Ciclone Oli

Tahiti em alerta vermelho

Montanhas de Teahupoo antes do ciclone que assolou a Polinésia Francesa. Foto: Isabelle Nara.

Os paraísos tropicais da Polinésia Francesa foram atingidos por uma tempestade tropical que se transformou em ciclone, denominado Oli. Autoridades do Tahiti e Moorea estão em alerta vermelho para evacuar as áreas mais expostas ao ciclone, zonas litorais e margens dos rios.

 

Uma inundação generalizada assolou as regiões costeiras e muitos moradores foram obrigados a deixar suas casas que foram danificadas, seguindo para refugio em prédios e em zonas de maior altitude. A estimativa é de que os ventos passaram de 150 km/h e as ondas passaram de 8 metros.

 

A tempestade transformou-se em ciclone na última quinta-feira (4/2) e atingiu o Tahiti nas últimas horas. Foi registrada apenas uma vítima fatal até o momento, um homem, que foi arrastado pela força no mar e dos ventos e não resistiu.

 

Bora Bora foi atingida antes pela catástrofe natural, quee provocou vários estragos para a população local e alguns feridos, cerca de 600 turistas não puderam se deslocar e foram levados para hotéis e abrigos na altitude. Autoridades do território francês na Oceania tiveram dificuldades em evacuar o povo que vive nas menores ilhas do arquipélago, por motivo de recusa de saírem de suas casas.

 

Um pescador foi resgatado no mar. A movimentação de todos os meios de transporte está temporariamente interditada, inclusive os aeroportos. O ministro francês declarou ajuda militar e órgãos civis para a população logo depois da passagem do ciclone.

 

Em fevereiro de 1906, um ciclone com ventos de 193 km/h e ondas de 20 metros de altura, varreu aldeias inteiras no Tahiti, fazendo até mesmo ilhas desaparecerem, causando a morte de cerca de 10 mil pessoas. Sobre a década de 80, a ilha experimentou ciclones tropicais severos. Em 1982 e em 1983, os ciclones atingiram as ilhas diversas vezes, causando danos severos durante a estação das chuvas que acontece de novembro a março. 

 

A Polinésia Francesa é um território marino com 2,5 milhões de km², dos quais só 4 mil de terra firme. 118 ilhas e atóis repartidos em cinco arquipélagos situados ao sul do Oceano Pacífico denominados: Marquesas, Gambier, Austral, Tuamotu e Sociedade, este ultimo é onde ficam as ilhas mais famosas Tahiti, Moorea, Bora Bora e Huahine.

 

A polinésia tem mais de 210.000 habitantes, sendo 140.000 no Tahiti, a maior ilha e onde fica a capital da Polinésia – Papeete. Normalmente os dias os dias são ensolarados e água com temperatura  agradável.

 

A ilha do Tahiti consiste em duas porções quase circulares com o centro de montanhas vulcânicas. Tem o comprimento de 85 km nos pontos mais distantes e cerca de 1036 km². Tahiti Nui ou grande Tahiti é denominada a parte Nordeste e a Sudeste é o Tahiti Iti (pequeno Taiti) ou Taiarapu.

 

As ilhas são conectadas por um isthmus chamado de Taravao, uma pequena cidade. A parte Tahiti Nui é bem populosa principalmente perto de Papeete. Já no lado oposto ao da capital se encontra o famoso pico de surf de Teahupoo, onde acontece o campeonato mundial de surf da ASP.

 

Neste ano de 2010 o evento da ASP que sempre foi realizado entre o final de abril e maio mudou de data com janela de espera entre 23 de agosto e 12 de setembro. Vamos fazer uma corrente de fé e solidariedade para que este paraíso do nosso planeta consiga superar esse desastre natural.

 

Michelle des Bouillons desceu uma onda de quase 25 metros em Nazaré e pode entrar para a história como a mulher que surfou a maior de todos os tempos. Em entrevista exclusiva ao Waves, ela conta como chegou até aqui.

De Bells Beach a Raglan, Brasil vive quatro etapas de domínio histórico: vitórias, finais, nota 10 e os quatro primeiros do ranking mundial com a mesma bandeira.

Mais de cinquenta anos de câmera na mão: do Píer de Ipanema a Pipeline com Gerry Lopez, de Bob Marley no Havaí aos Rolling Stones no Maracanã. Fernando “Fedoca” Lima viveu e fotografou tudo isso. Agora reúne tudo em um livro.

Maior onda já surfada por uma mulher no Brasil é registrada por Michaela Fregonese durante swell histórico em Jaguaruna (SC)