Escola do Pirata

Chineses aprendem a surfar

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Em intercâmbio no Brasil, jovens jogadores chineses aproveitam a estádia para aprender a surfar na Escola do Pirata, no Guarujá. Foto: Silvia Winik 

 

Na última quinta-feira, 3 de abril, um grupo de jovens jogadores chineses do clube Shandong Luneng Taishan FC teve uma experiência nova bem longe de casa. Aproveitando o intercâmbio que fazem no Brasil, no CT do São Paulo FC, em Cotia, os atletas sub 15 aprenderam a surfar com orientação de Alcino Neto, o Pirata, destaque do surf adaptado no Brasil, que comanda uma escola da modalidade, na praia de Pitangueiras, em Guarujá.

A iniciativa fez parte do Projeto Superação, desenvolvido pelo time paulista, que também já levou seus atletas da sub14 para a mesma atividade. O clube chinês é sediado na cidade de Jinan, capital da província de Shandong, a poucas horas do litoral. Os jovens afirmaram que conheciam o mar, mas nenhum havia pensando em surfar. As aulas contaram com a ajuda do intérprete Zhou Ke, que repassava as orientações do professor aos aplicados alunos.

Para o técnico chinês, Hu Yijum, essa foi uma grande experiência que planta uma semente em todos. “É muito bom conhecer histórias de quem superou dificuldades e continuou o caminho. Essa vivência vamos utilizar para toda a vida”, afirmou o treinador, referindo-se ao exemplo de Pirata, que teve a perna amputada aos 15 anos, após acidente de carro e se tornou um ícone do esporte adaptado, surfando com e sem prótese e hoje comandando um projeto de inserção social. De acordo com Pirata, um dos desafios foi superar a barreira do idioma. “Utilizamos o intérprete, mas dentro do mar, a expressão facial e os gestos foram fundamentais e houve, com certeza, um entrosamento. Todos se divertiram muito e buscaram superar a dificuldade frente uma modalidade tão desconhecida para eles”, disse Pirata, acrescentando que até o técnico e o intérprete fizeram aula.

Depois da aprendizagem no mar, os jovens jogadores almoçaram no Restaurante Tahiti e lá assistiram a uma palestra com Pirata e Mariana Grassia, sobre superação, com a entrega de certificados de participação. “Tento passar a todos que é possível seguir quando há vontade. Tento ajudar outros portadores de deficiência, descobrindo seus potenciais através do esporte, para superarem seus próprios limites”, afirmou Pirata.

O Pirata Surf Clube funciona na Praia de Pitangueiras, próximo ao Canto do Maluf, e está em busca de um novo parceiro para patrocinar as atividades. “Queremos patrocínio para expandir as atividades, atender crianças carentes nesse trabalho de inclusão social”, disse Pirata.

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