Kelly Slater

Título engasgado

Em entrevista à revista australiana, Kelly Slater fala sobre as mudanças que deveriam ocorrer no Tour da ASP. Foto: Bruno Lemos / Liquid Eye.

 

Apesar de ter vencido em Pipe, Kelly parece não superar a perda do título mundial para Mick. Foto: © ASP / Kirstin.

Kelly estava em silêncio já há algum tempo. Depois de ter vencido o Pipe Masters e ter o possível 12º título mundial arrancado de suas mãos por Mick, em dezembro passado, pouco se ouviu do careca. Enquanto desfrutava das “férias” do Tour, que retorna com a disputa da primeira etapa do ano Snapper Rocks, na Austrália, Kelly aproveitou para conceder uma entrevista à revista australiana Stab. Inusitadamente, a entrevista foi produzida por mensagens de celular.

 

Antes da virada do ano, Kelly se envolveu em uma polêmica depois de afirmar que acreditava que a onda que deu o título mundial a Fanning, um 9,7 na batalha contra Yadin Nicol, havia sido supervalorizada. Aparentemente, mesmo depois de ter tido tempo para refletir sobre o assunto, o atleta não mudou de opinião. “Eu não digo as coisas para ser um ‘cuzão’. Foi assim que eu me senti naquele momento [como se a nota de Mick não tivesse sido justa] e não acho que minha opinião vai mudar, mas eu aceito numa boa os resultados do ano”.

 

Slater também aproveitou para negar qualquer rumor de que ele deixaria a Quiksilver e se mostrou ansioso para a etapa estreante do Tour de 2014, em Margaret River, mas afirmou que a sua etapa favorita é a de Fiji. O atleta também apontou John John Florence, Gabriel Medina e Dane Reynolds como os surfistas “a serem temidos” na temporada deste ano.

 

Kelly ainda sugeriu alguma mudanças que poderiam ser tomadas quanto as critérios de julgamento das provas da ASP. “Gostaria que existissem critérios de julgamento mais claros e que emoções não interferissem nas notas. Seria importante também garantir que os eventos acontecessem em boas ondas. Os juízes são contratados para dar suas opiniões, e não para dar notas iguais às do caras ao lado. Julgar algo é sempre subjetivo. O segredo é definir esses critérios”.

 

Slater terminou a entrevista dizendo que o seu “herói”, para a surpresa de todos, não é um surfista, e sim Nikola Tesla, inventor austríaco conhecido pelas suas muitas contribuições para a criação dos sistemas de potência elétrica em corrente alternada. “Ele foi um dos inventores do rádio e das transmissões sem fio, algo que até hoje as pessoas não conseguiram entender bem. Ele foi uma das pessoas mais interessantes do mundo. Ele quis melhorar o mundo e nossas experiências por meio da tecnologia e das ideias”.

 

 

 

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