O surfista carioca Marcelo Trekinho embarca pela primeira vez nesta quarta-feira (23/4) rumo à perigosa onda de Teahupoo, Tahiti.
O carioca vai lutar nas triagens do Billabong Pro em busca de uma vaga no evento principal da terceira etapa do WCT 2008.
O surfista, que disputa o WQS, vê a oportunidade como uma chance de treinar para outros campeonatos e já sabe das dificuldades que enfrentará dentro d?água.
?Todas as baterias são sempre difíceis, em qualquer lugar. Por isso, acho que uma boa escolha de ondas será fundamental para conseguir um bom resultado, ainda mais no Tahiti onde as condições devem estar extremas?, analisa o surfista.
A competição não será o único foco do atleta na viagem. Trekinho pretende captar imagens para produzir um filme com suas performances. Ele conta que se revezará na captação de imagens com seu amigo Bruno Santos, que também está no campeonato.
“Eu devo filmar as baterias do Bruninho e ele as minhas. Esse é o início de um trabalho visando a produção do meu filme. Estou levando meu equipamento de filmagens de dentro d?água e vou filmar bastante também?, diz Marcelo.
Quanto à expectativa, ele é bem claro: ?Só espero que dê altas ondas?, fala Trekinho, que no início do ano adquiriu equipamentos de filmagem.
Segundo Trekinho, que também anda de skate, a sua preparação foi bem diferente da tradicional. ?Estou andando bastante de skate e dropei alguns half-pipes para perder o medo do vertical. Dropei um com quatro metros e foi bem adrenalizante”, conta.
A previsão de ondas para essa semana no Tahiti é bem assustadora e alguns big riders como Carlos Burle estão indo para o local, de olho na grande ondulação que está para entrar.
?Esse swell cria uma ansiedade ainda maior, estou morrendo de medo! Mas muito ansioso para entrar na água. Estou levando cinco pranchas entre 5?10 e 6?10?, revela Trekinho.
Depois do campeonato, Marcelo Trekinho vai para a Califórnia (EUA) para um evento da Volcom, seu principal patrocinador.
?Depois do Tahiti parto para a Califórnia para competir, mas se tiver altas ondas tudo pode mudar?, conclui o carioca conhecido pelos seus aéreos e suas performances em alguns dos principais picos de tubo do Rio de Janeiro.
