Durante o mês de agosto, o shaper Thiago Cunha viajou 20 dias pela França, acompanhando os atletas de sua equipe nos eventos do WQS.
Vendeu pranchas e fez contatos com diversas lojas com o objetivo de aumentar suas vendas para a Europa. Em sua passagem pelo ?velho continente?, visitou várias fábricas na França e, inclusive, a da Pukas, em San Sebastian, Espanha.
?Nas inúmeras fábricas que visitei na França e na Espanha, tive a grata satisfação de observar que estamos totalmente sintonizados com o modelo de produção e com a concepção de fábrica que há, e que nossa produção é também significativa em relação aos mercados. Isso sem dúvidas é estimulante para nós, criando a possibilidade de melhorarmos ainda mais nossa estrutura e atendermos de maneira diferenciada nossos clientes e amigos? comenta Thiago B. Cunha.
Durante sua viagem, o shaper formou uma caravana junto com alguns brazucas como André Silva, Bernardo Pigmeu e Jean da Silva, entre outros, mantendo contato direto com atletas tops do tour, podendo assim trocar informações e conhecimento com shapers como Johnny Cabianca (Pukas), Hiucif Rahim (HR longs e Malibus), Alex Sonis (Sonissurfboards), Swop (Swopsurfboards), Morous Fabrice (Blend Glassing co) e Jean (Euroglass).
Nessa passagem, apresentou também o Power Finish, novo modelo de laminação já apresentado no Brasil que foi identificado por todos como sendo realmente eficiente e moderno, trazendo uma nova possibilidade de pranchas mais leves e duradouras sem deixar dúvida.
Na França, TC também teve a oportunidade de conhecer a ACS (Associación Clean Shapes) entidade dirigida pelo franco-brasileiro Alexandre Sonis que visa buscar alternativas para se produzir de maneira mais limpa e para a reutilização do lixo das fábricas e melhoria na qualidade do ambiente de trabalho para o trabalhador.
Thiago estava em perfeita sintonia com o assunto que está sempre presente na filosofia de trabalho da Power Glass, uma vez que o próprio TC vem da produção, onde trabalhou muitos anos como lixador e laminador antes de começar a shapear.
Na ocasião Thiago pôde apresentar sua visão para reutilização do lixo das fábricas. ?Muito se fala em produção limpa, imaginando que possa existir algum material 100% biodegradável; outros ainda imaginam que é possível ter um material que seja 100% reciclável. Isso é impossível, sendo o material derivado do petróleo. O que é possível é reutilizarmos o lixo, e é nessa tecla que a Power Glass procura pautar seus estudos. Pode-se, a partir do detrito de pranchas e dos resíduos da produção, criar novos subprodutos vindos desse mesmo material? fala Thiago.
?Nós temos alguns artistas plásticos que utilizam resíduos da nossa fábrica para criar peças decorativas e utensílios para o lar, como porta lápis, peso de mesa, suportes para cinzeiros, abajures, etc. Agora estamos buscando parceiros que tenham capacidade de desenvolver, juntamente conosco, uma forma de triturar restos de produção e pranchas abandonadas, para depois misturá-las com uma goma, onde possamos produzir folheados e divisórias acústicas, por exemplo, e outros diversos subprodutos para inúmeras outras utilidades?, completa TC.
Thiago, que é reconhecido no mercado como descobridor de talentos por ter lançado muitos atletas totalmente desconhecidos e que agora figuram entre os grandes nomes do tour, afirma que isso é ideologia de trabalho.
?Se não fomentarmos novos seguidores para o esporte, não teremos verões com vendas no futuro. Investir na garotada é investir no futuro. É certo que nem todos poderão se tornar campeões nas competições de surf, mas certamente faremos deles campeões na vida, e isso que é realmente importante?.
Fazendo uma análise dessa sua primeira viagem internacional, Thiago Cunha diz que realmente foi um desafio superado. ?Fui para um país no qual não conhecia a língua, onde você desconhece totalmente o que vai encontrar pela frente, uma vez que essa foi minha primeira experiência fora do Brasil, e só quando eu chegasse lá é que eu saberia onde e com quem eu ficaria. O Brasil eu conheço muito bem, já viajei de Norte a Sul e conheço os mais remotos e distantes lugares, viajei a minha vida toda. Quando se é jovem isso é bastante natural, e qualquer resultado é um bom começo”, diz Thiago.
“Mas, para quem tem compromissos diários aqui, fica complicado ir e voltar sem um resultado concreto, e esse foi o grande desafio. Felizmente tudo deu certo, as coisas aconteceram de uma forma mágica, e a experiência foi única para mim. É preciso trabalhar com dedicação e afinco para atingir objetivos, pois na vida nada vem fácil. Porém, não existe inatingível para quem sabe onde quer chegar?, conclui o shaper.

