Foto 2: Santiago Roig.

Foto 3: Santiago Roig.

Foto 4: Santiago Roig.

Foto 5: Santiago Roig.

Foto 6: Santiago Roig.

Foto 7: Santiago Roig.

Foto 8: Santiago Roig.

Gringo sobrevoa as praias do litoral paulista. Foto: Silvia Winick.

Gringo em mais uma decolada. Foto: Silvia Winick.

A nova geração de Santos (e proximidades) está crescendo em todos os sentidos. Não é um processo tão rápido quanto a maioria pode imaginar, mas a cada dia que passa aqueles que treinam sempre quando tem onda estão evoluindo mais rápido do que os demais, tentando novas manobras e aéreos mais complicados. Às vezes muitas pessoas não entendem como isso é possível, mas com muito treino e persistência acabam conseguindo.

 

O surf sempre evoluiu e nunca vai parar, imagine daqui há uns 100 anos, todos irão pensar diferente, o surf vai estar tão evoluído que aéreo vai ser inútil e batidas e rasgadas estarão extintas completamente, só farão parte da história e nada mais.

 

Nascer e crescer surfando em Santos (SP) pode ser um pesadelo para muitos e um privilégio para outros. Pesadelo no sentido de que antigamente as ondas eram muito melhores e o crowd muito menor, e privilégio no caso de um surfista que sempre morou no interior vir morar por aqui.

 

s ondas como muitos já sabem não são nada parecidas com algum pico super conhecido que dê altas, mas tem seus dias clássicos, apesar de demorar um pouco. Em mais ou menos 10 anos de surf já peguei várias vezes quebrando muito bom, mas a maioria dos fissurados não tem paciência de esperar (claro) e vai pro Guarujá, pro litoral norte e outros picos.

 

Dependendo da grana, no meu caso, acostumado a surfar ondas horríveis desde que iniciei no surf, ir para o Guarujá e pegar umas ondas fortes, tubulares e quebrando relativamente perto da areia é a melhor forma e mais rápida de sair da dura realidade do meio metro gordo e mexido.

 

Sempre achei que os surfistas de Santos mereciam algum tipo de prêmio por conseguir surfar uma onda tão gorda quanto essa, às vezes no inside, e quando passa de um metrão ela fica um pouco mais em pé, mas não muda muito. Nunca esqueço de uma coisa que meu irmão me falou, “surfista de santos surfa bem em qualquer onda”.

 

Estou falando isso tudo porque quero mostrar aos outros que mesmo surfando em ondas medíocres (comparado a outros picos) muitos conseguem quebrar mais do que outros que surfam ondas boas todos os dias. Não sei se é talento natural de cada pessoa, força de vontade acima do normal ou os dois, porque quem está aqui todo dia sabe que a rotina é dura, e os dias de flat são vários, principalmente no verão.

 

O entrevistado de hoje, Wellington Magalhães, o “Gringo”, prova que surfar ondas horríveis no processo de evolução do seu surf não foi um grande obstáculo, mas quando começou a surfar ondas melhores em outros picos melhorou ainda mais.

 

Para ver alguns aéreos filmados do “trickster” assista Lombrô 3 ou aguarde o novo filme da marca Weird, que tem previsão pra ser lançado antes do próximo inverno. Pronto, já podem se rebelar aí no fórum. Valeu e até sei lá quando.

 

Nome, local, idade e tempo de surf?

Wellington “Gringo”, local de Santos, 21 anos, 10 anos de surf.

 

Como começou a surfar e por que?

Comecei quando um vizinho me convidou, e depois que fiquei em pé, não larguei mais.

 

Patrocínio, apoio ou nada?

Lost, Weird, Rip Wave, Ruber Stick, Fuwax.

 

 Filme de surf favorito?

Lombrô  3, de Rafael Mellin.

 

Em quem ou em que você se inspira?

Sempre me inspirei nos meus amigos, caras como Pinguin, Fabinho, Baby, Bisteca, Gustavo, Santiago, Marcos, pois estão evoluindo o surf  brasileiro com manobras revolucionárias.

 

Música?

Hardcore, Sonic Sex Panic, No Way, Sprung Monkey, Peg Boy, Cigar, etc?

 

Coisa pra comer?

Garotas.

 

Tipo de onda que dá pra detonar?

Qualquer tipo.

 

Mulher dos sonhos?

Do tipo que seja sincera e que não queira ser o que não é, pois não ligo para aparência, mas sim para personalidade.

 

Melhor manobra sem ser tubo?

Aérea, pois me preocupo muito com o futuro das manobras, e quanto mais a galera se esforçar para criar manobras novas o surf não vai parar de evoluir.

 

Melhor prancha?

Minha vigésima cópia de uma Rip Wave 5’11, feita por Beto Loureiro.

 

O que te deixa injuriado?

Querer fazer alguma coisa e ser atrapalhado.

 

Onde surfa e por que?

Guarujá e Santos, porque é perto de casa então posso treinar toda hora.

 

Manobra mais difícil?

Nenhuma, pois tudo é questão de treino. Se você se esforçar ao máximo, por mais que erre mil vezes, com certeza vai completar.

 

Foto ou filmagem?

Dou valor aos dois trabalhos, acho que filmagem é mais real porque você vê realmente a manobra completa, foto você não sabe o que realmente aconteceu, se o cara voltou aquela manobra animal ou não, fica sempre na dúvida.

 

Futuro das manobras técnicas?

Estão evoluindo mais rápido que imaginava, principalmente no Brasil. Tem muitos moleques desconhecidos fazendo coisas nunca imaginadas no surf como manobras de skate, snow e free style motocross. Menos os competidores, que só treinam anos e anos para dar 20 batidas na onda, e não arriscam manobras atuais com medo de perder a onda, sendo que a manobras atuais, como um gorkin flip, shinkwrap (se é que conhecem) pode dar 10 pontos.

 

Alguma coisa a acrescentar?

Desde que comecei a surfar nunca imaginei chegar ao nível que estou hoje, por isso o recado que eu dou é que nunca desistam de chegar onde quiserem, pois nada é impossível, mas para isso acontecer é preciso muito esforço. Nunca desistam!!

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