Talento abandonado

Tininha batalha um patrocínio

Diana Cristina compete há quase dois anos sem patrocínio. Foto: Aleko Stergiou.

Desde pequena Tininha já despontava nas ondas da Paraíba. Foto: Chico Padilha.

O ano já começou para o surf feminino e as competições importantes estão cada vez mais próximas.

 

A estreia das meninas no Brasil Surf Pro 2010 acontece no início de abril em Florianópolis (SC) e o WQS já começa a pegar fogo em março, com a realização da perna australiana.

 

Estas duas competições são oportunidades de ouro para o crescimento de jovens talentos no cenário nacional e internacional.

 

Mas, sem patrocínio, fica difícil levantar grana para bancar despesas como passagem, hospedagem e outros gastos. As competições se tornam caras e a rotina dura, já que os atletas encontram cada vez mais dificuldades para exibir seu potencial.

 

Este é o caso da paraibana Diana Cristina, a Tininha, uma das maiores surfistas que o Brasil revelou nos últimos anos.

 

A atleta está sem patrocínio há quase dois anos e não tem dinheiro disponível para competir em alguns dos principais campeonatos do mundo.

 

Recentemente ela desistiu de participar do Billabong ASP World Junior Championship, evento que reuniu os melhores surfistas sub 21 do mundo em janeiro na Austrália, por falta de dinheiro e suporte para a viagem. Na ocasião, a paraibana acabou substituída por Susã Leal.

 

A atleta possui títulos como os de campeã sul-americana da ASP em 2006, tricampeã brasileira amadora, tricampeã nordestina, tricampeã paraibana, tricampeã do Petrobras Feminino nas categorias Profissinal, Júnior e Mirim, bicampeã sul-americana sub-20, vencedora da etapa do WQS 4 estrelas no Costão do Santinho em 2005, campeã do WQS no Arpoador em 2008, vice-campeã brasileira profissional em 2008, terceira colocada no ISA Junior em Maresias (SP) e quinta colocada no ISA Junior do Tahiti.

Tininha já conheceu diversos países como o Hawaii, Tahiti, Austrália, França, Portugal, Peru, Chile e Estados Unidos.

 

A paraibana tem garra e surf de sobra para dar trabalho a muitas veteranas por aí. Resta saber até quando ela vai conseguir continuar na batalha sem o apoio de nenhuma empresa.

 

Para saber como ajudar a atleta, envie mensagem para [email protected].

 

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