
O baiano Flávio Costa, 26, não acreditou quando soube que seria convidado para encarar as maiores estrelas do surf mundial no Nova Schin Festival, etapa do WCT que acontece em Santa Catarina.
“Tampa”, como é conhecido entre os amigos, recebeu o wildcard da organização da prova por ter finalizado o circuito brasileiro na terceira posição.
Apenas um convite seria dirigido ao ranking nacional, mas a extensa lista de atletas contundidos do WCT fez com que novas vagas fossem abertas.

Pelo circuito brasileiro entraram Fabinho Gouveia, o vice-campeão Odirlei Coutinho e Flávio Costa. A Federação Catarinense também acabou com três convites – Diego Rosa, Guilherme Ferreira e Guga Arruda.
Os melhores brazucas no ranking do WQS entraram na jogada – Adriano Mineirinho, Pedro Henrique, Jihad Khodr e Yuri Sodré.
A Billabong, que apresenta o Nova Schin Festival, convidou Pablo Paulino. Completando a enorme lista de convidados, o cearense Heitor Alves foi premiado por ter vencido o WQS na praia Mole.
“Poxa, confesso que nem esperava ser convidado. Não imaginava que tantos atletas ficassem contundidos ao mesmo tempo. Recebi a notícia durante o WQS na praia Mole e fiquei amarradão por ter a chance de mostrar meu potencial contra os melhores do mundo”, revela Flávio, que nasceu em Ilhéus e foi morar no Rio de Janeiro há quatro anos.
Por pouco o atleta não estreou com vitória no Nova Schin Festival 2005. Durante boa parte do tempo ele chegou a liderar o confronto contra o australiano Trent Munro e o carioca Victor Ribas.
“O engraçado é que caí justamente com o Trent Munro, que também é baixinho e tem como principal qualidade o surf de backside”, fala Flávio, que já foi comparado ao australiano por diversas pessoas, inclusive Taiu Bueno, colunista do Waves.Terra e lenda viva do surf brasileiro.
As esquerdas de meio a 1 metro eram o cenário perfeito para o esperado “duelo do backside”. Porém, esqueceram de dar o recado ao goofy Victor Ribas, que roubou a cena com um surf rápido e agressivo. Vitinho totalizou 14.26 pontos em vinte possíveis, contra 13.10 de Flávio e 9.66 de Munro.
“A bateria foi legal, pena que não consegui encontrar uma segunda onda boa para ratificar a vitória. Mas, estou motivado para dar a volta por cima na repescagem”, diz Flávio, que teve notas 7.33 e 5.77 no confronto.
O baiano aguarda as baterias pendentes do primeiro round para conhecer seu próximo adversário. “A única coisa que sei é que vem mais uma pedreira por aí, pois no WCT só tem fera. As ondas estão pequenas, mas tenho treinado arduamente para não perder o ritmo e tentar fazer bonito na competição”, conclui Flávio Costa.