
Em 1998, o ex-surfista profissional Ricardo Tatuí realizou uma das suas maiores conquistas.
Iniciou, junto com a Prefeitura Municipal de Niterói, o projeto social Ricardo Tatuí, voltado para crianças com pouco recursos.
O objetivo é usar o esporte como ferramenta para a educação e sociabilização de meninos e meninas das escolas das redes municipais e estaduais.
“Temos em Niterói 52 escolas municipais e 62 escolas estaduais, o que representa cerca de 55 mil jovens. Isso explica a importância e responsabilidade do projeto”, fala Tatuí, que foi um dos primeiros representantes do Brasil no WCT.

Além das aulas práticas de surf, são feitas sessões de alongamento, brincadeiras com as crianças, lições de respeito ao meio ambiente, aulas sobre o direcionamento dos ventos e remada.
Os alunos também aprendem noções de biologia marinha. O projeto está fazendo coleta de lixo e limpeza de casca de marisco na praia de Itaipu.
Sempre que necessário, os consertos das pranchas são feitos junto com os alunos, objetivando o aprendizado da técnica desse ofício.
“Nossa intenção para 2005 é transformar esse momento de aprendizagem em uma Oficina de Prancha para geração de trabalho e renda”, revela Ricardo Tatuí.
Não só as crianças inscritas no projeto, mas também seus familiares, poderão participar. As crianças serão levadas mensalmente para uma sessão de filmes voltados para o surf ou outros esportes. O objetivo é provocar discussão, entretenimento e cultura.
O projeto de Tatuí visa atender 200 crianças por semestre, tendo totalizado a incrível marca de 2400 crianças em seis anos.
Essa iniciativa viabiliza que jovens de 8 a 18 anos pratiquem modalidades desportivas até então restritas às pessoas com maior poder aquisitivo. “É uma forma de democratizar a prática do desporto nas escolas municipais e estaduais e comunidades carentes. Quem sabe até atletas profissionais”, finaliza Tatuí.
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