UFRGS analisa redes de pesca no litoral gaúcho

A subcomissão formada por surfistas para acabar com as mortes causadas por redes de pesca no litoral norte gaúcho ganhou mais um aliado.

 

A Universidade Federal do Rio Grande do Sul, através de seus órgãos e institutos de pesquisa, em especial o Centro de Geologia Costeira e Oceânica (CECO), que participa da base brasileira na Antártica com seus cientistas, está ajudando a esclarecer dúvidas de grande interesse público.

?O que está se buscando não é acabar com a pesca, mas sim que as redes estejam apenas em áreas inurbanas e que haja novas zonas de exclusões, com tamanho maior, pois já é comprovado que com a corrente do nosso litoral, que varia constantemente, as redes se estendem e acabam ocupando o espaço reservado para o surf?, diz Virgilio Mattos, diretor da FGS.

Um grande exemplo é a praia de Cidreira, que possui uma zona balneária de 12km, onde a área de lazer/surf compreende 1500 metros. Conforme o CECO, este trecho é percorrido em questões de minutos.

O diretor do instituto Prof. Nelson Gruber disse que é importante conhecer todas as realidades e trabalhar na informação e conhecimento sobre o assunto como base para tomadas de decisão.

?A única coisa que temos certeza é que é inadmissível tantas mortes no estado, é uma vergonha, portanto temos que fazer algo para acabar com isso sem atrapalhar os verdadeiros pescadores, que lutam para a subsistência?, completa.

Durante a reunião foram mostradas imagens de satélite pelo Earth Google, que hoje  tornou-se  uma preciosa ferramenta de acesso fácil a todos.

?Estamos tratando algumas destas imagens e vendo setores da costa, para nortear as discussões e delimitações de área de surf e pesca a serem propostas?, finaliza Gruber.

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