Um fim de tarde com altas ondas, tubos perfeitos, sol, sem crowd, água quente e clara é um acontecimento mágico na vida de qualquer bodyboarder, ou surfista!
Na última sexta-feira (7/11), eu tive um destes dias mágicos. Cheguei à praia de São Conrado às três da tarde – fiquei até escurecer na água – e me deparo com rampas e tubos perfeitos. Eu já estava há mais de uma semana sem surfar devido ao flat que predominou no final do mês de outubro na cidade maravilhosa.
Estava fissurado. Quase não consegui me alongar direito para entrar no mar. Porém, sei da importância dessa prática para ajudar a performance nas ondas, e, com muita dificuldade, me alonguei. A minha vontade era ter ido direto para as ondas, mas… após vinte minutos e tudo certo para surfar, fechei os olhos, conversei com Deus agradecendo aquele momento, e fui lá pra fora.
Chegando ao line-up encontrei alguns amigos, e pouca gente. Eu não acreditei naquela visão, quase sem ninguém na água, que maravilha! Afinal, quem gosta de crowd?
Foquei-me para surfar bem porque estou produzindo imagens para meu próximo vídeo profile e comecei a session. Logo na primeira onda, executei um aéreo irado. Já na segunda, um invertido no lip de cabeça pra baixo. E na sequência, outro invert, e assim sucederam-se as primeiras horas da sessão em uma das minhas três ondas preferidas no Rio de Janeiro.
O tubo, as rampas, o ladinho, a vibe e as ondas de São Conrado fazem parte do conjunto de coisas que me mantém vivendo intensamente o bodyboarding há mais de vinte anos. E quero perpetuar essa energia até quando meu corpo aguentar. Motivo pelo qual me interesso e dedico boa parte dos meus dias ao mundo fitness. Sinto-me com 18 anos mesmo após os 30. Tudo graças ao poder dos exercícios físicos, boa alimentação, sono, disciplina e dedicação à saúde e genética familiar.
Sinto-me tão bem surfando em São Conrado em dia com altas ondas que, em muitas vezes quando estou viajando para fora do Brasil, tenho saudades dos tubos e rampas do cantão!
Nessa sexta, a ondulação estava de sul-sudoeste, condições não tão boas para o pico, mas acreditem, um pouco mais para o meio da praia, estava muito bom!
Uma sessão de freesurf em boas ondas é a verdadeira essência do meu esporte.
Surfar é muito mais que “uma onda”, vencer uma competição, obter um título. O tubo é muito mais que troféus. Quando pude perceber que meu corpo, a prancha, a onda, unidos em um só, podemos parar o tempo, consegui entender e enxergar melhor o bodyboarding! Com isso, ser mais feliz no lifestyle que escolhi para o resto da minha vida.
Finalizei o dia assistindo ao pôr-do-sol sensacional em uma das vistas mais bonitas do mundo, a pedra da Gávea. Tudo isso em momento de agradecimento máximo por tudo. Não parava de agradecer a Deus por toda essa energia positiva, que final de tarde fantástico!
Gostaria também de agradecer à equipe do Waves pelo espaço, e aos fotógrafos Rafael Gomes e Anderson Guerreiro, por terem registrado estes momentos mágicos vividos por mim neste final de tarde inesquecível.
Para mais informações acompanhem minha página e saibam onde serão as próximas sessions. Até o próximo swell, aloha!
















