Nos mês de julho eu, Renato Galvão e Costinha fomos surfar em uma onda até então desconhecida por nós e fizemos uma matéria na revista Fluir.
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Porém, não me dei por satisfeito e fiquei sonhando em surfar aquela onda novamente, mas desta vez em uma condição diferente.
Na ocasião da matéria, surfamos com um tamanho razoável e uma direção de swell. Fiquei sonhando com a possibilidade de surfar em condições bem melhores do que esse dia.
Fiquei por dois dias tentando achar novamente alguns parceiros para ir desbravar o lugar, durante a última ressaca. Eu tinha uma esperança que iria ser excelente, porém no primeiro dia tudo deu errado, não consegui achar ninguém para ir comigo.
No dia seguinte, já havia combinado com Diego Santos, Saulo Júnior e o fotógrafo Roberto, que iria registrar a nova experiência.
Saímos de Ubatuba ao amanhecer do dia e chegamos ao lugar depois de horas de viagem de carro e barco. Eram 10h30 da manhã, quando começamos a ?session?, com um tamanho de onda e direção de swell bem diferentes do que foi surfado na primeira vez.
Parecíamos crianças quando descobrem um doce precioso e escondido. O tamanho das ondas chegava a uns 2 metros. Saulo Júnior impressionou com a disposição de dropar algumas ondas bem difíceis de serem surfadas.
Diego Santos surfou algumas ondas e logo teve que de se retirar da água devido um problema que o impediu de voltar a ?session?.
Eu parecia uma criança inconseqüente até quebrar a minha prancha e ter de colocar a reserva, que é a minha prancha mágica, fazendo com que eu adotasse uma postura mais prudente. Surfamos até o entardecer do dia e voltamos a Ubatuba exaustos de tanto surfar.
Fica aqui também os agradecimentos ao fotografo Roberto ?Surfshooter? por ter suportado o balanço do barco por todo o dia para registrar essas imagens.

