Por trás das notas

Surfe em movimento

Nestes últimos anos tenho observado muito a postura e o movimento dos surfistas, desde iniciantes até profissionais.

 

A flexão e a extensão das pernas são pontos fundamentais e devem ser reforçados e corrigidos sempre.

 

Um posicionamento correto em cima da prancha, bem como a relação entre flutuação e peso, são fatores decisivos para um bom desempenho.

 

Quando vemos um surfista arrepiando, estamos falando de uma complexidade de movimentos que devem estar de acordo com o tipo de onda.

 

É preciso uma técnica correta, de força e resistência, de flexibilidade e um bom equipamento.

 

Para conseguir pegar as ondas certas e executar as manobras, os surfistas devem, além de treinar e conhecer o local da prova, fazer exercícios de visualização. A técnica correta não só ajuda na qualidade do movimento como reduz acidentes e contusões de longo prazo.

 

Uma das maiores dificuldades dos surfistas está em conseguir dobrar as pernas, e com isso as cavadas ficam fracas e horizontais. Quanto mais flexão na perna de trás mais vertical o surfista sobe na onda. As meninas têm mais dificuldade ainda e a maioria delas precisa surfar mais agachada.

 

Quando vemos uma menina fazendo um surfe mais forte costumamos dizer que estão surfando igual aos homens, se formos olhar de perto veremos pernas mais dobradas. Sempre que vemos um surfista com dificuldade de dobrar as pernas na maioria das vezes é por causa de falta de força, muito finas e também sem flexibilidade.

 

Estou vendo que a maioria das escolinhas não está corrigindo o movimento e esta introduzindo as manobras antes que os iniciantes consigam desenvolver velocidade. Eles têm que entender a onda como uma rampa de onde a velocidade deve ser extraída e mantida.

 

Um bom exercício é pedir para os alunos tentarem levar a prancha até o final da onda sem fazer manobras, só trocando de borda, subindo e descendo a ladeira.

 

Costumo pedir aos iniciantes que treinem um surf imaginário fora da água (na areia ou em casa), pois se em uma aula as oportunidades são reduzidas e as ondas curtas, em casa pode se surfar ondas longas e quantas vezes quiser e puder.

 

O resultado é impressionante, os alunos sentem a melhora em curto prazo, diminuindo bastante o caminho para a autonomia no surfe. Além disso, ao simular o movimento do surfe nós aprimoramos a técnica, trabalhamos a força das pernas e podemos corrigir nossa postura.

 

O ideal é trabalhar a correção com um profissional capacitado usando o vídeo para ter precisão e para melhor compreensão dos alunos.

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