Norte do Peru

Surf também é cultura

Esta é uma viagem de surfistas amadores. Somos surfistas por paixão, por lazer, por ser nossa válvula de escape. Todos nós temos nosso trabalho e não é sempre que conseguirmos agendar uma viagem juntos.  Esta foi uma grande oportunidade, nossa primeira viagem internacional para surfar. 

 

Acredito que este seja o retrato de muitos surfistas no Brasil e no mundo. Não vivemos disso, não temos muitos dias disponíveis para viajar ou esperar o melhor swell entrar. Também não temos o nível de surf dos profissionais, mas temos o nível da diversão, de sairmos felizes e satisfeitos da água.

 

Surfamos as ondas do Norte peruano, mas lutamos para que não fosse apenas uma surftrip, que fosse também uma viagem de conhecimento. Diante da cultura Inca, visitando sítios arqueológicos como Saqsaywoman, Puka Pukara, Tambomachay, Q’enco e Macchu Picchu. 

 

O surf nos traz isso, através dele temos a oportunidade de conhecer culturas, lugares, causas, consequências, história. Sermos mais humanos, mais coletivos, quem sabe mais espiritualizados. Esse é o lado menos individualista do surf, um ponto positivo que se expande para fora d’água.

 

Portanto, busquei fazer um vídeo que não seja apenas surf, mas que mostre do que uma viagem é feita, de curiosidade, vontade, conhecimento, aventura e muitas ondas se possível.  Acho que muita gente se identifica com isso. O surf não é só o surf.

 

Foto de capa Reprodução

Michelle des Bouillons desceu uma onda de quase 25 metros em Nazaré e pode entrar para a história como a mulher que surfou a maior de todos os tempos. Em entrevista exclusiva ao Waves, ela conta como chegou até aqui.

De Bells Beach a Raglan, Brasil vive quatro etapas de domínio histórico: vitórias, finais, nota 10 e os quatro primeiros do ranking mundial com a mesma bandeira.

Mais de cinquenta anos de câmera na mão: do Píer de Ipanema a Pipeline com Gerry Lopez, de Bob Marley no Havaí aos Rolling Stones no Maracanã. Fernando “Fedoca” Lima viveu e fotografou tudo isso. Agora reúne tudo em um livro.

Maior onda já surfada por uma mulher no Brasil é registrada por Michaela Fregonese durante swell histórico em Jaguaruna (SC)