Nossa viagem para Maldivas começou na cidade de Blumenau (SC). Formamos uma barca só com amigos: Bruno Bonet, Ronaldo Viotti, Luiz Damiani, Fernando Reis, Humberto Rodacki, Daniel Arena, Douglas Kreutzschmar, Henrique Rebelo, Guilherme Panariello e Helio Gustavo Alves.
A marca de surfwear Fittato Surf Street nos patrocinou até o arquipélago com a intenção de divulgar seus produtos e trazer material publicitário para a campanha verão de 2011.
Chegando lá, estávamos a bordo de um dos barcos mais bem equipados e preparados para o surf e mergulho das Maldivas, o Horizon III, já conhecido pelos brasileiros por levar as meninas do surf em um programa do canal de TV pago Multishow.
Nossa trip começou pela capital Malé, ao Norte das Maldivas, onde conhecemos as ondas de Chickens e Sultans. Chickens é uma esquerda forte, perfeita e com uma bancada modesta de corais em forma de cachos.
Neste dia a galera pegou altas ondas, surfando até os braços cansarem. Pude fazer algumas fotos da ilha, localizada logo em frente à onda, com uma Nikon 800 mm emprestada de um grande amigo e fotógrafo meu, Agobar Junior.
Já no outro dia surfamos Sultans, uma direita poderosa de até 2 metros. Lá, com uma ondulação maior, deve rolar uma sessão irada no inside, o verdadeiro tubo.
Um crowd de israelenses, americanos e alguns nativos dividiam o pico. Os brasileiros ainda estavam acostumando-se com a bancada. Porém o crowd estava chato para quem estava em busca das melhores fotos.
Já a direita de Last Stops, no Southern Male Atoll, estava um pouco gorda, mas com uma pressão que só as Maldivas têm. O swell tinha baixado um pouco e conseguimos observar mais de perto o mergulho e a pescaria.
A trip toda tivemos ondas com no mínimo 1,5 metros e surfamos praticamente todos os dias. O dentista Ronaldo Viotti já mostrara suas habilidades na pesca e, quando não estava surfando, o jeito era se amarrar nos peixes exóticos daquele lugar paradisíaco e rezar para não puxar uma moréia ou uma arraia.
Uma das direitas que me chamou muito a atenção foi The Machine, no atol de Laamu, onda poderosa, com uma bancada rasa e perfeita.
Todo mundo tirou uma casquinha dela, até eu no final de tarde. A água transparente, quente, me deixou um pouco preocupado com os recifes de corais, que com o aquecimento global podem desaparecer, comprometendo ainda mais aquele arquipélago que mais parece um sonho do que realidade.
Já Love Charms posso dizer que foi a melhor esquerda que fotografei e surfei, até porque fizemos algumas fotos de dentro da água. Pude ver alguns tubarões rodando por perto, golfinhos fazendo malabarismos e tartarugas nadando ao meu lado.Todos eles vivem juntos e se dão bem, até porque a fauna marinha é muito rica. Por causa disso, também conseguimos entrar em harmonia com eles.
Podemos conhecer outras ondas como Muli, Five Islands, Antiques, Tiger Stripes, Villigili, Koodhoo. O país nos deixou boquiabertos com a imensidão de ondas.
Uma menção honrosa para Blue Bowls, uma direita cristalina, afiada e mais do que perfeita. Para mim a melhor direita já vista por lá!
Tambpem passamos por lugares destruídos pelo tsunami e que ainda hoje passam por uma reconstrução, onde as casas são feitas de corais.
Conhecemos as civilizações, a cultura muçulmana, as escolas, a pesca, pessoas como o nosso surf guia Ahmed Aznil, que nos ajudou e muito na escolha das melhores ondas, dos melhores lugares para o mergulho, as melhores pescarias e acima de tudo, o seu idioma. Assim podemos adquirir conhecimento para toda vida.
O maior tesouro do ser humano é o seu conhecimento, e isto ninguém tira. A viagem vai ficar registrada nas nossas mentes, em nossas cabeças e principalmente nas fotos e vídeos que levamos como lembrança.
Uma trip cheia de desafios, com uma galera legal, culta e acima de tudo parceira. Que a amizade no surf consiga levar esta vibe para sempre e com todos que amam o esporte e levam ele como uma boa fonte para o conhecimento, amizade e fraternidade.
Como fotógrafo posso dizer que realizei um grande sonho da minha vida.
Kako Waldrich é decacampeão do Circuito General Lyy (95/2005) e começou a fotografar com 9 anos. Atualmente ele trabalha no setor de audiovisuais do Grupo Uniasselvi.
Kako Waldrich tem apoio da Fittato. Para ober mais informações sobre o trabalho do fotógrafo, acesse o site Kako Waldrich.



















