Uma novidade apresentada recentemente no mercado de shapes deve ser uma boa aliada para o surf em ondas pequenas, situação comum durante o verão nas regiões Sul e Sudeste do Brasil.
O novo bloco Flexcel, da fabricante Teccel, traz uma tecnologia diferenciada na aplicação da longarina nos blocos de poliuretano ? o que lhe rendeu o nome de parabólica.
Em vez de ser posicionada no centro longitudinal, ela acompanha as bordas, aumentando a flexibilidade do bloco.
Com isso a prancha sofre uma torção contrária ao movimento da manobra, criando mais
energia na projeção e mais velocidade em ondas médias e pequenas.
Essa tecnologia revolucionária começou a ser desenvolvida na Austrália, por nomes como o experiente shaper Nev Hyman.
O também aussie Bert Burger, eleito shaper do ano pela Surfing Magazine e com mais de 15 anos dedicados a pesquisa de materiais alternativos, se uniu ao californiano Dan Mann para criar a Firewire Surfboards.
O resultado foi a construção de uma prancha com bloco de EPS de alta densidade, resina epoxy e bordas de madeira balsa.
De olho nessa tendência, a fábrica brasileira Teccel desenvolveu sua própria tecnologia de longarina parabólica em bloco de poliuretano convencional, obtendo excelentes resultados.
Esse conceito de longarina parabólica já foi inclusive testado no circuito mundial (ainda que de forma discreta), mas não em blocos de poliuretano convencionais, que deixam a prancha bem mais leve e com muito mais flexibilidade.
Com uma Firewire sob os pés, o aussie Taj Burrow surfou muito e chegou em segundo lugar na etapa do WCT de Jeffreys Bay no ano passado. Acredito que será uma grande evolução nas pranchas.

