Um contador está desaparecido desde às 7h30 de sábado. Augusto Aguiar, 31 anos, sumiu em Peruíbe, litoral Sul de São Paulo, onde passava o final de semana com a família. Ele saiu cedo para surfar e desapareceu.
A prancha do rapaz foi encontrada por duas crianças, por volta do meio-dia, na areia, segundo relato de Licínio Coelho, primo da esposa do contador. O leash estava intacto, assim como a prancha, por isso a família acredita que Aguiar possa ter sido sequestrado.
De acordo com Coelho, imagens das câmeras de segurança da casa em que o Aguiar estava hospedado mostram-no se dirigindo à praia, mas não têm ângulo para ver se ele chegou a entrar no mar. “A nossa esperança é que ele não tenha entrado, que alguém tenha pegado ele no caminho”, diz o primo.
Mas a polícia trabalha com a hipótese de afogamento, uma vez que, até o momento, não há nenhuma informação sobre o paradeiro de Aguiar, e a família não recebeu nenhum pedido de resgate. O investigador de plantão na delegacia da cidade diz que uma testemunha teria visto Aguiar na água, surfando, e teria inclusive identificado a prancha encontrada na areia depois.
Os bombeiros, chamados ao local pela família quando a prancha foi encontrada, iniciaram as buscas imediatamente, ainda no sábado. Os trabalhos foram interrompidos quando não havia mais luminosidade e retomados na manhã deste domingo.
De acordo com a corporação, “as buscas só vão parar quando o corpo for encontrado ou se o comando do Guarujá determinar”. Há duas embarcações, que ampliam o raio da busca de superfície a cada dia, e o helicóptero Águia sobrevoa a região “esporadicamente”.
“Sentimos que os bombeiros acham que ele se afogou, mas alguns bombeiros já disseram que quando o surfista se afoga e a prancha chega na praia, em geral a cordinha (que prende no pé) está arrebentada, e não é o caso. Há alguma coisa que não se encaixa”, comenta o primo da esposa de Aguiar. Outro fato que leva a família a acreditar que o caso pode não se tratar de afogamento é que o mar de Peruíbe é calmo.
Os bombeiros dizem que não há como determinar em quanto tempo o corpo poderia chegar à praia, caso se confirme o afogamento. “Não é como um rio, no mar as correntezas são divergentes. Alguns corpos chegam quase na mesma hora ao litoral, outros nunca chegam”, explica o cabo de plantão do corpo de salvamento do município.
O mesmo oficial diz que a prancha encontrada estava sem parafina, o que indicaria que o surfista era iniciante, uma vez que “todo surfista mais experiente” usa a cera antes de entrar na água. Mas Coelho afirma que Aguiar surfava quando era mais jovem, embora estivesse há cinco anos longe do hobby.
“Ele nadava bem, acabou de fazer um curso de mergulho”, acrescenta o primo da esposa.
A hipótese da família de sequestro havia inicialmente sido sustentada pelas imagens das câmeras de segurança, que mostravam duas pessoas andando na mesma direção que Aguiar, como se o estivessem seguindo. Mas uma segunda análise identificou um cachorro junto às pessoas, que seriam apenas vizinhos passeando o animal de estimação.
No Facebook, familiares e amigos criaram a comunidade Ajudem-nos a encontrar o Augusto, aberta e que tem os números de contato caso haja informações sobre o desaparecimento de Aguiar.
Fonte Portal Terra