
Um terremoto de 9 graus na escala Richter registrado na ilha de Sumatra, na Indonésia, gerou ondas gigantes que mataram mais de 12 mil pessoas em sete países do sudeste da Ásia: Sri Lanka, Índia, Tailândia, Malásia, Maldivas e Bangladesh, além da própria Indonésia.
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O abalo é o mais forte ocorrido nos últimos 40 anos no mundo.
O terremoto aconteceu às 22h59 de sábado (horário de Brasília) e durou cerca de sete minutos.

O tremor provocou um fenômeno conhecido por tsunami, que são ondas gigantescas, na região. As ondas são provocadas por uma grande mudança na terra, embaixo do oceano. Essa oscilação cria uma coluna de água que ganha velocidade e altura na medida que se aproxima da costa.
Os abalos na região são freqüentes porque o arquipélago indonésio está localizado no chamado “anel de fogo do Pacífico”, uma área de grande atividade sísmica e vulcânica.
Segundo o site europeu Surfers Village, a ilha de Nias está localizada bem próxima do epicentro do terremoto e as últimas notícias informam a destruição de hotéis e casas na passagem do tsunami, causando muitas mortes na região, descrita como “Ponto Zero”.
Nos últimos meses, a Indonésia sofreu outros dois terremotos fortes: na província de Papua, onde 29 pessoas morreram, e na ilha de Alor, onde foram registradas 26 mortes.
No Sri Lanka, quase 4 mil pessoas morreram. As regiões leste e sul, de maioria muçulmana, foram as mais afetadas.
Já no oeste do país, o nível das águas subiu perigosamente, inclusive em Colombo, a capital. Além disso, cerca de 300 detentos fugiram de uma prisão de segurança máxima destruída pelas ondas gigantes provocadas pelo terremoto.
Na Índia, o número de mortos pelos tsunamis subiu para 3,2 mil pessoas, de acordo com a imprensa local, e milhares continuam desaparecidas. O lugar mais afetado foi o estado de Tâmil Nadu, com mais 1,7 mil mortos, 900 deles no porto de Nagapatinnam. As ondas de mais de seis metros de altura inundaram as ilhas de Andaman e Nicobar e diversos pontos da península de Bengala.
Na Indonésia, os últimos dados oficiais elevam para 4,2 mil o número de mortes e 30 mil o de pessoas atingidas. A maior parte morreu em Banda Aceh, a capital provincial de Aceh. As redes de energia e telefônica de Aceh ficaram danificadas, o que prejudica a comunicação e dificulta a aferição da magnitude do desastre.
Os estragos poderiam ter sido maiores na Malásia, onde morreram cerca de 30 pessoas, caso este país não tivesse a proteção da ilha de Sumatra. Ainda assim, o abalo foi sentido em vários estados. Já no litoral sul da Tailândia, aberto ao Oceano índico, os últimos números do Ministério do Interior falam de 310 mortos, cinco mil feridos e mil desaparecidos. Pelo menos 14 mortos são turistas estrangeiros, segundo a imprensa.
Os lugares mais afetados são os centros turísticos de Phuket, Phi Phi, Phang Nga e Krabi, que estavam em plena alta temporada no fim de ano. As informações locais dão conta de uma situação de caos, desolação e comunicações cortadas. Já os vôos de Bangcoc para o aeroporto de Phuket foram suspensos temporariamente.
O Papa João Paulo II expressou sua dor pelos milhares de mortos no terremoto e pediu à comunidade internacional que se mobilize para levar ajuda às populações atingidas.
O Reino Unido já enviou várias equipes de ajuda para a ilha de Phuket e para o Sri Lanka, informou hoje o ministério de Assuntos Exteriores do país.
No entanto, os trabalhos de resgate na Indonésia, na Malásia e na Tailândia estão sendo prejudicados pelo nível elevado do mar e pela falta de luz solar.

Veja o balanço parcial da tragédia
Sri Lanka Segundo dados do governo, 4 mil pessoas morreram neste país, a maioria idosos e crianças e há mais de 1,6 mil feridos. As ondas arrasaram comunidades costeiras inteiras, e o nível das águas subiu perigosamente no região oeste, inclusive na capital Colombo, o que forçou a população a deixar suas casas. Estima-se que haja um milhão de desabrigados.
Índia O número de mortos chega a 3,2 mil e há milhares de desaparecidos, o que significa que o número total de vítimas pode ser muito maior. As ondas, de mais de seis metros de altura, inundaram as ilhas de Andaman e Nicobar, assim como vários pontos da península de Bengala.
Indonésia O Ministério da Saúde da Indonésia elevou para 4,2 mil o número de mortos pela tragédia. Para se ter uma idéia do tamanho das ondas, cadáveres foram localizados em galhos de altas árvores. A zona mais afetada foi a de Aceh, na ilha de Sumatra.
Tailândia O último número oficial é de 310 mortos, cerca de 5 mil feridos e mil desaparecidos. Há informações de que muitos turistas foram levados pelas águas e no sul do país há um número indeterminado de desaparecidos nas ilhas Phuket e Phi Phi, que estavam cheias devido à alta temporada.
Malásia O saldo é de 30 mortos, dez no estado de Penang e cinco em Kedah. Vários edifícios foram desocupados em conseqüência dos abalos sísmicos, que duraram dois minutos na localidade.
Bangladesh Há registros de pelo menos duas mortes. A localidade costeira de Chittagong, no sul do país, registrou um tremor de 7,36 graus na escala Richter.
Maldivas Por enquanto, apontam-se 15 mortos, apesar de a costa sudoeste, frequentada por milhares de turistas, ter ficado parcialmente inundada. O número de vítimas não é oficial.
O que é tsunami
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Tsunami é significa “onda de porto” em japonês. Oceanógrafos tratam ondas sísmicas como tsunamis por serem normalmente geradas por aumento ou diminuição súbita de parte da crosta terrestre sob ou perto do oceano.
Ondas tsunami de força menor também podem ocorrer por atividade vulcânica, geralmente no Oceano Pacífico.
Uma tsunami não é uma única onda, mas uma série que percorre o oceano com velocidade acima de 800 quilômetros por hora.
Ao atingir a costa, diminui a velocidade da ondulação. Mas, em contrapartida, aumenta a altura das ondas, podendo alcançar 30 a 50 metros.
Em 1883, tsunami formado depois da erupção do vulcão Krakatoa, entre as ilhas indonésias de Java e Sumatra, matou 36.000 pessoas. A passagem do tsunami foi registrada até no Panamá.
Em julho de 1998, dois terremotos submarinos de magnitude 7,0 criaram três tsunamis que mataram pelo menos 2.100 pessoas perto da cidade de Aitape, na costa norte de Papua Nova Guiné. (Fonte: Tsunami.org)