
O bodyboarder carioca Thiago Vilela esteve fora do cenário em 2003. Com 23 anos e formado em administração de empresas, Thiago é um dos destaques do filme Mutação Que!
Morador da Barra da Tijuca, ele tem um dos melhores estilos da atualidade e sua especialidade é o 360 invertido aéreo.
Nessa entrevista ele fala de seu retorno e do futuro do esporte.
Em 2003 você ficou um pouco longe das ondas e das filmagens. Algum motivo especial?
No inicio do ano eu estava em fase final na faculdade de Administração que cursava. E, junto com isso, muito trabalho. Logo após minha formatura, tive um problema na cervical e ainda estou em recuperação.

Alguns consideram seu surf o mais bonito do esporte, com estilo nas ondas e linha de
manobras. Você acha isso importante no bodyboard?
Eu sempre me importei com o estilo, mas não ao ponto de fazer pose na onda. Para ter um estilo legal, tem que ser natural e fazer as manobras parecerem “easy”.
Qual é a sua manobra predileta? É fácil mandar?
Provavelmente é o tubo, mas seria injustiça deixar as outras manobras de lado. Nos ultimos anos venho treinando muito os invertidos, procuro mandar em qualquer parte da onda, por isso acabou virando uma especialidade minha.
Quem é a “bola da vez” no esporte? A revelação do bodyboard.
É muito dificil dizer, temos muitos caras bons no Que! Hahaha… Mas acho que o Dudu está em alta. Cada dia que passa ele vem mostrando o porquê de ser considerado um dos maiores big riders do Brasil.

Você sempre esteve por dentro dos filmes gringos de bodyboard, desde moleque… Os filmes são importantes na formação de um atleta?
Eu sempre gostei muito de ver os vídeos gringos. Os caras surfam de uma maneira diferente da grande maioria dos brasileiros. Talvez seja porque os brasileiros ficam muito limitados às competições, fazendo com que o surfe fique restrito as manobras repetidas e forçadas. Na realidade, eles não conhecem a onda, só fazem a mesma coisa o tempo todo, não diversificam… Acho que aprendi muito mais com os vídeos do que com as competições.