
O Surf-Brasílis surgiu há 4 anos, quando Ricardo Cappelletti, surfista e biólogo, e alguns amigos se sensibilizaram com a situação de alguns meninos que estavam sempre pedindo esmola nos sinais da região do Iguatemi, em Salvador.
A proposta da Surf-Brasilis é promover de forma harmoniosa a prática do esporte, aliada a um intenso e sistemático trabalho de educação informal.
O horário das aulas é ampliado quinzenalmente, para encontro dos alunos com profissionais de diversas áreas, todos voluntários, para orientações sócio-educativas e palestras com 1:30 h de duração sobre noções de higiene do corpo, orientação sexual, combate às drogas e outras.
A depender do assunto, os responsáveis também são convidados. “No entanto, as palestras, muitas vezes, acontecem na areia da praia, pois ainda não temos uma sede”, ressalta Cappelletti.
O projeto vêm tendo bons resultados, apesar de toda dificuldade que enfrenta para alcançar os seus objetivos. Embora seja um programa recente, custeado com recursos próprios, o projeto já conseguiu levar nove crianças de volta à sala de aula e muitas outras a sentirem prazer no estudo, uma vez que a Surf-Brasilis impõe como condição para fazer parte do projeto a freqüência e permanência na escola. O projeto prioriza também o conceito de que esporte é sinônimo de saúde e de vida saudável, ou seja, “quem está próximo ao esporte, está longe das drogas” e que a prática do esporte somente funciona dessa forma.
Durante as aulas, também é passado aos alunos noções de Oceanografia, como o estudo das marés e a influência da lua, correntezas, fauna marinha, fenômeno da invasão das caravelas, que acontece todos os anos na costa baiana, preservação das tartarugas marinhas ? quando são realizados passeios a locais de desova.
As turmas também fazem estudos presenciais no Projeto TAMAR, Zoológico, Projeto MAMA, Projeto Baleia Jubarte e outros lugares que enriqueçam os conhecimentos dos alunos. “Nossa proposta é de ampliar o atendimento, inicialmente de quinze, para 30 atletas e, posteriormente, implantar a oficina de consertos, fabricação de pranchas e equipamentos e vestuário, beneficiando os nossos alunos já em idade de ingressar no mercado de trabalho e também as famílias, com a venda dos produtos”, revela Cappelletti.
As mães de alguns dos alunos já trabalham na fabricação de acessórios, como capas de proteção para pranchas e vestuário. Os alunos também já aprendem a fabricar a parafina. Todo o produto confeccionado leva o nome do projeto e, futuramente, o nome do nosso parceiro ou entidade financiadora. Esses produtos, atualmente, atendem apenas ao consumo dos próprios alunos, embora alguns dos “amigos do Projeto Surf-Brasilis” já os tenham adquirido no intuito de colaborar e incentivar.
“No entanto, o propósito é de tornar, num futuro próximo, a escolinha auto-sustentável, dando maior credibilidade a nossa proposta, para que futuros parceiros acreditem na continuidade do trabalho do INSADES. A proposta visa o Desenvolvimento Sustentável, pois além de ajudar os alunos do projeto, ajuda às famílias e serve de modelo para novas intervenções na comunidade. No momento estamos precisando de qualquer tipo de apoio, como pranchas, vestuário, material de escritório e limpeza, cestas básicas, móveis, o que vier de ajuda, estamos aceitando e agradecendo”, finaliza o presidente da Surf-Brasílis.
Entre os atletas da Surf-Brasílis, estão destaques como Heloy Júnior, campeão estadual nas categorias Mirim e Júnior e atual top 16 na Profissional, além do garoto Tiago Queiroz, campeão baiano petiz em 2003.
Quem se sensibilizar com o projeto é só entrar em contato.
Helena Oliveira – Pedagoga do projeto ? (0xx71 371-1284 / 8808-0896)
Fábio Viveiros ? Diretor Financeiro ? (0xx71 341-4117)
Ricardo Cappelletti ? Presidente e Instrutor ? (0xx71 450-2448)