Pedro Manga

Teahupoo a bordo

Viver em um veleiro no Tahiti está sendo uma experiência das mais agradáveis. Sempre havia sonhado com isso, mas foi somente alguns meses atrás, quando meu amigo Diego chegou à Polinésia francesa com seu veleiro, que pude descobrir o quão divertido é viver no meio do mar.

 

Para alguém que pega onda, é uma boa forma de estar conectado com os elementos. Barcos são sensíveis a qualquer mudança de vento ou de energia no oceano, o que ajuda bastante na hora de identificar os melhores momentos do mar.

Apesar dessa temporada no Tahiti não estar sendo das melhores em termos de ondas, ainda assim rolaram vários dias pequenos e perfeitos ao longo dos últimos dois meses. Mas foi somente semana retrasada que rolou o primeiro mar um pouco maiorzinho, com algumas séries de 2,5 metros quebrando na bancada de Teahupoo.

 

Gravei algumas imagens do dia-a-dia e fiz esse clip para mostrar um pouco daqui. As ondas foram filmadas pelo meu amigo Diego, que estava sozinho em seu pequeno bote inflável, dirigindo e filmando ao mesmo tempo, e por isso estão um pouco tremidas (por isso que abusei da câmera lenta na hora de editar).

 

Ele ficou filmando mais ou menos uma hora, mas eu fiquei surfando o dia inteiro, literalmente. Só parei de surfar porque comecei a sentir uns calafrios, acho que foi sol demais.

 

Voltei ao barco no final do dia exausto, tudo que eu queria era minha cama. Mas, quando me deitei, não conseguia dormir, excitado de saber que no dia seguinte as ondas estariam maiores.

 

Quando acordei na manhã seguinte, o mar estava mau, tinha entrado a maior ventania. Queria aproveitar a oportunidade para agradecer ao meu preparador fisico Leonel Villeroy (Timevilleroy.com.br/site), que, com o treinamento funcional, me ajudou na recuperação de mais uma lesão, essa mais recente, sofrida em Pipeline, no Hawaii, em dezembro passado.

Agradecimentos: Freesurf e Diego Imóveis (Diegoimoveis.com).

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