
Modalidade recém-chegada ao mundo do surf, o tow-in causou certa polêmica entre praticantes e puristas do esporte quanto ao uso dos jet-skis para puxar o surfista na onda.
Além de contribuir com o aumento da poluição do meio-ambiente, ele se torna uma ameaça aos surfistas de remada e freqüentadores em geral do oceano, como banhistas, nadadores e mergulhadores.
Em meio às turbulências ocorridas por causa dessa série de fatores, algumas providências foram tomadas por parte das autoridades responsáveis pela regulamentação do uso de máquinas no oceano.
Em uma audiência pública realizada nos EUA há cerca de dois meses, a Surfrider Foundation e a Save Our Surf, entidades ligadas ao surf e à preservação do meio-ambiente, propuseram alguma medidas a fim de estabelecer um acordo entre as partes conflitantes.
Os praticantes de tow-in foram orientados a enviar uma carta ao DLNR (Department of Land and Natural Resources) do Hawaii, concordando com as propostas e reforçando as medidas. Um dos incentivadores da medida é o big rider havaiano Ace Cool, um aventureiro das ondas grandes.

Ele enviou um e-mail a vários surfistas de tow-in explicando as negociações e pedindo a colaboração de todos na participação do acordo.
Entre as medidas propostas pelas entidades está a total prioridade do uso recreativo do mar sobre os praticantes de tow-in (incluindo – mas não limitado a eles – os surfistas de remada, de peito, nadadores e mergulhadores).
Se qualquer representante destas categorias acima estiver presente na água, os surfistas de tow-in devem sair imediatamente do local. A área destinada a prática do tow-in em Oahu, no Hawaii, será limitada aos outer-reefs entre Kaena Point e Kahuku Point.
Não será permitida a presença de tow-in em águas costeiras, apenas em dias de mar grande o suficiente para quebrar os picos de outer-reefs. Os jet-skis devem manter uma distância mínima de 1000 pés (cerca de 300 metros) das outras pessoas presentes na água.
Os praticantes de tow-in também devem se submeter à todas as regulamentações impostas pelas entidades responsáveis pelo patrulhamento dos oceanos, além de colaborar com as mesmas fazendo um auto-policiamento entre si.