World Star Tour

Tihara arisco

 

Dennis Tihara comanda ataque brasileiro no segundo dia em Arica, Chile. Foto: Pablo Jimenez.

Victor Ribas passa pelo túnel gelado Foto: Pablo Jimenez.

Depois da estreia nota 10 do amigo e conterrâneo Bino Lopes na abertura do Maui and Sons, o baiano Dennis Tihara entrou com tudo na água e foi o destaque brasileiro nesta quinta-feira em Arica, Chile.

 

Em ondas geladas de até 2 metros, Tihara somou notas 7.00 e 6.40 para deixar seus adversários precisando de combinação de notas.

 

Na briga pela segunda vaga, o inglês Tom Butler levou a melhor sobre o catarinense Marco Polo e o porto-riquenho Alejandro Moreda, autor de interferência.

 

Com 17.60 pontos, o chileno Nicholas Guajardo comandou o show no pico de El Gringo. Outro chileno que estreou em ritmo eletrizante foi Guillermo Satt, atual campeão do Maui and Sons Arica World Star Tour no Chile.

 

Além de Satt, mais oito chilenos garantiram maioria dos donos da casa entre os 32 classificados para a terceira fase da etapa do ASP 3-Star, que prossegue até domingo no Chile.

 

“Estou feliz porque consegui fazer uma grande bateria”, falou Guillermo Satt, que totalizou 16,60 pontos com notas 8,85 e 7,75. “Me senti muito bem lá dentro, pois conheço muito bem esta onda. Eu surfo aqui desde os 14 anos de idade e o que eu mais quero é vencer de novo, pois sou daqui e não tem coisa melhor do que vencer em casa”.

 

Já o outro campeão da etapa chilena do ASP World Star em Arica foi eliminado em sua estreia no Maui and Sons.

 

Os experientes Anthony Walsh, da Austrália, e Victor Ribas, do Brasil, despacharam o peruano Gabriel Villaran, que venceu este evento em 2009, junto com o norte-americano Hunter Lysaught no quinto confronto do dia.

 

“Achei esta onda muito boa, pois gosto de ondas pesadas”, disse Anthony Walsh, que já havia se destacado na quarta-feira. “Sou da Austrália, mas moro atualmente no Havaí, pois é lá que tem as ondas que eu gosto. Não participo muito das etapas do WQS justamente por serem realizadas em beach breaks (fundo de areia). Mas, como este é em uma onda mundialmente famosa, decidi vir conhecer o lugar e estou adorando, apesar de considerá-la uma das mais perigosas que eu já surfei”.

 

##

Carlos Muñoz se dá mal na perigosa bancada de El Gringo. Foto: Phillip Müller.

Anthony Walsh segue com ótimas atuações. Foto: Pablo Jimenez.

Perigo à vista Realmente, apesar dos tubos espetaculares, a bancada de El Gringo é considerada mesmo uma das mais perigosas do mundo.

 

Cerca de vinte surfistas já precisaram de atendimento médico nestes dois dias de evento. Um dos casos mais graves, que teve até de ser levado de ambulância para o hospital, foi o do costa-riquenho Carlos Muñoz. Na segunda bateria da quinta-feira, ele caiu de cara nas pedras e levou sete pontos em dois cortes profundos, mas está bem, assim como todos que se machucaram.

 

Ele era o único representante da Costa Rica e os surfistas de Porto Rico também estão fora da briga do título no Maui and Sons Arica World Star Tour. Dos treze países representados no Chile, só os dois não têm ninguém na terceira fase da competição.

 

Entre os 32 classificados, o Chile continua em maioria com nove atletas, contra sete do Brasil, quatro do Peru, três do Havaí, três da Argentina e com um surfista cada a Austrália, Estados Unidos, Inglaterra, Mexico, Equador e Venezuela.

 

Mesmo com o perigo iminente, todos os surfistas estão admirados com a onda de El Gringo, principalmente os havaianos, australianos e norte-americanos. Aliás, todos foram para o Chile exatamente por causa dos tubos adrenalizantes de Arica. Na quinta-feira, o jovem Ian Gouveia, filho do maior ídolo do surfe brasileiro em todos os tempos, Fábio Gouveia, estreou com vitória no seu primeiro desafio na bancada de El Gringo.

 

“A bateria foi difícil. É um pico complicado para competir com mais três pessoas, porque fica uma certa impregnação na disputa pelas ondas”, destacou Ian Gouveia.

 

“Eu não consegui achar nenhum tubão, mas felizmente achei algumas ondas intermediárias para vencer. Essa bancada é extremamente perigosa. Antes da minha bateria, o costa-riquenho Carlos Muñoz sofreu um acidente e arrebentou o rosto inteiro, ou seja, é um lugar que você pode pegar o tubo da sua vida, mas também pode se machucar feio”.

 

Colaborou João Carvalho

 

Michelle des Bouillons desceu uma onda de quase 25 metros em Nazaré e pode entrar para a história como a mulher que surfou a maior de todos os tempos. Em entrevista exclusiva ao Waves, ela conta como chegou até aqui.

De Bells Beach a Raglan, Brasil vive quatro etapas de domínio histórico: vitórias, finais, nota 10 e os quatro primeiros do ranking mundial com a mesma bandeira.

Mais de cinquenta anos de câmera na mão: do Píer de Ipanema a Pipeline com Gerry Lopez, de Bob Marley no Havaí aos Rolling Stones no Maracanã. Fernando “Fedoca” Lima viveu e fotografou tudo isso. Agora reúne tudo em um livro.

Maior onda já surfada por uma mulher no Brasil é registrada por Michaela Fregonese durante swell histórico em Jaguaruna (SC)