
As cidades de Tramandaí e Imbé são as primeiras a debater os problemas das redes de pesca sem devida sinalização no litoral gaúcho.
O tema será abordado em audiências públicas que reunirão representantes da Assembléia Legislativa, Prefeitura Municipal, Câmara de Vereadores, pescadores locais e surfistas.
A primeira audiência acontece em Tramandaí, na Prefeitura Municipal, na próxima terça-feira (03/09), às 10 horas. Na semana seguinte, no dia 10, é a vez de Imbé discutir o problema no pavilhão da Festa da Anchova, também às 10 horas.
A iniciativa é do movimento “Nem Tudo Que Cai na Rede é Peixe” e do deputado Luiz Augusto Lara (PTB).
O presidente da Assembléia Legislativa, Sérgio Zambiasi, ainda não confirmou presença, mas é esperado pela coordenação do movimento.
Após dois anos sem mortes com redes no Estado, num final de semana trágico de julho, ocorreram duas mortes no litoral norte gaúcho.
Os surfistas Pablo Belmonte Mello, 23 anos, e Filipe Minussi, 19, morreram nas praias de Tramandaí e Cidreira, respectivamente.
A revolta de surfistas e familiares das vítimas deu início ao movimento “Nem Tudo Que Cai na Rede é Peixe”, que conta com a coloboração do deputado estadual Luiz Augusto Lara, do PTB, que entregou um manifesto ao presidente da Assembléia pedindo uma série de medidas – que foram prontamente disponibilizadas pelo presidente.
A Associação de Pescadores de Cidreira está mobilizada para acabar com acidentes de surfistas nas redes do Município.
Um dos projetos é a colocação de 60 placas de sinalização na orla marítima, onde cada pescador terá sua área para pescar com rede, informando que naquele local existe um cabo ou uma rede do tipo calão.
A medida inédita terá também placas na delimitação das áreas informando banhistas e surfistas que se ultrapassarem aquele limite podem ficar presos em redes.
Para obter mais informações, entre em contato Vanderlei Dutra Filho, coordenador do movimento, no telefone (0xx51) 9692 4009.