Tow-in prestes a um final feliz em Mavericks

Os defensores do tow-in em Mavericks já têm o que comemorar. Durante um encontro de três dias na corte responsável pelo caso em Monterrey, Califórnia, EUA, a prática do tow-in em ondas acima de 35 pés de face e o uso dos jet-skis para resgate na arrebentação foram tratados de forma positiva pelos integrantes. A corte decidiu mudar as leis permitindo o uso dos jet-skis somente para as situações descritas acima.

 

A mais temida onda californiana é localizada dentro do santuário da baia de Monterrey, local preservado pela sociedade por conter uma vasta vida marinha. Alguns locais liderados pelo conhecido Dr. Rennecker defendem a proibicão do uso de jet-skis no local a qualquer custo, enquanto os surfistas de ondas grandes, liderados por Peter Mel e a chefe do K38 (equipe de salvamento com jet-skis) Shawn Alladio, defendem o uso dos aparelhos quando as ondas estiverem com mais de 35 pés de face, e também para o uso em resgate dos surfistas em perigo na zona de arrebentação.

 

Um dos fortes argumentos utilizados pelos big riders é que o local é um dos três pontos no mundo onde as ondas chegam até mais de 60 pés, sendo que esses dias podem ser contados nos dedos das duas mãos em cada temporada.

 

Porém, outros lugares na região já foram proibidos anteriormente, mas os locais não obedeceram as leis. Portanto, deve ser criada uma guarda costeira específica para controlar o uso dos jet-skis na costa do santuário.

 

A maior discussão criada no encontro na realidade não é a envolvendo os jet-skis, e sim, a proibição da passagem de navios de carga na região. Segundo denúncias, navios despejam lixo, óleo, e água suja no mar.

 

Alguns locais discordam da proibição e afirmam que os tripulantes estimulam o comércio local e que existem navios que simplesmente passam pelo local, e que não é justa a proibição a esses casos.

 

Rachel Saunders, porta-voz do santuário, afirma que a população já fez muitas queixas contra os cargueiros. ”Já houve muitas as reclamações e as tentativas de acordo simplesmente não funcionaram”, garante. Assim, a corte deve proibir o despejo de sujeira no mar e vai realizar visitas aos navios para fiscalização.

 

A corte foi criada durante um encontro de três dias para definir o plano de manuseamento do santuário. As propostas serão revisadas pelo superintendente do santuário – Bill Douros – e depois irão para Washington, capital dos EUA, onde os oficiais da administração federal responsáveis pela Oceânia Nacional e Administração Atmosférica revisarão o caso.

 

Quando a revisão terminar, o rascunho deve voltar para a corte pública para últimas considerações. O secretário Sanders acredita que o novo plano deve estar pronto no começo do próximo ano.

 

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