
Nos dias 6 e 7/7, na praia do Meio, em Barra de São Miguel (AL), rolou a segunda etapa da copa SEEL Nordeste de bodyboard, evento válido pelo circuito alagoano. O grande campeão foi um atleta local. Explosivo dentro da água e sensível fora dela.
É a nova fase na vida do atleta Pro Tibúrcio Neto. Fruto de muito trabalho ao longo de anos dedicados ao esporte. Sua performance no evento garantiu a vitória na etapa e a liderança do ranking alagoano 2005.
?Dedico essa vitória à minha filha, Mel. Estou muito feliz, por este momento. Esse ano está sendo muito especial para mim. Tive minha filha, fiz um ano como Diretor da

escola Gênesis, em Alagoas, e vejo as portas se abrindo. Muita gente acha que minha vida é fácil, mas não é. Ralo para caramba?. desabafou um emocionado Tibúrcio, após a vitória.
Confira abaixo, uma entrevista com o bodyboarder alagoano, Tibúrcio Neto.
Como foi sua história no bodyboard. Quem são seus ídolos no esporte?
Na real, quando era criança, não curtia muito ir a praia. Morava distante dela, mas quando nos mudamos para a orla, fiz novas amizades e comecei a frequentar a praia perto de casa, alguns amigos já surfavam. Eu ainda não havia me interessado.
Minha prima começou a namorar um bodyboarder, ele começou a me levar junto e emprestar o equipamento. Fui pegando gosto pela coisa e com o tempo, ganhei dos meus pais o primeiro bodyboard. Não parei mais. As maiores alegrias uqe tive vieram desse esporte. Mas a maior de todas as alegrias foi, com certeza, o nascimento de minha filha Mel.
Meus maiores ídolos são três caras que sou fã de carteirinha: Marcio Torres, Uri Valadão, Guilherme Tâmega, esse último sem comentarios. É a maior referência do bodyboard no mundo. GT traçou metas, conquistou e continua conquistando. Cara impressionante.
Uri Valadão é um exemplo de atleta dentro e fora da água, um monstro como atleta. Fora das ondas é um cara tranquilão, bom carater, muito simples e amigo. E falar de Marcio Torres é muito fácil, temos uma amizade muito boa e o considero um irmão. Mesmo a distância, procuro estar atento no que ele faz.
É a minha maior referência como ser humano e o maior incentivador do trabalha em prol do esporte que realizo na escola Gênesis Alagoas. Aqui em alagoas tenho bons exemplos a seguir e grandes amigos, que ajudam muito em meu desenvolvimento e amadurecimento esportivo.
Como a carreira de competição ficou definida?
Foi a partir de 1998. Venci a Copa Nordeste na categoria Amador, aqui na praia do Francês. Foi animal! daí por diante levei realmente a sério o esporte,ví que poderia ir mais fundo e foi o que fiz, hj faço dele minha vida , nen sei o que faria se não estivese no meio do BB.
Você consegue viver só de bodyboard?
Não acho que o empresário olhe o esporte de forma amadora. Penso que o atleta é um dos culpados. É difícil arrumar patrocínios, mas muitos atletas são acomodados. Acham que o patrocinador vai bater na porta e dizer: Ei, quero te patrocinar. Não é bem assim. Primeiro o atleta deve ter um planejamento de competições e mostrar organização. É um pouco difícil por não termos calendários definidos. Mas não podemos desistir por isso, precisamos nos valorizar.
Tem muito empresário que pensa estar dando esmola, como se falasse: Vou dar uma ajudinha para esse atleta. É o que muitos pensam, cabe aos atletas acabar com isso. Infelizmente, poucos atletas vivem do esporte, aqui no estado não é diferente. Eu ainda não vivo de bodyboard, mas esse é um dos meus sonhos e espero realizar.
Qual a importância da escola Gênesis em sua carreira?
Foi preciso amadurecer muito para iniciar o projeto da escola Gênesis em Alagoas. É um projeto sério e de grandes proporções, Marcio Torres sempre disse que o projeto deve ser prioridade, pois lida com o aprendizado e sonhos de varias pessoas. Sempre que surgia a idéia da escola, eu pensava: Pô, e quando o mar estiver irado, como vai ser dar aula? E se eu estiver com vontade de treinar?
Nessa, percebi o quanto teria que me dedicar a escola. Os anos foram passando e percebi que poderia me doar mais ao esporte e as pessoas que fazem parte dele. Comecei a entender o verdadeiro sentido da escola. Ela seria uma ferramenta para expansão do amor. Amor pelas pessoas, pela vida. E ainda lutar por algo que acredito.
Comecei o trabalho em 11 de junho de 2004, e junto com o apoio de Marcio Torres surgiu a escola Gênesis alagoas .
Sei fazer pouco, comparado ao trabalho de tanta gente com mais tempo no esporte. Vou continuar trabalhando e ajundando as pessoas. E apresentando nosso esporte da maneira mais saudável.
Quais os planos para o futuro?
Trabalhar em prol do bodyboard em Alagoas. Fortalecer o crescimento das marcas que apoiam nosso esporte e atletas. Trabalhar também meu desenvolvimento pessoal e amadurecimento esportivo. Treinar bastante e competir, competir, competir. Hehehe.
Deixe um recado pra galera do bodyboard.
Brigadão a todos por tudo. Pratiquem o bodyboard. E comecem pelas escolinhas, é claro!