Acredito que a grande maioria dos surfistas pensa que fazer tow in é fácil. Afinal, é só agarrar o cabo e ser arremessado nas bombas impossíveis para a remada. Isso tudo sem precisar varar a arrebentação e tomar a série na cabeça, certo? Não exatamente.
Durante o último final de semana (31/7 e 1/8), acompanhei o curso básico de tow in da Jet Resgate, realizado em Ubatuba (SP).
Ministrado por Romeu Bruno, Zecão, João Capilé e por Christian Dequeker, o treinamento ensina os fundamentos básicos do tow in. Percebi que tanto na teoria quanto na prática, a coisa é um pouco mais complexa.
No primeiro dia, as lições giram basicamente em torno de equipamento e noções elementares de segurança, desde como retirar o jet-ski da carreta, passando por como você deve esquiar, até como proceder depois da vaca.
O curso tem protocolo para cada situação e existem mais situações do que você pode supor inicialmente. Paralelamente, técnicas de apneia são oferecidas para capacitar fisicamente o surfista.
Toda esta metodologia é transmitida antes de ir para a água e reforçada na prática quando entramos no mar. No segundo dia, quando você coloca a alça no pé e finalmente acredita estar pronto para dropar as bombas, é que o bicho realmente pega.
Soltar o cabo antes da hora, cair de cara, e outros erros são tão comuns na primeira vez que você fica chocado. Ainda bem que neste momento as ondas quebram em torno de meio metro (obviamente sem um único surfista remando nas redondezas) e não em 4 metros, “mamão para o tow in”.
Isso sem falar das dores nas costas, bíceps, coxas, e tudo o que você sente depois de pegar poucas ondas e esquiar um pouco.
A minha conclusão prática é que este é um esporte totalmente diferente, ou seja, não importa o quanto você seja bom no surf, você precisa ser humilde para aprender a teoria e a prática do tow in para atingir o preparo físico e mental necessários. Não é nada fácil!