Surf seco

Surfe online

O surfe e a Internet têm tudo a ver. Para começar, usando os sites de previsão de ondas, hoje em dia fica muito preciso um surfista estar no lugar certo na hora certa.

 

A previsão do tempo e dos ventos vem para completar as ferramentas. Se você é um profissional ou freesurf e quer ondas de qualidade, fica muito mais fácil de estar no lugar certo quando as coisas acontecem.

 

Apesar do valor que o esporte tem hoje, ele ainda não está totalmente massificado… ainda.

 

Uma comparação distante ao futebol, tênis ou algum esporte olímpico, nos quais os direitos de transmissão das imagens são negociados e

comprados pelos grandes monstros da mídia.

 

Estamos no melhor momento para poder acompanhar o WCT, que hoje acontece nas melhores e mais remotas ondas do planeta.

 

A transmissão online em alta velocidade, assistida em um computador moderno e com uma placa de vídeo possante, fica melhor do que numa televisão. Fiquei impressionado com a última transmissão do Billabong Pro em J-Bay.

 

As imagens estão muito profissionais, levando até as casas e aos escritórios as ondas épicas de um pointbreak como J-Bay e surfadas pelos melhores do surf atual. Andy Irons está

impressionante.

 

Tudo de graça, graças ao fato de o esporte ainda não estar sendo explorado pelos grandes cartolas da mídia.

 

No último campeonato no Havaí, em 2003, os internautas ficaram sem ver o dia das finais. Uma televisão americana comprou o direito de transmissão das imagens e nós ficamos a “ver navios”.

 

O grande lance é aproveitar o momento e acompanhar esses encontros virtuais pelos lugares remotos do nosso planeta, trocando idéias por e-mail com o Roberto Perdigão, que é

quem fica na transmissão online em língua portuguesa.

 

Além do inglês e português, a transmissão também rola em francês e espanhol. A tecnologia é brasileira, da Bitebyte, do Mano Ziul. Este trabalho dispensa comentários… Tá show.

 

Uma das melhores jogadas desta transmissão a nível de marketing são os clips / anúncios que rolam entre as baterias, divulgando o patrocinador webcast worldwide.

 

Sem dúvida nenhuma, para um campeonato ter a audiência “centoplicada” tem que ter uma transmissão pela Internet com imagens e áudio com boa qualidade. Faço a minha sugestão ao circuito brasileiro profissional, o SuperSurf.

 

Em 2005, o SuperSurf deve incluir esta transmissão de imagens / áudio em seus eventos, para que o Brasil e o mundo possam acompanhar o surf dos nossos ídolos domésticos. Além do esporte, os atletas e todas as empresas envolvidas vão ganhar com isso.

 

A facilidade que a Internet trouxe à humanidade é brincadeira. Os encontros virtuais, a comunicação, o pagamento de contas, o entretenimento, a velocidade da informação e a interação mundial estão ganhando cada dia mais força nesse novo milênio. Não sei até quando vai durar essa regalia, a transmissão do WCT pela internet.

 

Da mesma forma que o compartilhamento de músicas MP3 também tem seus dias contados, essa alegria também não vai durar muito. A melhor coisa a fazer é aproveitar essa oportunidade. Ainda teremos Japão, Califórnia, Europa e Brasil, para quem não quiser ir até Floripa e Havaí.

 

Além de “surfar” pela Internet, como dizem por aí, também dá pra ficar no canal assistindo as baterias e comendo pipocas no conforto de nossos lares, e mandando um alô (via e-mail) para os nossos participantes.

 

ALOHA!

 

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