treinamento com o Instituto Marazul por mais de 10 anos. Durante todo esse tempo eu viajava semanalmente do litoral Norte até a cidade de São Paulo para fazer o treinamento. Hoje em dia meu treinador é Arthur Vargas. Digo a ele como é a onda que vou surfar. Por exemplo, digo que vou surfar 30 segundos e remar 2 minutos. Aí, ele diz: “Então, vamos treinar mais remadas”. É sempre um trabalho específico, nunca trabalhamos de qualquer jeito, sem metodologia. Para o US Open de Huntington, trabalhamos muita impulsão, por causa dos aéreos.

Wagner Miguel estava todo torto no começo do ano. Eu vi ele surfar e perguntei: “Miguel, você está remando todo torto, está remando sem vontade”. Ele disse que mal conseguia remar devido às dores muito fortes.

Miguel Quando cheguei à fisioterapia, o fisioterapeuta disse que meu músculo havia travado, que eu não tinha mais o movimento do músculo da remada no lado direito. As dores foram acumulando até ocasionarem esse travamento do músculo. O fisioterapeuta fez uma correção e alinhou minhas costas e ombros, me senti bem melhor depois disso.

 

Você também faz musculação?

Miguel Sim, também faço musculação. O trabalho com o Arthur tem me ajudado bastante.

 

E quando está viajando pelo mundo pra competir, como você treina? Você está usando a academia do hotel? 

Miguel Não faço nenhum treinamento quando estou viajando. Eu não entro na academia do hotel nem para usar a bicicleta ergométrica. O trabalho que fazemos traz resultados que duram semanas. Nunca visando só a semana seguinte. Tento adaptar o treinamento ao calendário das competições. O último treinamento que fizemos tem que gerar resultados que durem de quatro a cinco semanas. Durante as competições a recomendação é não fazer nenhum exercício. Ouvi recentemente uma entrevista com o nadador Michael Phelps e perguntaram que tipo de treinamento ele fazia durante as competições. Ele disse que não fazia absolutamente nada.

 

Sei que você não gosta de bebidas, noitadas e outras coisas que tiram o foco dos atletas… Seu negocio é falar com a namorada pelo computador ou telefone, não é?

Miguel (risos) É isso mesmo, às vezes meus pais até reclamam que eu fico conversando muito tempo com a namorada pelo computador, mas é isso que me mantém focado em meu trabalho e tira a pressão  dos campeonatos.

 

Interessados em encomendar uma prancha OHP, devem entrar em contato com Wagner Pupo pela página da OHP no Facebook. Converse com ele para receber a indicação do modelo mais adequado ao seu surf (Marcelo Bolão).  

 

 

 

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    A Seleção Brasileira Júnior conquistou três medalhas no Surf City El Salvador ISA World Junior Surfing Championship 2026. A paranaense Luara Mandelli ficou com o bronze na Sub-18 Feminino, o paulista John Muller levou o cobre na Sub-18 Masculino e o Brasil terminou com o bronze por equipes, como a terceira melhor seleção entre os 56 países participantes da 22ª edição do Mundial Júnior da ISA. A principal competição de base do surfe no mundo começou com 420 surfistas. Apenas 11 países tiveram representantes entre os 24 atletas que disputaram as semifinais no domingo, em La Bocana. A Austrália ficou com o ouro por equipes, seguida por Estados Unidos, Brasil e Peru, repetindo as quatro primeiras posições do Mundial de 2025, no Peru. Luara repete feito de 20 anos atrás Na decisão da Sub-18 Feminino, Luara Mandelli chegou à final depois de superar a australiana Stella Green nas semifinais. Na disputa pelas medalhas, Leihani Zoric dominou com notas 8,17 e 7,83, somando 16,00 pontos para conquistar o ouro para a Austrália. Zoie Zietz, dos Países Baixos, ficou com a prata, com 12,77 pontos. Luara somou 8,44 e conquistou o bronze, enquanto a argentina Victoria Muñoz Larreta terminou com o cobre. Com o resultado, Luara repetiu um feito de 20 anos atrás. A paraibana Diana Cristina, a índia Tininha, havia conquistado o bronze no Mundial Júnior de 2006, realizado em Maresias, São Sebastião (SP). Luara tornou-se a segunda brasileira a conquistar uma medalha em 22 edições do Mundial Júnior da ISA. John Muller fica com o cobre O Brasil também disputou as medalhas na Sub-18 Masculino. John Muller venceu a primeira semifinal usando os aéreos. Ryan Martins também buscava uma vaga na decisão, mas o norte-americano Jett Maughan conseguiu uma onda nos minutos finais, acertou um aéreo e recebeu nota 9 para avançar junto com John. Na final, o brasileiro começou na frente com 5,67, mas Maughan e os australianos Ocean Lancaster e Ben Zanatta Creagh passaram a concentrar a disputa pela vitória. O norte-americano assumiu a liderança ao receber 8,23 e chegou aos 15,06 pontos. John ainda acertou um aéreo full rotation de backside no último minuto e recebeu 6,40, sua maior nota, mas não conseguiu deixar a quarta posição. Jett Maughan conquistou o ouro com 15,06 pontos, Ben Zanatta Creagh levou a prata com 14,80, Ocean Lancaster ficou com o bronze com 14,74 e John terminou com 12,07 e a medalha de cobre. Brasil é bronze por equipes A campanha colocou novamente o Brasil entre as três melhores seleções do Mundial Júnior. A Austrália conquistou o ouro por equipes com 8.078 pontos, os Estados Unidos ficaram com a prata com 6.048 e o Brasil levou o bronze com 5.430. O Peru terminou em quarto, com 5.293 pontos e a medalha de cobre. Além dos medalhistas Luara Mandelli e John Muller, Ryan Martins terminou em quinto lugar na Sub-18 Masculino e Arthur Vilar foi sétimo na Sub-16 Masculino. Valentina Zanoni ficou em 13º na Sub-18 Feminino e Carol Bastides terminou em 19º na Sub-16 Feminino. O Brasil foi o primeiro campeão por equipes do Mundial Júnior da ISA, na estreia da competição em 2003, na África do Sul. Entre os brasileiros que já conquistaram o ouro individual estão Jefferson Silva, Jadson André, Alejo Muniz, Gabriel Medina, Filipe Toledo, Matheus Navarro, Luan Wood, Weslley Dantas e Ryan Kainalo. Em 2023, no Rio de Janeiro, a Seleção Brasileira Júnior voltou a conquistar o título por equipes, 20 anos depois da primeira vitória. Resultados Sub-18 Feminino – Final 1 – Leihani Zoric (AUS) 16,002 – Zoie Zietz (NED) 12,773 – Luara Mandelli (BRA) 8,444 – Victoria Muñoz Larreta (ARG) 7,03 Sub-18 Masculino – Final 1 – Jett Maughan (USA) 15,062 – Ben Zanatta Creagh (AUS) 14,803 – Ocean Lancaster (AUS) 14,744 – John Muller (BRA) 12,07 Ranking por equipes 1 – Austrália – 8.078 pontos2 – Estados Unidos – 6.048 pontos3 – Brasil – 5.430 pontos4 – Peru – 5.293 pontos5 – Japão – 5.035 pontos6 – Havaí – 5.012 pontos7 – Espanha – 4.625 pontos8 – Nova Zelândia – 4.542 pontos9 – França – 4.416 pontos10 – Portugal – 4.095 pontos

    Luara Mandelli leva bronze na Sub-18, John Muller fica com o cobre e Seleção Brasileira termina em terceiro lugar entre 56 países no Mundial Júnior da ISA em El Salvador.

    A reta decisiva do Championship Tour 2026 chegou na última sexta-feira (11) a Lower Trestles, na Califórnia (EUA). A nona etapa da temporada abre a janela com dez brasileiros na disputa, quatro deles entre os cinco primeiros do ranking masculino, e condições suficientes para colocar o evento na água logo no primeiro dia. A previsão das ondas aponta a sexta-feira como provável dia de competição. Um swell de sudoeste de período longo deve proporcionar ondas de 4 a 6 pés de face, com séries maiores durante a maré enchendo pela manhã. O vento de sul ainda pode deixar o mar um pouco mexido, mas a previsão mais recente indica que o efeito deve ser administrável e não necessariamente comprometer a realização das baterias. No sábado (12), o swell começa a perder força, com ondas de 4 a 5 pés e possibilidade de realização de baterias. O domingo (13) aparece como provável dia de folga, com ondas mais irregulares de 3 a 4 pés. A segunda-feira (14) também tende a ficar sem competição, com apenas 2 a 4 pés e vento sul. Na terça-feira (15), o cenário começa a mudar. Apesar de o mar ainda permanecer pequeno, na faixa de 3 a 4 pés, uma nova ondulação com boa energia e período longo deve começar a aparecer ao longo do dia. A previsão indica vento leve e condições de semi-limpas a limpas, preparando o terreno para a melhor parte da janela. Em Inglês: Novo swell a caminho A maior expectativa está concentrada entre quarta (16) e sexta-feira (18). Um novo swell de sul-sudoeste, gerado por uma tempestade compacta e intensa no Pacífico Sul Central, deve começar a subir na quarta e atingir o pico na quinta-feira (17). Durante os três dias, Lower Trestles deve receber boas ondas, com as maiores séries entre a tarde do dia 16 e a manhã do dia 18. O vento também tende a colaborar, com manhãs limpas e vento fraco, seguido por vento de oeste fraco a moderado durante as tardes. Existe ainda a possibilidade de um pequeno swell tropical de sul se juntar à energia principal e aumentar a consistência das ondas. A previsão, porém, ainda é tratada com cautela e depende da evolução do ciclone responsável pela formação desse swell. Nos dois últimos dias da janela, 19 e 20 de setembro, a combinação do swell de sul-sudoeste em queda com uma nova ondulação de sudoeste deve manter condições para competição. Brasileiros em posição de destaque Trestles é a última etapa antes do corte que define os 22 surfistas que seguem para a pós-temporada, aumentando o peso dos resultados na Califórnia. Leonardo Fioravanti chega à etapa na liderança do ranking masculino, enquanto Carissa Moore veste pela primeira vez nesta temporada a lycra amarela de líder entre as mulheres. Logo atrás de Fioravanti, o Brasil domina as primeiras posições do masculino. Italo Ferreira ocupa a segunda colocação, seguido por Yago Dora em terceiro, Gabriel Medina em quarto e Miguel Pupo em quinto. Além deles, João Chianca, Samuel Pupo, Alejo Muniz, Mateus Herdy e Filipe Toledo completam o grupo brasileiro no masculino. No feminino, Luana Silva representa o País. Filipe chega a uma etapa especialmente importante. Atual 21º colocado, o bicampeão mundial tenta permanecer entre os 22 que avançam para a pós-temporada. Trestles, porém, guarda algumas das melhores lembranças de sua carreira: foi ali que o brasileiro conquistou os títulos mundiais de 2022 e 2023, quando o circuito ainda utilizava o formato das WSL Finals. Toledo também conhece Lower Trestles como poucos. O brasileiro viveu por 11 anos em San Clemente antes de se mudar para o Rio de Janeiro no fim de 2025 e descreve a onda californiana como uma espécie de “skate park”, pelas inúmeras possibilidades de manobras progressivas. Rodgers e Pinkerton vencem triagens Os norte-americanos Hayden Rodgers e Kirra Pinkerton garantiram as últimas vagas no evento ao vencerem as triagens realizadas em Trestles. Rodgers somou 12,10 pontos e fará sua estreia no Championship Tour, enquanto Pinkerton venceu com 13,33 e chega à quarta participação em uma etapa do CT. Chaves brasileiras Mateus Herdy é o único brasileiro escalado para a primeira fase masculina. Ele enfrenta o norte-americano Taj Lindblad na quarta bateria e, caso avance, terá Gabriel Medina pela frente no Round 2. Os demais brasileiros entram diretamente no Round 2. Yago Dora encara o vencedor da terceira bateria da primeira fase; João Chianca enfrenta Marco Mignot; Italo Ferreira pega o vencedor da segunda bateria; Alejo Muniz enfrenta Ethan Ewing; Samuel Pupo encara Jake Marshall; Gabriel Medina aguarda Herdy ou Taj Lindblad; Filipe Toledo enfrenta Liam O’Brien; e Miguel Pupo pega Ramzi Boukhiam. O desenho da chave ainda abre a possibilidade de confrontos brasileiros já no Round 3. Italo Ferreira e João Chianca podem se enfrentar caso avancem, assim como Filipe Toledo e Miguel Pupo. No feminino, Luana Silva estreia diretamente no Round 2 e enfrenta a vencedora da bateria entre Tyler Wright e Francisca Veselko. Janela do Lexus Trestles Pro: 11 a 20 de setembroLocal: Lower Trestles, Califórnia (EUA)Primeira chamada: sexta-feira (11), às 11h30 (horário de Brasília), com possível início da competição ao meio-dia. Chaves de bateria Masculino Round 1 1 – Luke Thompson (AFS) 10.16 x 9.34 Matthew McGillivray (AFS)2 – Eli Hanneman (HAV) 9.73 x 9.67 Hayden Rodgers (EUA)3 – Oscar Berry (AUS) 12.73 x 11.26 Joel Vaughan (AUS)4 – Mateus Herdy (BRA) 11.40 x 11.27 Taj Lindblad (EUA) Round 2 1 – Connor O’Leary (JAP) x Callum Robson (AUS)2 – Griffin Colapinto (EUA) x Rio Waida (INA)3 – Yago Dora (BRA) x Oscar Berry (AUS)4 – Kauli Vaast (FRA) x Barron Mamiya (HAV)5 – Marco Mignot (FRA) x João Chianca (BRA)6 – Italo Ferreira (BRA) x Eli Hanneman (HAV)7 – Kanoa Igarashi (JAP) x Crosby Colapinto (EUA)8 – Ethan Ewing (AUS) x Alejo Muniz (BRA)9 – Leonardo Fioravanti (ITA) x Luke Thompson (AFS)10 – Morgan Cibilic (AUS) x Cole Houshmand (EUA)11 – George Pittar (AUS) x Alan Cleland (MEX)12 – Samuel Pupo (BRA) x Jake Marshall (EUA)13 – Gabriel

    Próxima chamada nesta quarta-feira (16) às 11h (de Brasília). Confira ao vivo a etapa do Circuito Mundial da WSL em Trestles e participe dos debates em nosso fórum. Novo swell ganha força dia 16.

    A reta decisiva do Championship Tour 2026 chega nesta sexta-feira (11) a Lower Trestles, na Califórnia. A nona etapa da temporada abre a janela com dez brasileiros na disputa, quatro deles entre os cinco primeiros do ranking masculino, e condições suficientes para colocar o evento na água logo no primeiro dia. A primeira chamada acontece às 11h30 (horário de Brasília), com possível início das baterias ao meio-dia. A previsão das ondas aponta a sexta-feira como provável dia de competição. Um swell de sudoeste de período longo deve proporcionar ondas de 4 a 6 pés de face, com séries maiores durante a maré enchendo pela manhã. O vento de sul ainda pode deixar o mar um pouco mexido, mas a previsão mais recente indica que o efeito deve ser administrável e não necessariamente comprometer a realização das baterias. No sábado (12), o swell começa a perder força, com ondas de 4 a 5 pés e possibilidade de realização de baterias. O domingo (13) aparece como provável dia de folga, com ondas mais irregulares de 3 a 4 pés. A segunda-feira (14) também tende a ficar sem competição, com apenas 2 a 4 pés e vento sul. Na terça-feira (15), o cenário começa a mudar. Apesar de o mar ainda permanecer pequeno, na faixa de 3 a 4 pés, uma nova ondulação com boa energia e período longo deve começar a aparecer ao longo do dia. A previsão indica vento leve e condições de semi-limpas a limpas, preparando o terreno para a melhor parte da janela. Novo swell a caminho A maior expectativa está concentrada entre quarta (16) e sexta-feira (18). Um novo swell de sul-sudoeste, gerado por uma tempestade compacta e intensa no Pacífico Sul Central, deve começar a subir na quarta e atingir o pico na quinta-feira (17). Durante os três dias, Lower Trestles deve receber boas ondas, com as maiores séries entre a tarde do dia 16 e a manhã do dia 18. O vento também tende a colaborar, com manhãs limpas e vento fraco, seguido por vento de oeste fraco a moderado durante as tardes. Existe ainda a possibilidade de um pequeno swell tropical de sul se juntar à energia principal e aumentar a consistência das ondas. A previsão, porém, ainda é tratada com cautela e depende da evolução do ciclone responsável pela formação desse swell. Nos dois últimos dias da janela, 19 e 20 de setembro, a combinação do swell de sul-sudoeste em queda com uma nova ondulação de sudoeste deve manter condições para competição. Brasileiros em posição de destaque Trestles é a última etapa antes do corte que define os 22 surfistas que seguem para a pós-temporada, aumentando o peso dos resultados na Califórnia. Leonardo Fioravanti chega à etapa na liderança do ranking masculino, enquanto Carissa Moore veste pela primeira vez nesta temporada a lycra amarela de líder entre as mulheres. Logo atrás de Fioravanti, o Brasil domina as primeiras posições do masculino. Italo Ferreira ocupa a segunda colocação, seguido por Yago Dora em terceiro, Gabriel Medina em quarto e Miguel Pupo em quinto. Além deles, João Chianca, Samuel Pupo, Alejo Muniz, Mateus Herdy e Filipe Toledo completam o grupo brasileiro no masculino. No feminino, Luana Silva representa o País. Filipe chega a uma etapa especialmente importante. Atual 21º colocado, o bicampeão mundial tenta permanecer entre os 22 que avançam para a pós-temporada. Trestles, porém, guarda algumas das melhores lembranças de sua carreira: foi ali que o brasileiro conquistou os títulos mundiais de 2022 e 2023, quando o circuito ainda utilizava o formato das WSL Finals. Toledo também conhece Lower Trestles como poucos. O brasileiro viveu por 11 anos em San Clemente antes de se mudar para o Rio de Janeiro no fim de 2025 e descreve a onda californiana como uma espécie de “skate park”, pelas inúmeras possibilidades de manobras progressivas. Rodgers e Pinkerton vencem triagens Os norte-americanos Hayden Rodgers e Kirra Pinkerton garantiram as últimas vagas no evento ao vencerem as triagens realizadas em Trestles. Rodgers somou 12,10 pontos e fará sua estreia no Championship Tour, enquanto Pinkerton venceu com 13,33 e chega à quarta participação em uma etapa do CT. Chaves brasileiras Mateus Herdy é o único brasileiro escalado para a primeira fase masculina. Ele enfrenta o norte-americano Taj Lindblad na quarta bateria e, caso avance, terá Gabriel Medina pela frente no Round 2. Os demais brasileiros entram diretamente no Round 2. Yago Dora encara o vencedor da terceira bateria da primeira fase; João Chianca enfrenta Marco Mignot; Italo Ferreira pega o vencedor da segunda bateria; Alejo Muniz enfrenta Ethan Ewing; Samuel Pupo encara Jake Marshall; Gabriel Medina aguarda Herdy ou Taj Lindblad; Filipe Toledo enfrenta Liam O’Brien; e Miguel Pupo pega Ramzi Boukhiam. O desenho da chave ainda abre a possibilidade de confrontos brasileiros já no Round 3. Italo Ferreira e João Chianca podem se enfrentar caso avancem, assim como Filipe Toledo e Miguel Pupo. No feminino, Luana Silva estreia diretamente no Round 2 e enfrenta a vencedora da bateria entre Tyler Wright e Francisca Veselko. Janela do Lexus Trestles Pro: 11 a 20 de setembroLocal: Lower Trestles, Califórnia (EUA)Primeira chamada: sexta-feira (11), às 11h30 (horário de Brasília), com possível início da competição ao meio-dia. Chaves de bateria Masculino Round 1 1 – Luke Thompson (AFS) x Matthew McGillivray (AFS)2 – Eli Hanneman (HAV) x Hayden Rodgers (EUA)3 – Joel Vaughan (AUS) x Oscar Berry (AUS)4 – Mateus Herdy (BRA) x Taj Lindblad (EUA) Round 2 1 – Connor O’Leary (JAP) x vencedor R1 H12 – Griffin Colapinto (EUA) x Rio Waida (INA)3 – Yago Dora (BRA) x vencedor R1 H34 – Kauli Vaast (FRA) x Barron Mamiya (HAV)5 – Marco Mignot (FRA) x João Chianca (BRA)6 – Italo Ferreira (BRA) x vencedor R1 H27 – Kanoa Igarashi (JAP) x Crosby Colapinto (EUA)8 – Ethan Ewing (AUS) x Alejo Muniz (BRA)9 – Leonardo Fioravanti (ITA) x vencedor R1 H110 – Morgan Cibilic (AUS) x Cole Houshmand (EUA)11 – George Pittar (AUS) x Alan Cleland (MEX)12 – Samuel Pupo (BRA) x Jake

    Nona etapa do CT abre janela em Trestles, Califórnia (EUA), com dez brasileiros e ondas de até 2 metros. Novo swell ganha força entre os dias 16 e 18.

    Há mais de 30 anos, Pete Beukes chegou a Lamberts Bay, na costa oeste da África do Sul, para trabalhar como mergulhador de diamantes. No caminho, encontrou também uma costa bruta, isolada e repleta de ondas. Décadas depois, ele retorna a esse universo ao lado do filho, Eli Beukes. A história dos dois é o fio condutor de Rough Diamonds, novo filme de surfe produzido pela Now Now Media. Com 31 minutos de duração, a produção acompanha pai e filho por uma das regiões mais selvagens do litoral sul-africano, combinando sessões de surfe, estrada e a relação construída entre duas gerações. A ligação de Pete com a região começou no início dos anos 1990. Depois de deixar a Marinha e seguir para Lamberts Bay para trabalhar como mergulhador de diamantes, ele descobriu uma costa exposta ao Atlântico, marcada por água fria, isolamento e ondas de qualidade. Anos mais tarde, é Eli quem recebe do pai os segredos acumulados durante décadas de exploração. Mas Rough Diamonds não apresenta a viagem como uma simples busca por ondas perfeitas. A própria geografia da costa oeste impõe dificuldades e transforma a jornada em parte importante da narrativa. Ondas pesadas, natureza praticamente intocada e longos deslocamentos ajudam a construir o cenário para a história de Pete e Eli. Além dos dois protagonistas, o filme conta com participações de Max Elkington, Daniel Wilson e Jordy Smith. A direção e o roteiro são de Will Bendix, com fotografia de Alan van Gysen e produção da Now Now Media. O projeto é apresentado pela Monster Energy em associação com a O’Neill. Rough Diamonds estreia nesta sexta-feira (11) e está disponível gratuitamente no YouTube. Ficha técnica Filme: Rough DiamondsDuração: 31 minutosCom: Eli Beukes, Pete Beukes, Max Elkington, Daniel Wilson e Jordy SmithNow Now Media: @nownowmediaEli Beukes: @elibeukesApresentado por: Monster Energy, em associação com O’NeillRoteiro e direção: Will BendixDireção de fotografia: Alan van GysenProdução executiva: Ryan FranklinProdução: Alan van Gysen Trilha sonora “Werner Meets Egberto” | Guy Buttery“Understanding Happiness” | Rafi B Levy“Earthstrong” | Hattamitsunami

    Novo filme Rough Diamonds acompanha Pete e Eli Beukes em uma jornada de surfe pela costa oeste da África do Sul, região de ondas pesadas e cenários praticamente intocados.

    A história e a evolução das pranchas de surfe estarão no centro das atenções no próximo dia 19 de setembro, em Santos (SP). A segunda edição do Shapers Surf Fest reúne shapers, fabricantes, surfistas e marcas na Casa da Frontaria Azulejada, no Centro Histórico da cidade, das 13h às 22h. O evento contará com 28 expositores de diferentes estados e também do exterior, apresentando desde longboards até modelos de alta performance, além de acessórios e novidades do mercado. O público poderá conhecer as pranchas de perto, conversar diretamente com os profissionais responsáveis pela produção e também adquirir equipamentos durante o encontro. Um dos destaques desta edição será a homenagem aos shapers que começaram a produzir pranchas na região durante a década de 1970. Mais de 25 nomes já estão confirmados para participar da celebração, que pretende aproximar os pioneiros de diferentes gerações de profissionais ligados à fabricação de pranchas. A programação também terá rodas de conversa com shapers e profissionais do mercado, abordando a evolução dos equipamentos, histórias do surfe e os rumos da indústria. A sustentabilidade na produção de pranchas será outro tema colocado em discussão ao longo do evento. Além da programação ligada diretamente ao surfe, o Shapers Surf Fest terá área gastronômica, sorteios e atividades para o público. O encerramento será musical, com Binho Nunes, ex-surfista profissional, ao lado de Neco Carbone e Edinho Leite. A segunda edição é realizada por Luke Franco, Dêmi Viola e Bruno Esposito. O Waves é parceiro de mídia do evento. Shapers Surf Fest 202619 de setembroDas 13h às 22hCasa da Frontaria AzulejadaCentro Histórico de Santos (SP) Ver esse post no Instagram Um post compartilhado por Shaper’s Surf Fest (@shaperssurffest)

    Segunda edição do Shapers Surf Fest reúne 28 expositores, homenageia pioneiros da fabricação de pranchas e promove encontro entre diferentes gerações do surfe no dia 19 de setembro, em Santos (SP).

    O havaiano Makana Pang escreveu seu nome na história de Desert Point nesta quarta-feira (9). Ele venceu a edição indonésia do Capítulo Perfeito, primeiro evento de surfe realizado na famosa esquerda de Lombok, e fechou a decisão com a única nota 10 do dia. Os brasileiros Bruno Santos e Ícaro Ronchi terminaram em segundo e terceiro lugares, respectivamente. Foram seis horas consecutivas de ação em ondas com cerca de 2 metros. Oito convidados tiveram praticamente livre uma das esquerdas tubulares mais desejadas do planeta, cenário que recebeu pela primeira vez um evento desta dimensão. Makana já havia mostrado força nas primeiras fases. Depois de marcar 9,17 em uma de suas ondas, o havaiano chegou à final diante de Bruno Santos, Ícaro Ronchi e do indonésio Usman Trioko. Os dois brasileiros acumularam notas acima de 8 pontos ao longo do evento, mas foi Pang quem encontrou, na decisão, o tubo mais longo e tecnicamente exigente do dia para arrancar a nota máxima dos juízes. Com 17,57 pontos, Makana ficou com a vitória. Bruno terminou muito próximo, com 16,76, seguido por Ícaro, com 15,43, e Usman, com 10,60. Além da conquista em Desert Point, o havaiano garantiu um wildcard direto para o Capítulo Perfeito de 2027, em Carcavelos, Portugal. “Fazer parte do primeiro evento de surf de sempre em Desert Point foi uma honra. E conseguir um 10 perfeito na final foi um sonho tornado realidade. Estar ali com apenas mais três pessoas na água é provavelmente uma das coisas mais loucas que já vivi no surf. Esta onda é imbatível. Estou muito feliz e muito grato” Brasileiros chegam fortes à final Bruno Santos e Ícaro Ronchi foram dois dos grandes nomes do dia. Bruninho, profundo conhecedor de Desert Point, chegou a registrar o maior somatório de uma bateria em todo o evento: 18,24 pontos, na segunda passagem pela água. Ícaro veio logo atrás na mesma bateria, com expressivos 17,93. Os resultados oficiais mostram que ambos avançaram para a final em grande fase. A presença de Ícaro na decisão teve ainda um ingrediente especial. Convocado de última hora, ele ocupou a vaga deixada por Bruno Santos na lista de wildcards depois que Bruninho passou a ocupar uma vaga pelo seeding, em consequência da desistência de Nic von Rupp. Ícaro aproveitou a oportunidade e terminou o evento no terceiro lugar. Pedro Calado foi o terceiro brasileiro no evento. Ele somou 8,60 pontos na primeira bateria e melhorou para 11,80 na segunda, mas não conseguiu avançar à final. Tubos decidem tudo Como manda o formato do Capítulo Perfeito, apenas o tempo e a qualidade dentro dos tubos foram considerados pelos juízes, sem pontuação para manobras. É a característica que acompanha o evento desde sua primeira edição, realizada em 2012. Antes da entrada dos oito convidados, o dia começou com uma bateria especial dedicada aos surfistas de Desert Point. Diki Wahyudi venceu o Local Heat com 5,77 pontos, seguido por Ilham Sukron, com 4,00. A organização também tomou uma decisão inédita em relação aos 10 mil euros de premiação. O valor, originalmente reservado ao vencedor, foi dividido entre todos os participantes. Segundo Rui Costa, idealizador do Capítulo Perfeito, a escolha refletiu a proposta de compartilhar a experiência proporcionada pelas condições encontradas em Lombok. “Hoje, todos os surfistas saíram daqui a sentir-se vencedores e, por isso, o prize money é dividido por todos. Conseguimos envolver a comunidade local e isso deixa-nos particularmente felizes”, afirmou Rui. Estreia internacional Desert Point marcou ainda um novo capítulo na história do evento. Em sua 12ª edição, foi a primeira vez que o Capítulo Perfeito saiu de Portugal. A estreia internacional terminou justamente com aquilo que define sua proposta: condições tubulares e uma nota 10 na bateria decisiva. Com a vitória, Makana Pang agora tem encontro marcado com Carcavelos em 2027. Em Lombok, o havaiano entrou para a história como o primeiro vencedor de um evento de surfe realizado em Desert Point. Resultado final do Capítulo Perfeito 2026 – Desert Point Melhor tubo: Makana Pang (HAV) – 10,00 pontos

    Havaiano Makana Pang vence primeiro evento de surfe realizado em Desert Point com nota 10 na final. Brasileiros Bruno Santos e Ícaro Ronchi terminam em segundo e terceiro.

    Uma das esquerdas tubulares mais desejadas do planeta é palco de um evento pela primeira vez. O Capítulo Perfeito desembarca em Desert Point, na ilha de Lombok, Indonésia, para uma edição histórica, com oito tube riders convidados e apenas um dia de competição. Início de competição programado para às 23h (de Brasília) desta terça-feira (8). Clique aqui para acompanhar as notas ao vivo Clique aqui para saber tudo sobre o evento Como manda a tradição do Capítulo Perfeito, o evento só entra na água quando as condições oferecem tubos de classe mundial, com oito tube riders, entre eles os brasileiros Pedro Calado, Bruno Santos e Ícaro Ronchi. Além de marcar a chegada do evento à Indonésia, a edição entra para a história de Desert Point. Conhecida mundialmente pelas longas esquerdas tubulares, a bancada de coral de Lombok jamais recebeu uma competição de surfe. “Realizar o Capítulo Perfeito em Desert Point é o culminar de um sonho, mas é sobretudo o arranque da fase 2.0 do evento, que anunciamos em janeiro ao incluir Moçambique e Indonésia no nosso calendário. Em Moçambique não tivemos o swell esperado mas, desta vez, temos toda a convicção de que teremos as ondulações de que precisamos”, afirma Rui Costa, idealizador do Capítulo Perfeito.

    Início de competição programado para às 23h (de Brasília) desta terça-feira (8). Capítulo Perfeito estreia na Indonésia com oito tube riders, entre eles três brasileiros. Confira ao vivo.

    A etapa Guarapari do Circuito Bando do Brasil chegou ao fim neste domingo na Praia d’Ulé, no Espírito Santo, reunindo alguns dos principais nomes do surfe sul-americano em disputas válidas pelo QS 4.000 da World Surf League (WSL). A etapa é válida tanto para o ranking sul-americano 2026/27 da WSL South America quanto para o Circuito BB na temporada. O domingo começou com as semifinais nas duas categorias, e na sequência foi a vez da grande decisão em ambas, com aumento de tempo para 35 minutos por confronto para dar mais tranquilidade aos competidores na escolha das ondas no litoral catarinense. Tainá Hinckel (BRA) e Jadson André (BRA) levaram os troféus de campeões para casa, somando importantes pontos na corrida pelo título sul-americano e pela vaga no Challenger Series (CS) de 2027/28. Além disso, os vencedores embolsaram 8 mil dólares de premiação. Luan Wood (BRA) assumiu a liderança do ranking do QS após a etapa. Daniella Rosas (PER) toma a frente de Sophia Medina (BRA) na lista e também assume a ponta. Tainá Hinckel arrasadora na decisão  Em um duelo internacional inédito em finais, Tainá Hinckel (BRA) venceu a experiente Daniella Rosas (PER) e conquistou o título feminino do Circuito Banco do Brasil de Surfe – Etapa Guarapari. As duas já haviam se enfrentado seis vezes em etapas do Qualifying Series, com três vitórias para cada lado, mas esta foi a primeira decisão entre elas.  Tainá chega à sua primeira final do Circuito Banco do Brasil em 2026, depois de bater na trave em duas semifinais, em Ubatuba e Natal, e se coloca novamente na briga pelo bicampeonato. A catarinense da Guarda do Embaú também disputa o Challenger Series e chega à terceira posição do ranking do QS na América do Sul após esta etapa, em uma temporada que pode marcar mais um salto importante na carreira da atleta olímpica e integrante do squad BB. A final foi marcada por uma disputa de alto nível e pelo duelo de backside, uma das principais características do surfe de Tainá. A brasileira abriu vantagem com uma onda de 8 pontos, construída com três fortes pancadas, deixando Daniella precisando de 10 pontos para virar. Na sequência, Tainá encontrou uma esquerda mais longa e arrancou 7 pontos dos juízes, ampliando a pressão sobre a peruana. Com apenas quatro ondas surfadas durante toda a bateria, Tainá garantiu o título na Praia d’Ulé e o maior somatório do evento: 15,50 pontos, o mesmo alcançado por Dani nas semifinais.  “Estou muito feliz com essa vitória e muito rouca, porque berrei com tudo o que estava aqui dentro nas minhas duas melhores ondas. Foi uma bateria muito disputada. O surfe feminino está evoluindo muito na América do Sul e estamos caminhando para mostrar nosso potencial mundo afora. Vencer aqui é muito especial para mim. Acreditei do início ao final e sabia que precisava acreditar”, celebra a campeã. “Estou muito feliz e sei o quanto é importante para mim estar com essa garra, mostrar meu surfe em qualquer campeonato. Não é só a onda, mas a conexão que existe dentro de mim. Foi super disputada do início ao final, mas eu sabia que seria minha porque planejei tudo desde o começo. Deus tinha escrito isso para mim”, comemorou Tainá. Jadson é bicampeão na Praia d’Ulé Aos 36 anos, Jadson André escreveu mais um capítulo de superação na Praia d’Ulé. Mesmo competindo durante toda a etapa com uma lesão no pé que chegou a colocar sua participação em dúvida, o potiguar venceu Luan Wood na final masculina do Circuito Banco do Brasil de Surfe – Etapa Guarapari e conquistou o título pelo segundo ano consecutivo. O confronto foi o segundo entre os dois na temporada. Em Imbituba, Jadson e Luan haviam se encontrado na semifinal, com vantagem para o catarinense. Desta vez, porém, o potiguar levou a melhor no duelo decisivo. Em uma bateria com as condições do mar alteradas pela entrada do vento logo após a final do feminino, Jadson apostou em seu forte surfe de frontside e nos aéreos para abrir vantagem, enquanto Luan, de backside para as esquerdas e com um surfe mais de linha, lutou até o fim, encaixando boas combinações de manobras para reduzir a diferença entre eles no somatório final. Apesar de encontrar um 7,27 pontos, Luan não conseguiu trocar sua onda de backup e acabou sendo batido na matemática final por 12,60 (7,27 + 5,33) contra 13,33 (6,83 + 6,5) de Jadson.  “Mais uma vez, toda honra e toda glória sejam dadas a Deus. Sem Ele, seria impossível chegar até aqui e vencer esse campeonato. Eu realmente não conseguia pisar no chão direito e chegou a passar pela minha cabeça abandonar a competição. Mas, como alguém que confia nos planos de Deus, decidi pensar em um dia de cada vez e as coisas foram acontecendo”, contou o campeão. Jadson também revelou que uma série de coincidências durante a etapa o fizeram lembrar da conquista de 2025.  “Durante a competição, várias coisinhas foram trazendo boas lembranças e alguns sinais. No ano passado, competi com a cordinha do meu colega de quarto. Este ano, eu estava competindo com o leash de outro moleque e tinha quebrado a minha única quilha que eu conseguia surfar. Cheguei na praia e encontrei o Rickson (Falcão), que me emprestou uma quilha da prancha reserva dele. Ontem, uma pessoa me perguntou: ‘Vai ganhar de novo?’. E eu respondi: ‘Vou ganhar de novo’. Na minha segunda onda da bateria, foi a primeira vez que consegui pisar na prancha direito. Parece até que estou vivendo o ano passado de novo.”  Emocionado, Jadson ainda mandou um recado para a família: “Estou muito feliz. Mando um beijo para minha esposa, meu filho e toda a minha família. Vou levar essa tartaruga (mascote da etapa) para o meu filho. Estou muito feliz e embalado para a próxima semana, porque já temos outro evento muito importante do ano pela frente.” O caminho dos campeões até a final Traçando o retrospecto até as finais, a manhã

    Jadson André e Tainá Hinckel vencem etapa do Circuito Banco do Brasil em Guarapari (ES), em prova válida pelo QS 4000, enquanto Luan Wood assume a liderança do ranking sul-americano.